Onde comer em Nova Iorque – Hambúrguer Five Guys

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É impossível viajar aos Estados Unidos e não comer, pelo menos, um hamburguezinho nas milhares de casas que oferecem a gordelícia americana nas suas mais variadas formas e valores calóricos (como o Heart Attack Grill, especialista em comidas Diet #sqn). Claro, há McDonald’s e Burger King a cada esquina (literalmente), mas, nós queríamos tentar algo, digamos, mais “artesanal”. Foi assim que nos deparamos com a Five Guys.

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A Five Guys é uma rede de restaurantes fundada na Virgínia no fim dos anos 80 e que fez muito sucesso com seus hambúrgueres no grill e suas batatas artesanais fritas em óleo de amendoim. Daí para frente, foi sucesso. O que nos leva ao nosso Five Guys de Nova Iorque.

O lugar é bem despojado, com uma aparência que beira o retrô, com as chapas e seus hambúrgueres fritando na frente de todos, acabamentos industriais e as máquinas de refrigerante refil à disposição dos clientes. Aliás, aqui é uma invenção maravilhosa que tem que chegar no Brasil urgente (pelo menos eu nunca vi aqui com esse sistema): a máquina multi sabores. Uma tela LCD com vários sabores disponíveis e que lhe permite, inclusive, misturar as bebidas e criar novas combinações e sabores (sabe-se lá, né? Tem doido para tudo nesse mundo…). Sim, eu me diverti na máquina enquanto o sanduba não chegava.

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O meu pedido foi o Bacon Cheeseburger e aí que veio a melhor parte: você escolhe os acompanhamentos – toppings – que quiser para o seu sanduíche. E quanto você quiser! Isso, livre, free, à vontade, self-service sem balança! Pode botar a imaginação para funcionar e montar seu monster burger pessoal! Rapidamente, nosso hambúrguer tava na mesa, com nossas batatas artesanais. O bichinho vem embrulhado num glorioso papel alumínio, o que dá um toque ainda maior de autenticidade. Eu gostei demais! E gostei mais ainda quando comi. Que coisa gostosa! Carne suculenta, molhos deliciosos e bem dosados. A batata frita também era boa.

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Fiquei muito feliz com a escolha do nosso hambúrguer americano. Claro, experimentamos, também, o badalado Shake Shack, mas, quer saber? Eu gostei muito mais do hambúrguer do Five Guys, eleito o meu sanduíche americano favorito!


Five Guys

253 West 42nd Street
New York, NY 10036

Telefone: 212-398-2600
Funcionamento: Domingo a quarta – das 10h às 2h da manhã; Quinta a Sábado – das 10h às 4h da manhã


Cioccolatte Gelateria – Sorvete Excelente no Bairro do Recife

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Já tem um bom tempo que nós havíamos sido convidados a experimentar o sorvete da Cioccolatte Gelateria, lá no Bairro do Recife. Entre uma atividade e outra, o convite foi ficando para mais tarde até que, essa semana, finalmente fomos lá. E vou dizer: eu devia ter ido antes.

Primeiro de tudo: é um lugar lindo! Um projeto muito bem bolado (e delicado) do escritório PMZ Arquitetura, que teve a sensibilidade de trabalhar cores que não concorressem com o colorido dos sorvetes. Aliás, isso é básico numa sorveteria: o destaque é aquele mar de cores dos sorvetes que encantam e fazem você morrer naquela indecisão de qual o sabor eleito!

 Segura o post mais colorido até hoje!

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Na vitrine, ficam 16 sabores à exposição e que são trocados tão logo a bandeja esvazie. E são trocados por outros sabores. Então, é bem difícil que você faça duas visitas iguais! Sempre uma surpresa!

Uma dica: o de pistache nunca é exposto, mas sempre é produzido. Se você quiser experimentar esse sabor, peça à balconista

E não precisa se fazer de rogado se você quiser experimentar todos os sabores: é política da casa deixar o cliente provar todos os sabores disponíveis, estejam eles na vitrine ou na geladeira! E, sim, nós provamos literalmente TODOS OS SABORES antes de decidir.

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Prova do crime

Outra coisa que precisa ser dita sobre esse sorvete que conheci agora, mas que já considero pacas: a textura dele é impressionante. O “Chocolate Amargo” parece uma mousse de tão densa. Isso significa que você vai ter muito mais sorvete em uma bola, que ele vai demorar um tiquinho mais para derreter e que o sabor será mais intenso! #vivantagem

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Muito gostoso e denso, é muito provável que você ache que é uma mousse de chocolate!

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Cheesecake de morango, com pedaços de biscoito e uma calda deliciosa de morango!

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O de maçã verde é dos mais surpreendentes! Nada enjoativa e com o sabor da maçã bem forte. Refrescante!

