Trilha em Tiradentes – Serra de São José

 

Serra de São José, é lá que ocorre a trlha
A caminho da Serra de São José, é lá que ocorre a trlha

Nem só de comida maravilhosa ou igrejas barrocas vive o turismo de Tiradentes. Afinal, depois de se esbaldar na culinária mineira com certeza o saldo de calorias a ser gasto estará nas alturas! Então, que tal fazer uma trilha?

Tiradentes tem algumas agências de ecoturismo, a mais conhecida e que experimentamos foi a “agência vivaminas”, localizada pertinho do praça principal, próximo ao  correios. A agência conta com trilhas e passeios guiados por Tiradentes e São João del Rei todos os dias da semana. Quem vai a Tiradentes deve passar lá para adquirir o folder com todos os roteiros e um mapa super recomendado para a andança pela cidade.

Folder super útil com roteiros e mapa da cidade
Folder super útil com roteiros e mapa da cidade

Há caminhadas guiadas por cachoeiras, roteiros que recriam o caminho dos escravos através dos bosques e becos da cidade, cavalgadas, cicloturismo,  passeios de maria fumaça, city tours pelas cidades, passeio noturno em uma Jardineira (um veículo aberto de 1935) pelo centro histórico. Com certeza alguma opção terá a diversão e o ritmo adequados para sua viagem.

Começo da trilha, e o guia lá na frente
Começo da trilha e nosso guia lá na frente

Belezas do caminho

Como estávamos empolgados, reservamos uma manhã inteira para a “Trilha do Carteiro”, uma caminhada até o topo da serra de São José com 1200 metros de altitude e um percusso de cerca de 10 km, passando pela região das cachoeiras na parte baixa da serra. Apesar dos números impressionarem, a trilha é super tranquila e sem dificuldades, não sendo exigida qualquer experiência em trilha. Claro que tênis e uma calça que permita sua mobilidade são imprescindíveis, além de muito protetor solar e água. A agência ainda fornece lanche, água e empresta mochilas para levarmos tudo.

Nosso grupo era formado por 3 casais e uma criança, todos foram tranquilos, sem grande desgaste. Alguns se encontraram na agência, outros encontram o grupo no trecho de saída da cidade histórica. O percusso todo é feito a pé desde a agência, saindo do centrinho, passando por uma região residencial mais afastada e próxima da Serra até chegar na região da trilha de verdade.

Uma dos trechos de subida na trilha
Um dos trechos de subida na trilha

A grande subida é feita logo no início da trilha, de forma super simples até, o terreno tem uma leve inclinação e em apenas alguns trechos há uma “escalaminhada” em pedras. Rapidamente já atingimos o pico com um ponto de observação pra ver Tiradentes pequenininha lá embaixo e aproveitar para ótimas fotos.

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Mirante da trilha
Mirante da trilha
E Tiradentes pequenininha vista de cima
E Tiradentes pequenininha vista de cima

Devo confessar que de todo grupo, apenas eu tive uma pequena dificuldade na subida inicial…. mas não pelo cansaço ou dificuldade da trilha, e sim pela reação da altitude num pulmão de quem vive no litoral somada a uma crise alérgica que só me permitia respirar pela boca. Mas foi tranquilo, só parei uns 5 minutinhos duas vezes pra recuperar o fôlego e tava tudo certo (no dia que resolver ir a Machu Picchu, aí sim, vou morrer!). Logo após atingir o pico, é feita uma parada para o lanche e depois a caminhada continua pela paisagem belíssima do chapadão até começar a descida em direção as cachoeiras.

