San Andrés: Alugando o carrinho

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San Andres

Uma das coisas mais comuns a se fazer na Ilha de San Andrés é alugar um carrinho de golfe para passar o dia circulando pela ilha. Há locadoras por todas as partes do centro e não são caros. Quando estivemos lá, o valor cobrado era de 90.000 COP (Pesos Colombianos, cerca de R$ 110 reais). Pegamos o carrinho pela manhã e devolvemos no finzinho da tarde. A gasolina estava inclusa no valor do aluguel.

San Andres
Vistas fantásticas das praias de San Andrés

 

San Andres
Casa “jamaicana” na costa de San Andrés

Alugar o carrinho é super recomendado pelo simples fato de que o transporte público em San Andrés é bem deficitário e depender dele não é uma boa ideia. Não à toa, todos em San Andrés alugam/têm um carrinho desses ou uma moto para se locomover. Ele vai lhe ajudar a ter mais liberdade em sua programação, permitindo-lhe parar nos pontos que você bem entender, na hora e por quanto tempo você decidir.

San Andres

Dirigí-lo é extremamente simples. Basta ligar, e pisar nos dois únicos pedais: GO e STOP. Pronto. É só isso. Com o carrinho, você consegue dar uma volta na Ilha e consegue ir parando nos pontos turísticos, que ficam bem distribuídos ao longo da costa. Não fique preocupado em trancar o carro ao descer nos pontos turísticos, mesmo porque ele nem porta tem. É super tranquilo deixar o carrinho parado em áreas mais alargadas dos acostamentos ou pequenas áreas de estacionamento perto das atrações. Mas, também, quem vai querer roubar um carrinho? É uma ilha! A pessoa vai fugir pra onde? Mas não deixe de levar as chaves com você! Não custa nada, né?

San Andres

A velocidade do carrinho não passa dos 30km/h. Portanto, pressa não é a melhor amiga desse meio de transporte. Aliás, deixe a pressa dentro do avião, na hora que desembarcar nessa ilha. Não faça nada com desespero. Vá relaxando. Agora, eu vou contar a vocês: o carrinho ir a 30km/h não significa que você está completamente livre de riscos (de morte). Sim, leitor, vou contar o que nos ocorreu em San Andrés, quando senti a foice da morte raspando meu pescoço (#exagero).

 

San Andres
Meninas caminhando pela estrada de San Andrés

Eu fui o motorista durante todo o dia na ilha. Em um belo momento, Dani (que tinha acabado de tirar a carteira de motorista) resolveu assumir o controle do carrinho. Tudo ia muito bem, enquanto íamos em linha reta (com algumas correções de rota, como você pode ver no vídeo no fim do post). Afinal, GO e STOP não tem segredo, não é mesmo? Foi o que eu pensei, também, até que nos deparamos com a primeira curva.

San Andrés

Estávamos perto do aeroporto, na volta do nosso passeio, numa área bem movimentada. Cheia de gente. Uma curva para direita. Dani resolveu desafiar a gravidade, a força centrípeta, o automobilismo, a física clássica e tudo o mais que a ciência já desenvolveu e, ao invés de pisar no STOP, pisou no GO (#mulherarretada). Resultado: o carrinho fez que ia capotar, eu pulei pra fora dele, tentei frear no melhor estilo Flintstones com os pés no chão, não consegui. Abandonei o carro. Dani só parou quando o carro subiu o canteiro central. Todos olhavam, nesse momento. Detalhe que, na frente do canteiro, tinha um posto de gasolina. Os frentistas saíram correndo quando viram o carrinho vindo na direção deles. A coisa ia explodir! No fim, Dani ficou sentada no carrinho olhando passada para todos como quem diz: quanto escândalo!, e eu fui lá retirar o carrinho e seguir o percurso até a locadora. O carrinho e nós saímos ilesos, mas eu tive que comprar sandálias novas.

Dica: reduza a velocidade nas curvas.

Confere aí um vídeo com um resumo da nossa volta pela Ilha de San Andrés. (Você vai perceber que é extremamente difícil fazer um Vlog em cima de um carrinho sem amortecedor…=D)


É isso pessoal! E vocês, já estiveram em San Andrés? Já alugaram carrinho e jogaram no canteiro central numa atitude #rockstar? Contem aí pra gente que a gente adora ouvir as histórias e conversar!

