Paris – Dia 2 – O Jardim, a Torre e o Arco

Paris

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Por Amanda Sena

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O dia começou com caminhada. Já tínhamos decidido que o nosso destino principal seria a Torre Eiffel, e a nossa decisão foi por ir à pé e ver todas as maravilhas que o caminho nos reservava. Aí está a vantagem de caminhar: caso pegássemos o metrô ou um táxi, perderíamos todas essas nuances da cidade. Fomos a pé!

Traçamos o trajeto, botamos o guia na bolsa e ‘sebo nas canelas’.  Cada ruazinha que se passa em Paris é um deslumbre, a cidade tem uma arquitetura muito peculiar. Nada de prédios altos, tudo é muito harmônico, com tons pasteis. Parece, de fato, um quadro. O outono (viajamos em outubro) deixou tudo ainda mais plástico, um verdadeiro cenário de filme “art noveau”.

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Nossa primeira parada foi o Jardim de Luxembrugo, que fica em frente ao Palácio de Luxemburgo, construído no século XVIII. Lugar maravilhoso que merece uma parada e muitas fotos. Não deixe de visitar a Fontaine Médicis, que fica dentro do jardim. Praticamente uma pintura de Monet.

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Continuamos nosso trajeto de caminhada passamos pelo Museu Nacional de Moyen e também pela bela igreja de St Michael. Seguimos  margeando o Rio Sena, até chegar a vedete do dia.

Claro que no trajeto paramos pelo menos uma 50 vezes. Cada ponte e cada prédio histórico valia um clique. A parada mais longa – e nessa nos rendemos à tentação de turistar – foi na Pont des arts, a famosa ponte dos cadeados (a mais tradicional), na qual colocamos um cadeadinho e jogamos as chaves no rio, como manda a tradição. Recentemente, todos os cadeados foram removidos da ponte, porque o peso estava danificando a estrutura. O que é completamente compreensível. Na verdade, a gente só caiu na tentação, porque somos românticos incorrigíveis.

Mais adiante, admito que bateu aquela emoção quando avistei de longe a primeira pontinha da Torre Eiffel. É realmente uma construção intrigante e imponente. Embaixo dela, todo aquele burburinho dos grandes pontos turísticos.  Mas, de fato, a visita é obrigatória.

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Optamos por não subir na torre, porque tentamos comprar os ingressos com antecedência (de mais de um mês) pela internet, mas estavam esgotados. Na hora, as filas estavam simplesmente impraticáveis e perderíamos muito tempo. A decisão foi subir no Arco do Triunfo, ao invés de subir na Torre. Decisão essa, que depois, conclui que foi a melhor que tomamos, uma vez que achei a vista o Arco muito mais interessante. Explicarei adiante. Antes de partir, no entanto, fizemos um lanche perto da torre. Um cachorro quente de rua, no melhor estilo “tou economizando ao extremo”. Se quiser algo mais sofisticado, ao redor da Torre tem vários cafés e restaurantes, com mesinhas nas ruas. Um charme tipicamente parisiense.

Atravessamos a ponte para o lado oposto do Rio onde estão os Jardins do Trocadéro, que na verdade é de onde tiramos as fotos mais legais da Torre, mais até do que do lado do Parque Champ de Mars, que achei a grama bem judiada, até por isso acho que algumas partes estavam isoladas.

Do Trocadéro seguimos caminhando até o Arco do Triunfo. Aqui uma dica é valiosa: nunca, jamais, em hipótese alguma, tente chegar até o arco atravessando a avenida. Conheço pessoas que tentaram e pode ser bastante perigoso. Atravesse pela passagem subterrânea. Existem várias indicações no local.

A escolha de subir no Arco e não na Torre também foi bastante assertiva. Afinal de contas, do alto do Arco temos uma das mais belas vistas de Paris com aquele que é o maior símbolo da cidade: a Torre. Além disso, também dá pra ver a Sacré Coeur, linda, no alto da colina do Montmartre. Achei Perfeito!