Pausa nas cachoeiras, mas a coragem de mergulhar só chegou nos pés
Pausa nas cachoeiras, mas a coragem de mergulhar só chegou nos pés
Selfie da "cachoeira"
Selfie da “cachoeira”

Como em julho a região ainda estava sofrendo com a falta de chuvas, as cachoeiras não estavam cheias, mas seu fio de água é lindo e foi super refrescante (super mesmo, a água estava tão gelada que só o holandês do grupo foi corajoso para mergulhar, o resto se contentou em molhar os pezinhos). Logo depois a descida continua em direção à cidade, feita rapidamente por meio da vegetação. Não é muito recomendável fazer a trilha em períodos de chuva por conta desse trecho final de barro, mas se o que você quer é diversão… segundo nosso guia, em época de chuva esse trecho vira praticamente um tobogã e o pessoal resolve ir escorregando mesmo, fazendo a festa no barro e chegando na cidade parecendo uns monstrinhos saídos do pântano.

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O percusso completo até voltar à agência durou aproximadamente 5 horas. Adoramos a experiência e saímos da trilha conhecendo muito mais de Tiradentes graças ao nosso guia, super simpático e formado em história, que durante todo o trajeto foi contando as lendas e causos de cada pedacinho da trilha e da história de Tiradentes.

Aí, depois dessa andança toda, a gente foi recuperar as calorias perdidas, claro!

 

As delícias de Tiradentes

Se você ama uma boa comida, Tiradentes é um destino para guardar no coração (comida mineira, amor verdadeiro, amor eterno)!!

Sim, passamos uma semana se acabando nas delícias da cidade que ama uma fartura! A começar pelo café da manhã da nossa pousada (Villa Allegra) que toda manhã trazia no seu buffet pãezinhos de queijos saídos na hora, bolos e bolos, pães artesanais, e outras delícias. Mas além do pão de queijo, descobrimos uma delícia mineira que a gente sempre pedia para petiscar nos bares – pastel de Angu. Experimente recheado com camarão ou queijo minas e se apaixone também. O bolinho de jerimum recheado com carne seca e acompanhado de uma boa pimenta mineira também tem um lugar reservado no coração.

Durante o almoço geralmente optávamos por petiscos mesmo. A região da praça principal traz as melhores opções e há desde botecos a self service de comida mineira servida no fogão à lenha. Bistrôs e barezinhos que trazem o agito noturno também estão por ali.

Dois destaques de opções feitas por nós em almoços mais fartos: o Bistrô Divagar Gourmeco, localizado perto da igreja matriz, é um bistrô de um proprietário italiano (eu acho) que traz suas origens para o menu focado em massas e risotos. O cardápio não é fixo, e possui preços até atrativos (principalmente levando em conta que os preços em Tiradentes são em geral mais salgados). Optamos por um risoto de gorgonzola com favo de mel e um parpadelle. Ambos estavam impecáveis, destaque tb para a caipirinha frozen com mel.

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Risoto de gorgonzola com favo de mel. FANTÁSTICO!

O Ora pro Nobis é localizado na rua do chafariz e possui uma área externa deliciosa com uma decoração rústica. O atendimento foi feito pelo próprio chef, super simpático e atencioso (como quase todo lugar na cidade). O restaurante é recomendadíssimo e possui comida mineira de primeira qualidade pra comer sem pressa. A primeira vista pode parecer bem $algado, mas bastou os pratos chegarem pra vermos que não era bem assim, as porções são ENORMES de fartas.

orapronobisEntrada bucólica do Ora pro Nobis.

Fomos almoçar após uma trilha de 10 km pela Serra de São José, azul de fome que estávamos, pedimos uma porção de linguiça mineira, uma massa de 4 queijos para Rodrigo, e meia porção de lombo à mineira para mim. Gente, só a porção de linguiça (que vem flambada em cachaça mineira) já era uma refeição completa.

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A meia porção de lombo à mineira então, servia tranquilamente 3 pessoas. Foi uma fartura. O lombo estava desfiando, acompanhado de tutu à mineira mega delícia e uma farofa de banana que até hoje sonho com ela. Não dei conta do recado, não coube… fui embora com muita tristeza no coração por deixar o melhor lombo da minha vida.

