Paris – Dia 5 – Jardin Des Plantes, Montmartre e Sacré-Coeur

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Por Amanda Sena

No nosso último dia em Paris fomos brindados com um lindo dia de sol. Aquele friozinho de 16 graus e céu limpinho com a luz perfeita. O azul combinou perfeitamente com o cenário do Jardin Des Plantes.

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Como sempre fomos até nosso primeiro destino do dia caminhando e admirando as construções da cidade. Paris é o lugar perfeito pra isso.

Confesso que não tinha lido muito, nem visto nada sobre o Jardin Des Plantes. Incluímos mais por causa da proximidade do local que estávamos hospedados. Isso nos faria ganhar tempo, já que o objetivo do dia era curtir o Montmartre.

E como é bom ser surpreendido, não é mesmo?! Toda a região onde o jardim está localizado é incrível. A vizinhança é super tranquila com vários prédios históricos e uma cara um tanto quanto medieval.

O jardim, propriamente dito, é do início do século XVII e foi o primeiro jardim real de ervas medicinais da cidade. É um dos maiores parques de Paris cheio de tralhas, flores, tipos de plantas e corvos, muitos corvos. Mesmo no outono haviam muitas flores coloridas. Cenário perfeito para lindas fotos.

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O parque também abriga o Museu de História Natural. Não tivemos tempo de visitar, mas já está nos nossos destinos obrigatórios em possível volta.

Em frente ao parque pegamos o metrô em direção ao Montmartre. Descemos na estação Abbesses para ir subindo até a catedral passeando pelo bairro. Mas atenção, essa estação tem muuuuitas escadas. Se descer nela, espere a fila do elevador. Só entendemos a fila da espera quando quase desistimos no meio da subida.

No caminho passamos por alguns dos cenários mais incríveis de Paris. Igreja St-Jean I’Evangéliste de Montmartre, Place des Abbsses, Place du Tertre – famosa por seus artistas de rua (cuidado com o assédio excessivo nesse local, todos querem faturar. Todos.) e as lojinhas super charmosas do bairro.

Ruas do Montmartre

Almoçamos num restaurante em frente a Place du Tertre. Não foi um dos lugares mais baratos, porém também não foi caro. EUR 24.00 por pessoa.

Place Du Tertre

Seguimos até a suntuosa, e realmente linda, Catedral Sacré-Cour. O prédio é de fato um deleite para os olhos. Sua cúpula é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre. Também é possível ir de teleférico, direto da estação Abbesses até a escadaria da Catedral. Eu, particularmente não recomendo, porque é nesse ponto que existe o maior assédio de vendedores ambulantes aos turistas. Além disso, recomendo muito o passeio pelas ruelas do bairro sem pressa.

IMG_0931 Sacré-Cour

Na descida, fomos também a pé até o famoso Moulin Rouge. O caminho pode ser um pouco intricado em função das ruas do bairro serem em vários desníveis (e cheias de escadarias que ligam umas às outras), mas com a ajuda de um mapinha de mão e o pedido de socorro a alguns franceses muito solícitos (não, isso não é ironia. Pedimos informações duas vezes e fomos muito simpática e prontamente ajudados) conseguimos chegar no nosso destino.

Moulin Rouge


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Paris – Dia 4 – Notre-Dame, Marais e Locações de Cinema

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Por Amanda Sena

Uma das minhas maiores vontades de conhecer Paris era poder passar por alguns dos lugares dos quais passei a minha vinda inteira ouvindo falar sobre, ou mesmo vendo pela tela, em alguns dos meus filmes preferidos como: Meia Noite em Paris, Antes do Pôr Do Sol, Último Tango em Paris e por aí vai…

Nosso quarto dia em Paris cumpriu perfeitamente esse objetivo. Tivemos a luxuosa companhia de dois guias de luxo, Bruno e Carol – nossos amigos e anfitriões do Expresso Paris – com dois moradores (e profundos conhecedores) da cidade a tira colo, tivemos a chance de conhecer a vida parisiense mais de perto.

Como sempre, começamos o roteiro do dia com uma caminhada até a Catedral de Notre-Dame. Entrar nesse lugar foi mais um sonho realizado. Além de ser gigantesca, os quadros, vitrais e esculturas dessa que é uma das principais igrejas em estilo gótico da Europa, são simplesmente de tirar o fôlego.

IMG_0675 IMG_0656 interior da Catedral

Sem falar na energia do lugar (a construção é de 1163), entramos na hora de um dos cânticos da missa. Um impacto daquelas vozes e do som do órgão estão na minha cabeça até hoje.  É de fato, uma visita obrigatória.

No caminho, entre o bairro de Monteparnesse e a Catedral passamos pela esquina em que o personagem de Owen Wilson espera a carruagem que o faz voltar no tempo de uma Paris da década de 1920, no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen.

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Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Já quase em frente a Catedral, outra locação de filmes amados: Shakespeare & Company. A livraria fofa onde o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy, começa. A loja é uma típica livraria antiga parisiense com livros do piso ao teto e gatos ronronando por cima das pilhas. Mais uma parada pra foto!