O processo deles permite ter os mais diversos sabores de sorvete que você puder imaginar, como os sucessos “Bolo de Rolo” e “Tapioca com Coco”. E, como estamos perto da páscoa, eles produziram sabores de páscoa, como, por exemplo, um sorvete de FERRERO ROCHER, sim, assim, em letras maiúsculas… Não provei, mas deve ser muito bom! “Colomba Pascal“, “Chocolate com pimenta“, “Chocolate 50% de Cacau” são alguns outros sabores especialmente preparados para essa época do ano.

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Para abrilhantar ainda mais seu sorvetinho delícia, eles fizeram umas casquinhas cobertas com chocolate belga, parceria com Lana Bandeira. Agora, corra por que é só durante a Semana Santa!

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Os produtos base dos sorvetes são todos importados da Itália!

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Bolo de rolo, sucesso entre gringos e locais! Tem gosto de bolo de rolo, mesmo!!!

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Esse merece uma reverência: Iogurte com Amarena (uma cereja Premium em calda fantástica). Pergunte se tem na geladeira, se não tiver na vitrine. Vale a pena. É muito gostoso.

Então, num passeio à tarde pelo Bairro do Recife, não deixe de conhecer esse sorvete, que está aparecendo como 1º lugar do Recife entre lugares para sobremesas no TripAdvisor!


CIOCCOLATTE GELATERIA

Rua Alfredo Lisboa, 507, Recife Antigo – PE (próximo ao Marco Zero)

(81) 3049-0039
Facebook: /cioccolattegelateria


Barchef – um menu especial para março

Essa semana fomos convidados para conhecer o Barchef. Confesso que sempre tive vontade de conhecer o restaurante, mas nunca tinha tido tempo de parar e ir. A proposta de requalificar casarões históricos e instalar restaurantes sempre me agrada! Ainda mais por que eu já sabia que o Barchef também aproveita os jardins para serviço. Fomos lá!

A proposta do convite era interessante: conhecer o menu fechado especial para o mês de março, criado pelo chef Miguel Castilhos. Por R$ 54, você vai ter duas opções de entrada, duas opções de prato principal e uma opção de sobremesa. De partida, devo dizer que o preço é excelente para a quantidade de pratos, mas logo que vi, imaginei que as porções seriam minúsculas, tipo menu degustação. Eu estava enganado.


Antes de falar dos pratos, uma explicação sobre as fotos: na hora que chegamos no restaurante, minha câmera deu pau e eu tive que tirar fotos com meu celular. Não ficaram boas… Por isso, diferente do que eu costumo fazer nos meus posts, as fotos desse review são da assessoria de imprensa que nos convidou. Desculpem!


Como estávamos em dois, pedimos uma opção de cada prato. As opções de entrada são a Robata de Camarão Empanado Coberto com Molho de Queijo ou a Trouxinha de Salmão com Três Molhos. Veja bem, o camarão estava delicioso, no ponto corretíssimo, macio, saboroso, apresentação impecável. Claro, é obra de um bom chef, não poderia ser diferente. Mas, em disputa com o salmão, ele não tinha chance!

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A Robata de Camarão / Divulgação

O salmão, por outro lado, estava surpreendente. Eu não sou apaixonado por peixes, menos ainda por salmão, que eu julgo sem muito sabor. Qual não foi nossa surpresa ao encontrar um prato de salmão desmanchando de tão macio, com um sabor suave, mas decidido, em uma trouxinha de massa harumaki, que adicionava textura crocante ao prato. Olhem, foi paixão. Ainda mais por que eu estava com baixas expectativas em relação ao salmão. Salmão, meu querido, vamos nos ver outras vezes…

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Trouxinha de Salmão com 3 molhos. Delícia! / Divulgação

Passamos aos pratos principais. E lá veio aquele filé alto com crosta de parmesão e ervas e penne ao molho Alfredo. Aqui, mais um caso de prato muito em executado, com sabores bem honestos e preparos excelentes. Esse não é um prato de contrastes fortes. Pelo menos eu não achei. O Alfredo é um fundo suave sobre o qual se destaca o filé e o frescor das ervas (gostou da frase? Elegância, a gente vê por aqui…). Prato bom!

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Filé em crosta de parmesão e ervas com penne ao molho alfredo / Divulgação

 A outra opção de prato principal é o Salmão Grelhado Gratinado acompanhado de Aligot de Queijo. Aqui, a mesma surpresa da entrada. O salmão, mais uma vez, desmanchava de tão macio e o aligot estava delícia. Esse prato tem um sabor bem mais marcante que o filé. Ele é daqueles que, tempos depois, você se lembra do sabor e onde comeu. Ainda lembro…

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Salmão Grelhado Gratinado acompanhado de Aligot de Queijo / Divulgação

Para o final, a sobremesa: Creme Brulée de doce de leite. Também é um prato intrigante, não tão doce. O doce de leite não estava mergulhado em baunilha e o sabor era suave. O sorvete era ok, mas acompanhado da farofinha ganhava um interesse. Depois do sabor marcante do aligot e do salmão, o doce de leite passou sem muito espetáculo por mim.