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Pausa cultural – O Ora pro Nobis é o prato típico da cidade, e obviamente tem destaque no restaurante. Consiste em frango cozido com a erva “ora pro nobis”. Reza a lenda, era uma planta que nascia pelos muros da cidade colonial e que os escravos pegavam para preparar ensopados, pois sua folha é carnuda e lhes forneciam bastante energia. Leva esse nome porque apenas na hora do “ora pro nobis” da missa os padres ficavam distraídos por tempo  suficiente e assim os escravos conseguiam pegar suas folhas escondidos. Não encarei, mas pra quem tem curiosidade dá pra experimentar em algum self service da cidade.

As maiores extravagâncias deixamos para o jantar. A começar pela pizzaria do Seu Barthô, também na rua do Chafariz, que foi simplesmente a melhor pizza da nossa vida! Sem exagero! Massa incrível, fininha e crocante, recheio farto, ingredientes selecionados, perfeito! E como a gente gosta de passar bem, a entrada ainda teve crostinis super fininhos e crocantes temperados com lemmon peper e de sobremesa pizza de doce de leite e requeijão cremoso <3

Tragaluz é provavelmente o restaurante mais comentado de Tiradentes. Com um cardápio lindo em formato de Revista e ilustrações infantis ele conta a história da criação do restaurante e você já começa a se apaixonar. Com ambientes charmosíssimos no salão interno ou no jardim à meia luz,é a opção para aquele “jantar romântico”. Com foco para carnes e aves, a galinha pintada (não a azul que canta) é o destaque da casa, mas fomos de bife de ancho e contra filé mesmo. Pontos perfeitos e acompanhamentos idem. De sobremesa fomos com a vedete da casa, já citada até no NY Times, goiabada grelhada com crosta de castanha de caju sobre uma calda de requeijão cremoso acompanhada de sorvete de goiaba – não tem como isso dá errado, né?! <3 <3 <3. Por favor, mesmo que não queria jantar no Tragaluz, vá apenas para a sobremesa, você não se arrependerá.

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Prato de filé do Tragaluz

Para os maiores tesouros dos doces de Tiradentes há 2 lugares que não podem deixar de serem visitados!

Chico Doceiro é um simpático senhor que vende doce de leite feito no seu mega tacho de cobre na frente dos clientes. Sua venda, com cara de garagem da própria casa,  é localizada numa região bem residencial (mas que todo mundo sabe onde fica). Além do doce de leite delicioso no canudinho, com massa própria e mega crocante, há outros docinhos como cajuzinhos e doce de abóbora, mas nada se compara a perfeição do canudinho de doce de leite. Seu chico é uma figura e adora bater um papo, não aguentei e tirei até foto com ele.

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E para fechar – doceria For de Lótus, com 2 lojas na cidade, duvido que você consiga parar lá apenas uma vez. A loja possui prateleiras abarrotadas de compotas e geleias caseiras, pimentas de todos tipos e ardências, frutas cristalizadas, casquinhas de limão e laranja açucaradas, doce de leite de diversos sabores embalado na palha, queijos artesanais mineiros, resumindo, O PARAÍSO. Claro que trouxemos um pequeno carregamento de tudo isso para casa. E outro pequeno carregamento que consumimos lá mesmo. Mas algo merece o meu amor eterno, a bala de coco recheada, ou um pedacinho do paraíso se derretendo na sua boca. Gente! É uma balinha mole de coco com recheio de brigadeiro, maracujá ou abacaxi! Muito amor para sempre!!! Se tivesse trazido um container dela tão teria sido suficiente.

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Se tiver indo para Tiradentes, pode se esbaldar em todas as delícias, são muitas, e deixa pra se preocupar com calorias só na volta. Aproveita essa terra da comida faaarta e da boa hospitalidade. E por favor, traga balinhas de coco para mim!

Comprinhas em Tiradentes

Passeando por Tiradentes, em Minas Gerais, não dá para escapar das muitas possibilidades de adquirir ótimo artesanato e ótima arte (sem falar na comida, né?). CLARO que nós não fomos exceção e contribuímos BASTANTE para a produção local! – Hehehhehehe. No centro histórico tem muitas lojinhas de artesanato, sobretudo ao redor da praça principal, nas ruas Resende Costa e Min. Gabriel Passos. Para encontrar panos e artigos de cama, mesa e banho, vá subindo mais a rua Resende Costa e começará a encontrar boas lojas!