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Seguimos a pé num passeio pelas ruas do Marais, bairro jovem, com muitos artistas de rua, e uma mistura de comunidades de judeus, argelinos e asiáticos. Passamos por vários cinemas de rua, pela Prefeitura de Paris, e fomos até a famosa Place des Vosges, a mais antiga praça planejada da cidade, também conhecida como Praça Quadrada por sua impressionante simetria. O almoço foi em dos inúmeros mini restaurantes que vendem comida árabe. Um kebab baratinho e estávamos prontos para seguir o roteiro.

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À tarde finalmente pegamos um metrô para ir até uma parte mais afastada do centro turístico. A causa nobre era conhecer o Espaço Django Reinhardt. Um bar antigo, onde o próprio Django – exímio guitarrista e ícone maior do Jazz Manouche (ou Gypsy Jazz) e adorado por músicos ao redor do mundo, inclusive por meu marido, que me apresentou e fez me apaixonar pelo gênero – costumava se apresentar. Vale muito a pena a visita para quem curte boa música. De quebra, logo ao lado tem um famoso mercado de pulgas de Paris, o O Marché aux Puces, especializado em antiguidades. Para chegar lá, pegue a linha 4 do metrô na direção Porte de Clignancourt e desça na estação de mesmo nome (é a última).

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Na volta, ainda tivemos tempo para tomar uma cerveja na praça ao lado da casa onde viveu Ernest Hemingway, célebre escritor americano, que nasceu em 1899 e suicidou-se em 1961, justamente quando revisava a edição de “Paris é uma festa”. Dia longo, produtivo e inesquecível.

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Paris – Dia 2 – O Jardim, a Torre e o Arco

Paris

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Por Amanda Sena

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O dia começou com caminhada. Já tínhamos decidido que o nosso destino principal seria a Torre Eiffel, e a nossa decisão foi por ir à pé e ver todas as maravilhas que o caminho nos reservava. Aí está a vantagem de caminhar: caso pegássemos o metrô ou um táxi, perderíamos todas essas nuances da cidade. Fomos a pé!

Traçamos o trajeto, botamos o guia na bolsa e ‘sebo nas canelas’.  Cada ruazinha que se passa em Paris é um deslumbre, a cidade tem uma arquitetura muito peculiar. Nada de prédios altos, tudo é muito harmônico, com tons pasteis. Parece, de fato, um quadro. O outono (viajamos em outubro) deixou tudo ainda mais plástico, um verdadeiro cenário de filme “art noveau”.

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Nossa primeira parada foi o Jardim de Luxembrugo, que fica em frente ao Palácio de Luxemburgo, construído no século XVIII. Lugar maravilhoso que merece uma parada e muitas fotos. Não deixe de visitar a Fontaine Médicis, que fica dentro do jardim. Praticamente uma pintura de Monet.

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Continuamos nosso trajeto de caminhada passamos pelo Museu Nacional de Moyen e também pela bela igreja de St Michael. Seguimos  margeando o Rio Sena, até chegar a vedete do dia.

Claro que no trajeto paramos pelo menos uma 50 vezes. Cada ponte e cada prédio histórico valia um clique. A parada mais longa – e nessa nos rendemos à tentação de turistar – foi na Pont des arts, a famosa ponte dos cadeados (a mais tradicional), na qual colocamos um cadeadinho e jogamos as chaves no rio, como manda a tradição. Recentemente, todos os cadeados foram removidos da ponte, porque o peso estava danificando a estrutura. O que é completamente compreensível. Na verdade, a gente só caiu na tentação, porque somos românticos incorrigíveis.

Mais adiante, admito que bateu aquela emoção quando avistei de longe a primeira pontinha da Torre Eiffel. É realmente uma construção intrigante e imponente. Embaixo dela, todo aquele burburinho dos grandes pontos turísticos.  Mas, de fato, a visita é obrigatória.

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Optamos por não subir na torre, porque tentamos comprar os ingressos com antecedência (de mais de um mês) pela internet, mas estavam esgotados. Na hora, as filas estavam simplesmente impraticáveis e perderíamos muito tempo. A decisão foi subir no Arco do Triunfo, ao invés de subir na Torre. Decisão essa, que depois, conclui que foi a melhor que tomamos, uma vez que achei a vista o Arco muito mais interessante. Explicarei adiante. Antes de partir, no entanto, fizemos um lanche perto da torre. Um cachorro quente de rua, no melhor estilo “tou economizando ao extremo”. Se quiser algo mais sofisticado, ao redor da Torre tem vários cafés e restaurantes, com mesinhas nas ruas. Um charme tipicamente parisiense.

Atravessamos a ponte para o lado oposto do Rio onde estão os Jardins do Trocadéro, que na verdade é de onde tiramos as fotos mais legais da Torre, mais até do que do lado do Parque Champ de Mars, que achei a grama bem judiada, até por isso acho que algumas partes estavam isoladas.

