Nômade Digital: talvez não seja para você.

 

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Nos últimos tempos, um termo tem ficado muito famoso nos textos sobre viagens e trabalho: Nômade Digital. Esse é o nome que se dá àquelas pessoas cujas profissões permitem que desempenhem suas funções de qualquer lugar do mundo. Assim, não há necessidade de ficar num mesmo lugar por muito tempo, o que possibilita a essas pessoas que viajem livremente mundo afora. Uma ideia maravilhosa, não? Com certeza! Mas, apenas para algumas pessoas. Eu já planejei minha vida como nômade digital e desisti. Porquê?

É inegável que a ideia de passar a vida de país em país é muito atraente, especialmente para quem ama viajar, como eu. Eu estaria livre, conhecendo sempre novas culturas, novos povos, novas comidas. Meu Instagram ia ser sucksés (JOUT, 2015). Mas, nas minhas viagens pelo mundo, eu acabei percebendo uma coisa muitíssimo interessante: uma das maiores emoções de uma viagem, para mim, é a sensação do “ir e voltar”.

Estar de volta” significa que eu tenho um canto no mundo que é só meu, no qual eu me reconheço, no qual eu me sinto pertencente. E é esse sentimento que faz as viagens tornarem-se tão instigantes e interessantes. Eu adoro conhecer novos lugares, fotografá-los, divulgá-los. Elas são sempre um lançamento em mares ainda não navegados, mas com a certeza de um porto seguro no retorno. E esse porto seguro é formado por seus familiares, seus amigos, seus vizinhos, a sua casa e, por que não, pelo seu trabalho. Eu preciso dessa segurança, dessa certeza.

Não, esse post não foi patrocinado pela Gol para lhe incentivar a comprar passagens de Volta… Era a foto que eu tinha.

Você não precisa se sentir um fracassado por que não leva a vida viajando pelo mundo todos os dias. Essa não é uma vida para qualquer pessoa. Aliás, como qualquer vida, ela tem de servir para quem a está vivendo (Entendeu?). Eu conheço outros blogueiros e Youtubers (confere aí o Cadu Cassau) que levam a vida nômade e são extremamente felizes com isso! E são mesmo! Para eles funciona porque esse modo de vida se adéqua ao que buscam. E esse pessoal faz um trabalho bem interessante em divulgar esse estilo de vida que tem seus pontos altos e baixos, como tudo. Mas, isso não quer dizer que a minha vida tenha que ser assim, também. E nem a sua! Eu sou um escritor completamente satisfeito em, a cada viagem, ter a emoção de preparar minha casa para a minha partida e ter saudade de casa. Aliás, esse é um sentimento fortíssimo!

Eu tenho muito apego a minha casa (não podia ser diferente, para um arquiteto, né?). Eu gosto de “me colocar” em cada canto dela e de fazê-la à minha imagem e semelhança. Nada mais natural, então, do que gostar de voltar para ela! Eu amo a minha casinha! Foi nesse momento, em que eu percebi isso, que eu desisti dos meus planos de Nômade Digital.

Entendam que eu não estou chamando os nômades digitais de desgarrados, desnaturados ou qualquer coisa do tipo. O que importa é o que cada um busca para si. E o que espera encontrar nessa jornada. As tecnologias ajudam a diminuir as saudades e ausências e isso pode funcionar! Eu é que necessito de um apego diário, da vida cotidiana com os amigos e com os familiares. E pode ser que você também tenha essas necessidades, essas vontades de estar junto. Se é o seu caso, então, meu caro, a vida de Nômade Digital (também) não é para você. E quer saber? Não há nada de mal nisso!


 

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