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Atenção apenas a um detalhe, a subida ao mirante pode ser bastante cansativa, são 284 degraus em uma escada espiral, e estreita, totalizando 50 metros de altura. Lembre que além de subir, você precisa descer pela mesma escada. É meio tenso (pelo menos pra mim que tenho medo de escada), mas achei que vale muito a pena, é mais barato (EUR 9) e tem menos fila. Indico. Ainda no arco, não deixe de visitar o túmulo do soldado sem nome e observar os personagens esculpidos na fachada.

Depois de toda essa maratona, ainda tivemos fôlego para fazer o mesmo caminho de volta até a Torre e vê-la iluminada a noite. Vale muito a pena. Dica: tente chegar (ou ficar) para as horas redondas (19h, 20h, 21h), que é quando as luzes piscam durante cinco minutos. Coisa linda de se ver.

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Tiradentes: Calma e Boa Comida

Tiradentes

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Conhecer Minas Gerais é um sonho para muita gente e nós entendemos o porque. Cidades históricas, cheias de arquitetura colonial bem preservada, uma gastronomia com caráter próprio e com porções – MUITO – generosas, além de um povo extremamente simpático e querido. Pois muito bem, tudo isso você pode encontrar em Tiradentes.

A cidade dista cerca de 190 Km da Capital Belo Horizonte, estando localizada na região mais ao sul de Minas Gerais. Ao chegar na cidade, pode-se perceber o clima interiorano tomando conta do ar, aquela calma que desacelera até mesmo o mais agitado dos seres. Não tem alvoroço que resista ao charme calmo dessa cidade. É impossível não lembrar do poema de Carlos Drummond:

Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
De vagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

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Tiradentes é exatamente isso. Uma sucessão de janelas coloniais, marcadas pelo uso intenso do vidro – vantagens de uma terra rica e que podia se dar ao luxo de usar o material em abundância – portas despreocupadamente abertas, uma brisa suave. De manhã, quente. À noite, bastante fria (os restaurantes e bares contam, inclusive, com aquecedores na área externa).

Essa calma, no entanto, dá lugar à agitação já na tarde da sexta-feira, quando os vizinhos de São Paulo e Rio de Janeiro vêm curtir o final de semana na serra mineira. Então, toda a vagareza dá lugar a pessoas de todas as idades trajando casacos, botas e todo tipo de roupas de frio aproveitando as ótimas comidas e bebidas mineiras num certo clima misturado de familiar com paquera. Os finais de semana são sempre agitados, em Tiradentes, e a cidade se transforma. É bem interessante!

Em Tiradentes, você pode:

Fazer um passeio diferente com uma das empresas de turismo locais, que oferecem desde tours guiados pela cidade, contando as histórias das ruas e becos de Tiradentes, quanto passeios mais “aventureiros”, como uma trilha até o alto da Serra de São José. Uma oportunidade imperdível de se conectar à natureza local!

Ainda na vibe “aventura” você pode se jogar na trilha da mãe d’água, que começa por trás do Chafariz de São José e vai subindo, acompanhando o leito construído para represar a água que jorra no chafariz desde a nascente. O legal é ir percebendo a mudança de temperatura à medida que se vai entrando na mata. Use calçados próprios, pois é sempre úmido e escorregadio.

IMG_5122Tiradentes vista do alto da Serra de São José

Degustar o ótimo doce de leite produzido por seu Chico doceiro. Numa casinha ultra modesta, seu Chico pode ser encontrado em vários momentos do dia mexendo seu tacho de cobre que borbulha com o leite convertendo em mágica.

IMG_5168 Dani e Seu Chico doceiro. Ultra simpático!

Ou pode, também, experimentar um dos muitos doces disponíveis nas lojas da Flor de Lótus. Frutas cristalizadas, doces em compota, pimentas em conserva e os melhores em nossas opiniões: o doce de leite na palha e o doce de coco com vários recheios. Com certeza você vai querer gastar alguns reais nessas maravilhas! Nós gastamos um monte… Hehehehe


Veja Mais em:


IMG_4930 Conservas de pimentas à venda na Flor de Lótus.