Do Trocadéro seguimos caminhando até o Arco do Triunfo. Aqui uma dica é valiosa: nunca, jamais, em hipótese alguma, tente chegar até o arco atravessando a avenida. Conheço pessoas que tentaram e pode ser bastante perigoso. Atravesse pela passagem subterrânea. Existem várias indicações no local.

A escolha de subir no Arco e não na Torre também foi bastante assertiva. Afinal de contas, do alto do Arco temos uma das mais belas vistas de Paris com aquele que é o maior símbolo da cidade: a Torre. Além disso, também dá pra ver a Sacré Coeur, linda, no alto da colina do Montmartre. Achei Perfeito!

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Atenção apenas a um detalhe, a subida ao mirante pode ser bastante cansativa, são 284 degraus em uma escada espiral, e estreita, totalizando 50 metros de altura. Lembre que além de subir, você precisa descer pela mesma escada. É meio tenso (pelo menos pra mim que tenho medo de escada), mas achei que vale muito a pena, é mais barato (EUR 9) e tem menos fila. Indico. Ainda no arco, não deixe de visitar o túmulo do soldado sem nome e observar os personagens esculpidos na fachada.

Depois de toda essa maratona, ainda tivemos fôlego para fazer o mesmo caminho de volta até a Torre e vê-la iluminada a noite. Vale muito a pena. Dica: tente chegar (ou ficar) para as horas redondas (19h, 20h, 21h), que é quando as luzes piscam durante cinco minutos. Coisa linda de se ver.

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Paris – Roteiro de 5 dias – Dia 1

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Por Amanda Sena

Hoje vamos começar uma série de posts com um roteiro de 16 dias pela Europa. Nessa viagem, nós passamos por Paris, Bruges, Bruxelas, Amsterdam, Berlim e Frankfurt.

Vale esclarecer o seguinte: nossa viagem foi no esquema “low budget”, o que não tirou, em absolutamente nada, o brilho, a diversão e o encantamento que a Europa é capaz de proporcionar. Viu? Dá para ir à Europa gastando pouco, sim! =D

Outra coisa a ressaltar: nesses roteiros, é essencial estar disposto a andar muito. Muito, mesmo. Foi assim que nós fizemos e o roteiro sugerido está baseado nessa premissa. Claro, dá para usar outros meios de transporte. É só adaptar e ser feliz!

Serão um post para cada dia do roteiro e um post geral para a Bélgica.

EUROTRIP –  PARIS 

A Europa sempre foi um sonho antigo, e não somente pela fama e glamour que um lugar como Paris possa ter, mas principalmente por tudo que o velho continente representava para mim: cultura. Só de pensar na efervescência da música, museus, artistas de rua, arquitetura,história… os cenários de tantos filmes queridos… Tudo era muito emocionante e a primeira parada dessa jornada não poderia ser outro lugar que não Paris – a boa e velha (e ainda muito charmosa) cidade luz.

Fizemos um roteiro de quatro dias e meio, que apesar de meio corrido nos permitiu conhecer bastante a cidade. Claro que ainda pretendemos voltar, mas hoje já posso dizer que conheço um pouco do melhor de Paris.

Dia 1 de 5 – A chegada

Nosso vôo atrasou 2h para sair de São Paulo o que acabou atrasando todo nosso planejamento, uma vez que chegaríamos em Paris no começo da tarde e pretendíamos já ir bater perna de imediato. Só que com o atraso da saída, somado a demora para pegar nossas bagagens na esteira, acabamos chegando ao nosso local de hospedagem somente no final da tarde.

A imigração no aeroporto Charles de Gaulle foi muuuuuito tranqüila. Já haviam me falado que a França é um país tranqüilo para entrar na Europa, mas não nos perguntaram absolutamente nada. Carimbinhos no passaporte praticamente imediato. Uma beleza.

A saída do aeroporto também foi sossegada. Mesmo se você chegar em Paris pelo aeroporto CDG, que fica a 30 Km de Paris, não existe necessidade de gastar dinheiro com táxi (viagem low-budget, lembra?!), o sistema de metrô e trens metropolitanos de Paris é um dos melhores da Europa.Com uma malha super extensa, você pode pegar o RER Linha B para Paris, que corta praticamente toda cidade, e a partir dela fazer as trocas para a linha de metrô que fique mais próxima ao bairro onde estiver hospedado. Não lembro o valor exato do trem, mas as duas passagens deram menos de 20 euros. No nosso caso, o trem nos deixou em menos de 40 minutos na estação Denfert Rochereau, ao lado de onde ficamos hospedados na casa dos amigos Bruno e Carol, do Expresso Paris.

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Como já chegamos tarde e muito cansados, só saímos para jantar na Rue Daguerre, que é uma rua super fofa, repleta de restaurantes, padarias, frutarias e afins. Mesmo nessa saidinha básica, ali pra esquina de casa que estávamos hospedados, já deu para notar que Paris nos arrebataria fácil, fácil.

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Esse post é mais uma apresentação da série da Eurotrip e para compartilhar Paris, por que qualquer coisa dessa cidade merece ser compartilhado (#muitapaixao). Nossos posts vão ao ar toda segunda. Siga a gente nas redes sociais e não perca nenhum momento dessa viagem!


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