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São Luiz do Paraitinga – História e diversão no interior de São Paulo

 

São Luiz do Paraitinga

Olá, leitores! É uma honra começar a dividir minhas experiências de viagens com vocês. Tenho certeza que trocaremos muitas dicas e que também vou descobrir muita coisa bacana com vocês. Meu primeiro post será sobre minha viagem mais recente: São Luiz do Paraitinga, munício do interior de São Paulo.

São Luiz do Paraitinga é uma daquelas cidadezinhas que te proporcionam uma verdadeira viagem no tempo com apenas poucas horinhas de estrada. Localizada a apenas 171Km de São Paulo, é possível chegar de carro no município muito rápido, e em segurança, através da Dutra.

São Luiz do Paraitinga

São Luiz do Paraitinga
Ruelas cheias de casinhas históricas em São Luiz do Paraitinga
 Já tinha muita vontade de conhecer São Luiz desde os tempos em que trabalhava na Secretária de Estado da Cultura, que promoveu a reconstrução de vários prédios históricos, que foram abaixo numa grande cheia que a cidade enfrentou em 2009.
Meu marido também vivia falando do lugar por causa da Cachaçaria Mato Dentro, que produz, segundo ele e um ranking da Playboy, uma das melhores cachaças do país.
 Pois bem, tirei uma folga e fomos pra uma aventura de 24h na cidade eu, ele e minha mãe que veio passar o meu aniversário comigo. E São Luiz não decepcionou.  Tombada como Patrimônio Cultural Nacional, a cidade oferece história, cultura, arquitetura, culinária caseira e muitas atividades ao ar livre.  Dá só uma conferida nas nossas dicas para aproveitar o máximo dessa cidadezinha charmosa e convidativa!

Cachoeira Grande

Foi nosso primeiro destino, antes mesmo de irmos ao centro histórico da cidade. Eu estava completamente obcecada por um banho de cachoeira. A cachoeira grande não fica exatamente em São Luiz, fica em Lagoinha, município vizinho, localizado a 20km do centro. Super rapidinho pra chegar de carro.
São Luiz do Paraitinga
Cachoeira Grande em São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
A blogueira num momento Selfie =D
O local fica numa propriedade privada e é bem turístico, nada daquelas cachoeiras muito desertas e intocadas (o que é maravilhoso), mas o lugar é super bem cuidado, pelo menos no dia que fomos não estava muito cheio e ainda te oferece uma infra de restaurante, banheiros, tirolesa e rapel. Programa pra curtir com toda a família.

Igreja Matriz São Luis de Tolosa

A típica igreja de interior onde tudo acontece em torno dela. É uma catedral bem simples, mas que tem um charme todo particular. Principalmente com um olhar mais amplo, incorporando ela a paisagem da praça e, por sua vez ao coreto central. Tem imagem mais pitoresca?
 São Luiz do Paraitinga
A igreja foi derrubada na enchente, mas felizmente foi reconstruída e continua reinando absoluta. A noite, é comum ver os moradores nos botecos do entorno tocando moda de viola e comendo os lanches dos carrinhos que ficam na praça. Vale a pena um bate papo com um dos moradores da cidade, pois eles são super solícitos e receptivos.
 

Conjunto histórico do Largo do Teatro

Uma das partes mais fofas da cidade, me lembrou muito Olinda. É impressionante como preservar a arquitetura do lugar faz tudo ficar diferente. No local, funcionam algumas lojinhas de artesanato. Mas a visita vale mais pela beleza do local do que exatamente pelo souvenirs.
São Luiz do Paraitinga
Largo do Teatro em São Luiz do Paraitinga

Casa Oswaldo Cruz

É a casa onde nasceu o médico sanitarista Oswaldo Cruz, e onde ele passou a infância. O casarão de 1834, mantém as características da época, e abriga um centro cultural. Como fomos numa segunda-feira, o local estava fechado.
São Luiz do Paraitinga
 

Destilaria Mato Dentro

Localizada a mais ou menos 6 Km do centro de São Luiz (pegando a estrada sentido Taubaté), a famosa cachaçaria se tornou um dos pontos obrigatórios de visitação – e não somente pra quem curte degustar a branquinha. A cachaça de lá foi premiada diversas vezes em concursos especializados e é considerada uma das 10 melhores do país. Além de poder adquirir os produtos lá mesmo (cachaça branca ou dourada, aguardente, licores…) com preços modestos a partir R$ 8,50, os visitantes são convidados a conhecerem todo o processo de fabricação e também a degustar a bebida.