Comer em um dos muitos restaurantes da cidade. Os mais destacados, para nós, são o Traga Luz, o Angatu, o Ora pro Nobis, o DiVagar e, na minha opinião, a pizza do Seu Barthô (simplesmente a melhor que eu já comi). Mas, na verdade, todos os restaurantes são ótimos! Não deixe de experimentar os pastéis de Angu. Fenomenais!

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Comprar artesanato local. Aqui não existe um lugar para se indicar, senão o centro histórico inteiro! A cada passo, você vai topar com lojinhas que vendem artesanato em madeira, metal, gesso, mantas para sofá, lençóis e todo tipo de artesanato no qual convém gastar uns bons reais. São todos ótimos! Destaque para os oratórios e os Divinos (aquelas pombinhas de madeira), que denunciam a extrema devoção católica desse povo. São lembranças bem autênticas do local. Uma coisa interessante a se anotar é que as lojas e restaurantes têm horários diferentes umas das outras, o que significa que você dificilmente encontrará a cidade completamente aberta ou completamente fechada. Vale a pena se informar dos horários dos lugares que pretende visitar.

montagem2 Todo tipo de artesanato tem lugar em Tiradentes

Não deixe de explorar os ateliês locais. Muitos bons artistas têm se mudado para Tiradentes, nos últimos anos, com o intuito de buscar uma vida mais calma, inspiração para a criação, bem como aproveitar o insurgente mercado turístico local. Nós compramos duas aquarelas lindas a preços bem convidativos. Móveis antigos – ou com cara de antigos – também são boa pedida em Tiradentes. Foi por muito pouco que não compramos uma mesa para nossa sala. Desistimos por que o frete era quase o mesmo valor da mesa. ='(

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 Obviamente, não deixe de conhecer as igrejas do sítio histórico da cidade. São todas belas representantes do Barroco mineiro, com suas fachadas com frontões recortados, volutas e interiores dourados. Destaque para os ornamentos, em algumas igrejas, em pedra sabão, rocha típica da região e que dá o caráter exclusivo à arquitetura produzida nesse local.

IMG_4982 Igreja Matriz de Santo Antônio, vista do pátio frontal, que se eleva na montanha.

Visitar as cidades vizinhas de São João del Rei e Bichinhos são passeios fundamentais na compreensão da dimensão histórica, cultural e arquitetônica da região. Em São João, por exemplo, é possível encontrar uma igreja projetada por Aleijadinho.

Para chegar em Tiradentes, você pode:

Vir de Avião

Tiradentes não tem aeroporto. Então, na verdade, esse é o modo de chegar até uma parte do caminho! Você pode viajar até o aeroporto internacional Tancredo Neves, em Belo Horizonte, até os aeroportos do Rio de Janeiro ou, ainda, o aeroporto de São João del Rei e prosseguir o caminho de alguns dos meios abaixo.

Vir de Carro

Para chegar até Tiradentes de carro, partindo do Rio de Janeiro, você pode navegar pelas BR-040 e BR-494, segundo nosso amigo Google Maps. O caminho pela BR-040 é o mesmo que o ônibus que parte do Rio faz e é simplesmente sensacional. As região serrana do Rio é realmente bela e observar a paisagem pela janela do carro ou do ônibus é fantástico. De carro, a viagem pode durar entre 5 horas e 5 horas e meia.

De Belo Horizonte, você pode prosseguir pela BR-040 em conjunto com a BR-383. Nesse caso, a viagem dura cerca de 2h50.

Vir de Ônibus

Saindo do Rio de Janeiro, você pode escolher os ônibus da Paraibuna Transportes, que vão, teoricamente, até São João del Rei e, de lá, você deve pegar um ônibus até Tiradentes. No nosso caso, o motorista nos deixou na ponte na entrada da cidade! Economia de tempo e dinheiro! \o/ Nesse caso, a viagem dura cerca de 5 horas e meia e custa de cerca de R$65 a R$ 85.

Partindo de Belo Horizonte, a pedida é a Viação Sandra, cujas passagens custam a partir de R$ 46 reais + taxa de embarque da rodoviária. A Viação Sandra também irá lhe deixar em São João del Rei, mas é fácil conseguir um ônibus até Tiradentes.


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