Então, o que nós compramos em Tiradentes? Primeiro, artesanato. Nessa matéria, nós compramos um oratório miniatura de madeira e que tem inspiração na arte barroca, muito desenvolvida nas terras mineiras. Na verdade, nós compramos uma composição de oratórios e montamos um só, com uma imagem de nossa Senhora do Carmo (para quem não sabe, nosso namoro começou justamente no dia dela, que é, inclusive, padroeira do Recife).  O conjunto de oratório grande + oratório mini +`imagem da santa saiu por cerca de R$45 reais.

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Ainda no artesanato religioso, que me atrai bastante, compramos um Divino em madeira. O Divino é uma representação do Espírito Santo através da figura de uma pomba branca. No nosso caso, compramos a que tinha o esplendor (aqueles raios atrás da pombinha). A imagem saiu por cerca de R$30 reais. Isso tem de todos os preços e tamanhos! Nós trouxemos um pequenos de lembranças para nossas famílias que são muito lindos e servem demais como um autêntico souvenir de Minas.

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Já caminhando para o lado pagão -hehehe-, compramos duas mandingas: um cacho de bananas e um cacho de pimentas. Dizem que as bananas trazem fartura e as pimentas afastam o mau olhado e o mau agouro – XÔ URUCUBACA! (E bem vindas, moedinhas…). Essas Pimentas e Bananas você encontra por toda Tiradentes. Cada uma custou cerca de R$20 reais.

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Compramos, também, duas miniaturas de edificações “estilo colonial” e “estilo barroco”. Digo entre aspas por que, como arquiteto, eu poderia falar muito sobre o colonial e o barroco, mas, como se trata de artesanato e de uma interpretação artística livre, vou calar. Na verdade, vou elogiar bastante. O artesão trabalha com PET reciclada – isso mesmo, PET RECICLADA! – e desenvolve essas belíssimas miniaturas de edificações. Chega ao capricho de, em algumas miniaturas, desenvolver um interior que se pode ver das janelinhas abertas. O ateliê dele é na frente do chafariz de São José, na Rua Francisco Cândido Barbosa. A miniatura da casa custou cerca de R$10 reais e a da igreja, cerca de R$15 reais.

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Na área das artes, nós adquirimos duas aquarelas de um pintor local. Ele tem uma obra inspirada, claro, nas ruas e edifícios coloniais de Minas Gerais, misturando traços em nankin e magnífica aquarela, resultando em quadros leves e agradáveis. Mais mineiros, impossível! O ateliê dele fica na Rua Direita e você pode, inclusive, encontrar o artista trabalhando em mais uma obra lá mesmo! Muito legal!

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No âmbito “decoração”, compramos duas almofadas e uma manta para nosso sofá cinza-esperando-cor. As almofadas, claro, têm estampas de azulejos portugueses. Na casa de um arquiteto e de uma designer… Não tinha como ser diferente. E, digo mais, cada uma custou quase o preço de um azulejo português pintado por Dom João VI. R$ 85 reais por cada belezinha. Ok, ok! Foi o maior “pega besta”, mas a gente tava empolgado! E, viagem, né? É para gastar dinheiro, mesmo…

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No quesito culinária (sem contar as dezenas – ou seriam centenas? – de reais gastos na maravilhosa cozinha mineira), nós sempre quisemos adquirir uma panela de cobre. Tipo aquelas que Remy (Rattatouille…¬¬) cozinha, sabe? Em Minas o uso dessas panelas é tipo uma tradição! Seu Chico Doceiro cozinha numa delas! É agora! Bem, isso era o que pensávamos… As bichinhas são caras, sô!!! A pretensão era comprar um panelão e se virar para trazer… O que os nossos R$68 reais conseguiram comprar foi essa panelinha da foto. Pelo menos, trazer foi fácil – hahahahahaha –

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Somente para fechar, compramos um espelhinho com moldura moldada em gesso. Alguma coisa meio veneziana meets barroco. Interessante, mas que deu um trabalho danado para trazer (e o medo de quebrar = 7 anos de azar?? Melhor comprar mais uma dúzia de pimentas…..). O espelho custou cerca de R$50 reais.