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São Luiz do Paraitinga

São Luiz do Paraitinga

dicas e descobertas Dicas e Descobertas

 Onde Comer

 

Cantinho dos Amigos

Jantamos no restaurante  por recomendação de um dos funcionários da pousada e realmente foi uma boa pedida. Pizza de forno a lenha com manjericão fresco é muito amor. Ainda provamos drinks bem interessantes. Preço super honesto. Média de R$70 para três pessoas.

Tempero da Terra

Almoçamos uma comida regional de tirar o fôlego. Leitão à Pururuca, linguiçinha de porco caseira, tutu de feijão, torresmo, couve com farofa de bacon.. aquela comida “levinha” e deliciosa que só o interior pode fazer por você. Preço sucesso R$80 para três pessoa com direito a trazer marmita pra casa.

Doce Recanto

Chocolate quente com Nutella e tortinha caseira de frango é a pedida. O lugar tem vários quitutes gostosinhos. Cafeteria pequeninha e aconchegante. Vale uma parada no final da tarde.

Hospedagem

Chegamos sem reserva prévia e, como a diária seria de um domingo para segunda, achamos que não teríamos problema para conseguir vaga. Porém, é comum em alguns domingos do ano, as pousadas – principalmente do centro – fecharem para manutenção. Portanto, programe-se antes de partir para lá! Nossa intenção era ficar dentro do centro histórico para facilitar a nossa locomoção, mas a cidade é tão pequenininha que ficar um pouco mais afastado não deve ser exatamente um problema. Aliás, não foi. Caminhar pelas ruas históricas é uma delícia!

Visitamos a Pousada Paraitinga, que é um mimo e fica bem no centro, mas infelizmente estava fechada para manutenção.

Acabamos ficando na Pousada Ápice, localizada um pouquinho fora – mas bem do ladinho – do centro e numa parte mais elevada do lado do Rio.

São Luiz do Paraitinga
Quarto da pousada Ápice – Simples, mas honesta

Achamos o custo-benefício muito bom. A diária saiu pela bagatela de R$ 60 por pessoa (pegamos dois quartos). Dá pra notar que a pousada é meio antiguinha, precisa de manutenção em alguns espaços, mas nos serviu perfeitamente. Cama legal e chuveiro quente, piscina… Ainda tivemos café da manhã incluso. Sucesso.

Mais hospedagens em São Luiz do Paraitinga

Pousada Araucária

A Pousada Araucária está situada em um belo parque, a 600 metros do centro da cidade de São Luís do Paraitinga, e oferece piscina, bar e café-da-manhã. Os quartos contam com Wi-Fi gratuito e varanda térrea, que oferece vista das montanhas.

Pousada Asa do Vento

A pousada conta com amenidades como WiFi disponível e quartos com varanda e redes. Lindíssima a pousada!

Pousada Fazenda São Luiz

Localizada em meio às montanhas verdes do Vale do Paraíba, a propriedade faz parte de uma fazenda histórica que remonta a 200 anos atrás. Há WiFi disponível gratuitamente e os quartos oferecem vista para a montanha ou para o jardim.

 

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Catimbau – Trilha no Sertão de Pernambuco

Ao se chegar ao município de Buíque, não dá para ter ideia da dimensão do que se vai visitar em poucos minutos. Buíque é como qualquer cidade do interior brasileiro: pequenas ruas, calçadas estreitas, uma calmaria reconfortante observada pelas casinhas modestas de fachada “porta e janela”. O ambiente é quente e seco, deixando na pele uma sensação árida e áspera, mas limpa, sem suor. O Sol é forte e decidido, como convém ao Sertão. Nada, portanto, anuncia a grandeza das paisagens exuberantes do Parque Nacional do Vale do Catimbau.

Há duas versões – creio que não oficiais – para o nome Catimbau. A primeira diz que o nome deriva da expressão “morro que perdeu a ponta”, referência às formações rochosas rombudas da região. A segunda versão conta que o nome deriva do termo “catimbó”, que era uma prática religiosa indígena-católica típica da região.

O Parque é uma reserva ecológica e geológica localizada no Sertão de Pernambuco e que abrange os municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim. A entrada por Buíque é um caminho de terra ao qual apenas se chega de carro, ônibus ou pau de arara. Estacionando no meio do completo nada, o guia nos leva serra acima por um percurso de areia branca finíssima como de praia. A vegetação, nesse momento, começa a exibir seu espetáculo de palmeiras, suculentas, cactáceas e toda sorte de planta típica da Caatinga do Sertão do Nordeste brasileiro.

catimbau

A caminhada não é intensa, nem a subida íngreme demais que desmotive qualquer pessoa. Claro, pessoas com redução de mobilidade devem evitar esse passeio. Há momentos em que se caminha por uma área larga de formações rochosas que mais parecem um casco de tartaruga. Em outros momentos, o caminho é estreito e só admite a contemplação de uma pessoa por vez.

catimbau

A cada dez passos que se dá, um descortinamento de paisagem novo se abre diante de nossos olhos, nos embasbacando com tamanha beleza da Natureza.

catimbau

Há diversas trilhas oferecidas pelos guias e cada uma vai lhe apresentar coisas magníficas, desde pinturas rupestres até grandes cânions e formações rochosas impressionantes.

catimbau

O meu passeio favorito é aquele que nos leva pelas “Três torres” e inclui uma passagem por escavações naturais nas rochas e que expuseram uma profusão de amarelos, vermelhos e laranjas causados pela alta concentração de ferro – assim nos disse o guia. As formações são imensas e impressionantes. Você não vai se esquecer daquelas cores jamais!

catimbau

Programe seu passeio de modo que, ao final, seja possível contemplar o por do Sol do alto de algum morro. Com a baixa umidade do ar, o espetáculo será estonteante, cheio de laranjas, amarelos e vermelhos, que reforçam as cores naturais do lugar. Informe-se com o guia sobre o tempo de cada trilha. Normalmente, para os mais dispostos, dá para fazer duas trilhas no mesmo dia.

catimbau

Claro, não é demais lembrar que, ao longo do percurso, não há pontos de venda de bebidas, nem tampouco de comidas. Assim, é altamente recomendável levar seus próprios mantimentos. Assim como deve-se trajar roupas leves e claras, tênis, aplicar – e reaplicar! – protetor solar e um eventual chapéu. Lembre-se, também, de usar roupas resistentes. A vegetação de Caatinga pode ser bela, mas é igualmente bruta, com muitos espinhos e galhos secos. Um pouco de proteção, portanto, para evitar maiores contratempos.

Serviço

Quando ir?

O melhor período para visitar o Parque, na minha opinião, é entre os meses de Novembro e Março. Nessa época, dá para ter os melhores pores de sol que você irá ver na vida!

Como chegar?

Para chegar ao Parque, dirija-se ao Município de Buíque, a cerca de 280 km da capital Recife, através da BR 232 – Rodovia Luiz Gonzaga. Ao chegar no município de Arcoverde, acesse a PE-270 e siga até Buíque. Atenção nessa estrada, que, apesar de estar renovada, é faixa única e com muitas curvas.

Como visitar?

O Parque conta com uma Associação dos Guias do Vale do Catimbau, que funciona numa modesta casa no centro de Buíque. Lá você vai encontrar profissionais qualificados e que conhecem o Parque como a palma da mão.

Não vá se meter a explorar o parque desacompanhado! A probabilidade de não acabar bem é alta!

Os guias oferecem cerca de 12 trilhas distintas com duração entre 1 hora e 30 minutos e 3 horas.

Onde ficar?

As hospedagens estão localizadas no município de Buíque e são suficientes para passar a noite e encarar outro dia de trilhas.

Pousada Nossa Senhora das Graças [não visitamos]
Rua São João, 91, Centro.
fone: (87) 3855-1128

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