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Tiradentes é cheia de coisinhas para todos os gostos (e bolsos). Impossível voltar de lá sem um pedacinho do seu artesanato original pra matar as saudades dos dias mineiros.

 

Tiradentes: Calma e Boa Comida

Tiradentes

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Conhecer Minas Gerais é um sonho para muita gente e nós entendemos o porque. Cidades históricas, cheias de arquitetura colonial bem preservada, uma gastronomia com caráter próprio e com porções – MUITO – generosas, além de um povo extremamente simpático e querido. Pois muito bem, tudo isso você pode encontrar em Tiradentes.

A cidade dista cerca de 190 Km da Capital Belo Horizonte, estando localizada na região mais ao sul de Minas Gerais. Ao chegar na cidade, pode-se perceber o clima interiorano tomando conta do ar, aquela calma que desacelera até mesmo o mais agitado dos seres. Não tem alvoroço que resista ao charme calmo dessa cidade. É impossível não lembrar do poema de Carlos Drummond:

Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
De vagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

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Tiradentes é exatamente isso. Uma sucessão de janelas coloniais, marcadas pelo uso intenso do vidro – vantagens de uma terra rica e que podia se dar ao luxo de usar o material em abundância – portas despreocupadamente abertas, uma brisa suave. De manhã, quente. À noite, bastante fria (os restaurantes e bares contam, inclusive, com aquecedores na área externa).

Essa calma, no entanto, dá lugar à agitação já na tarde da sexta-feira, quando os vizinhos de São Paulo e Rio de Janeiro vêm curtir o final de semana na serra mineira. Então, toda a vagareza dá lugar a pessoas de todas as idades trajando casacos, botas e todo tipo de roupas de frio aproveitando as ótimas comidas e bebidas mineiras num certo clima misturado de familiar com paquera. Os finais de semana são sempre agitados, em Tiradentes, e a cidade se transforma. É bem interessante!

Em Tiradentes, você pode:

Fazer um passeio diferente com uma das empresas de turismo locais, que oferecem desde tours guiados pela cidade, contando as histórias das ruas e becos de Tiradentes, quanto passeios mais “aventureiros”, como uma trilha até o alto da Serra de São José. Uma oportunidade imperdível de se conectar à natureza local!

Ainda na vibe “aventura” você pode se jogar na trilha da mãe d’água, que começa por trás do Chafariz de São José e vai subindo, acompanhando o leito construído para represar a água que jorra no chafariz desde a nascente. O legal é ir percebendo a mudança de temperatura à medida que se vai entrando na mata. Use calçados próprios, pois é sempre úmido e escorregadio.

IMG_5122Tiradentes vista do alto da Serra de São José

Degustar o ótimo doce de leite produzido por seu Chico doceiro. Numa casinha ultra modesta, seu Chico pode ser encontrado em vários momentos do dia mexendo seu tacho de cobre que borbulha com o leite convertendo em mágica.

IMG_5168 Dani e Seu Chico doceiro. Ultra simpático!

Ou pode, também, experimentar um dos muitos doces disponíveis nas lojas da Flor de Lótus. Frutas cristalizadas, doces em compota, pimentas em conserva e os melhores em nossas opiniões: o doce de leite na palha e o doce de coco com vários recheios. Com certeza você vai querer gastar alguns reais nessas maravilhas! Nós gastamos um monte… Hehehehe


Veja Mais em:


IMG_4930 Conservas de pimentas à venda na Flor de Lótus.

Comer em um dos muitos restaurantes da cidade. Os mais destacados, para nós, são o Traga Luz, o Angatu, o Ora pro Nobis, o DiVagar e, na minha opinião, a pizza do Seu Barthô (simplesmente a melhor que eu já comi). Mas, na verdade, todos os restaurantes são ótimos! Não deixe de experimentar os pastéis de Angu. Fenomenais!

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Comprar artesanato local. Aqui não existe um lugar para se indicar, senão o centro histórico inteiro! A cada passo, você vai topar com lojinhas que vendem artesanato em madeira, metal, gesso, mantas para sofá, lençóis e todo tipo de artesanato no qual convém gastar uns bons reais. São todos ótimos! Destaque para os oratórios e os Divinos (aquelas pombinhas de madeira), que denunciam a extrema devoção católica desse povo. São lembranças bem autênticas do local. Uma coisa interessante a se anotar é que as lojas e restaurantes têm horários diferentes umas das outras, o que significa que você dificilmente encontrará a cidade completamente aberta ou completamente fechada. Vale a pena se informar dos horários dos lugares que pretende visitar.

montagem2 Todo tipo de artesanato tem lugar em Tiradentes

Não deixe de explorar os ateliês locais. Muitos bons artistas têm se mudado para Tiradentes, nos últimos anos, com o intuito de buscar uma vida mais calma, inspiração para a criação, bem como aproveitar o insurgente mercado turístico local. Nós compramos duas aquarelas lindas a preços bem convidativos. Móveis antigos – ou com cara de antigos – também são boa pedida em Tiradentes. Foi por muito pouco que não compramos uma mesa para nossa sala. Desistimos por que o frete era quase o mesmo valor da mesa. ='(

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 Obviamente, não deixe de conhecer as igrejas do sítio histórico da cidade. São todas belas representantes do Barroco mineiro, com suas fachadas com frontões recortados, volutas e interiores dourados. Destaque para os ornamentos, em algumas igrejas, em pedra sabão, rocha típica da região e que dá o caráter exclusivo à arquitetura produzida nesse local.

IMG_4982 Igreja Matriz de Santo Antônio, vista do pátio frontal, que se eleva na montanha.

Visitar as cidades vizinhas de São João del Rei e Bichinhos são passeios fundamentais na compreensão da dimensão histórica, cultural e arquitetônica da região. Em São João, por exemplo, é possível encontrar uma igreja projetada por Aleijadinho.

Para chegar em Tiradentes, você pode:

Vir de Avião

Tiradentes não tem aeroporto. Então, na verdade, esse é o modo de chegar até uma parte do caminho! Você pode viajar até o aeroporto internacional Tancredo Neves, em Belo Horizonte, até os aeroportos do Rio de Janeiro ou, ainda, o aeroporto de São João del Rei e prosseguir o caminho de alguns dos meios abaixo.

Vir de Carro

Para chegar até Tiradentes de carro, partindo do Rio de Janeiro, você pode navegar pelas BR-040 e BR-494, segundo nosso amigo Google Maps. O caminho pela BR-040 é o mesmo que o ônibus que parte do Rio faz e é simplesmente sensacional. As região serrana do Rio é realmente bela e observar a paisagem pela janela do carro ou do ônibus é fantástico. De carro, a viagem pode durar entre 5 horas e 5 horas e meia.

De Belo Horizonte, você pode prosseguir pela BR-040 em conjunto com a BR-383. Nesse caso, a viagem dura cerca de 2h50.

Vir de Ônibus

Saindo do Rio de Janeiro, você pode escolher os ônibus da Paraibuna Transportes, que vão, teoricamente, até São João del Rei e, de lá, você deve pegar um ônibus até Tiradentes. No nosso caso, o motorista nos deixou na ponte na entrada da cidade! Economia de tempo e dinheiro! \o/ Nesse caso, a viagem dura cerca de 5 horas e meia e custa de cerca de R$65 a R$ 85.

Partindo de Belo Horizonte, a pedida é a Viação Sandra, cujas passagens custam a partir de R$ 46 reais + taxa de embarque da rodoviária. A Viação Sandra também irá lhe deixar em São João del Rei, mas é fácil conseguir um ônibus até Tiradentes.


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