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Creme brulée de doce de leite

No resumo, achamos um menu muito bem construído e que agrada a todos. O preço é excelente, quando se consideram as porções.  É impossível sair insatisfeito.


Barchef

Av. Dezessete de Agosto, 1893, Recife.

Aberto de Terça a Domingo


 

Queens Cozinha Extravagante, um hambúrguer no Arraial

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O Recife está transformando sua maneira de apreciar boa comida. Nós estamos, cada vez mais, desejantes por espaços abertos e despojados, sem muito fricote. Não à toa, muitos restaurantes e cafés têm investido em áreas externas, com jardins bem cuidados e super agradáveis.

Nesse caminho, de espaços agradáveis e abertos despidos de exageros desnecessários, vieram os Food Trucks e estacionaram com força total em nossa cidade (que trocadilho péssimo! Mas, tá valendo…). E nós estamos aprendendo a apreciá-los, uma vez que eles são os representantes máximos dessa ambiência “fora de casa”. Claro que muitos Food Trucks chegaram e logo se acomodaram ao antigo estilo recifense “muros adentro” (como “praça de alimentação” no estacionamento de shopping, mas que não vou comentar agora…), mas tantos outros são fiéis ao estilo “tou na rua”.

Tudo isso para dizer o seguinte: nós fomos conhecer o nosso primeiro Food Truck essa semana. O Queens Cozinha Extravagante é desses caminhões que prezam pela qualidade do espaço “fora de casa”. Parado no estacionamento da Galeria Casa Grande, as mesinhas se espalham no chão de cobograma, iluminadas pela mais autêntica e charmosa gambiarra de lâmpadas, que, para mim, trazem um clima festivo. Para delimitar um pouco o espaço, uns pallets fazendo as vezes de paredinhas baixas, mas nada que impeça a sensação de integração ao espaço público.

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 As opções do cardápio são muito interessantes e a pouca quantidade de itens me indicava que as comidas tinham grandes chances de serem deliciosas. Nossa primeira escolha foi o tal de Gulabi Gang (bolinhos de grão de bico condimentados com adição de quinoa e amaranto, condimentados e fritos, acompanhados dos molhos “Tahini cream”, “Chutney de Manga” e “Asian fusion” – R$12,90). O prato chegou muito rápido na nossa mesa e eu só posso dizer isso: delicioso! Na verdade, eu posso dizer mais. Os bolinhos estavam sequinhos, crocantes, muito bem temperados e os molhos eram muito bons, com destaque para o Tahini cream. Tenho quase certeza de que esse é o molho preferido dos clientes. Foi o nosso. O chutney estava excelente, também, e o Asian fusion era mais discreto no sabor. Aliás, eles não deixam isso explícito no cardápio, mas esse é um ótimo prato vegetariano, para quem for acompanhar aquele amigo doido pelas carnes!

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Pedimos também o Falafel Gulabi (pão pita recheado com falafel, pasta aveludada de amendoim, tahini cream, maçã & pepinos laminados e mix de folhas – R$ 14,90). Eis um sanduíche bem montado. Não só na apresentação, mas na forma de construir o sabor. Primeiro, você sente o falafel e a pasta de amendoim com o tahini cream. À medida em que você vai comendo, alcança o molhinho de pepinos e maçã. Aqui será um ponto de polêmica. Alguns torcerão a cara para o pepino. Eu digo: experimente. Me surpreendeu. No dia que fomos, o pão pita tinha acabado e o nosso sanduíche foi servido no pão de azeite. Eu colocaria essa opção no cardápio, pois ficou muito gostoso.

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Depois, foi a vez dos hambúrgueres. Eu sou fã do prato, tenho um gosto muitíssimo amplo para o sanduíche e tinha altas expectativas com o Queens. Primeiro, uma apresentação bem legal, com o papel de seda timbrado e um palitão segurando o sanduíche. Como íamos dividir, o garçom solicitou que viessem partidos ao meio. Eu pedi o Grace Fucking Jones – nome excelente!  – (Pão australiano encrostado com parmesão e gergelim preto, hambúrguer blend da casa, camarões graúdos salteados, Maionese da Queens, queijo gouda, molho barbecue e mix de folhas – R$ 21,50). Dani pediu o Blue Velvet (Pão australiano encrostado com amêndoas laminadas e parmesão, hambúrguer blend da casa 160g recheadíssimo com blue cheese, mais blue cheese, geleia de frutas vermelhas, lâminas de amêndoas, cebola tostada e mix de folhas – R$ 23,90).  O Blue Velvet era bom, muito embora eu esperasse uma verdadeira explosão de blue cheese, com gorgonzola escorrendo pelas minhas mãos, mas não foi o que ocorreu. Honesto. Mas o Fucking Jones… O Fucking Jones era Fucking good!

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O Blue Velvet

O Grace Fucking Jones tem uma ótima combinação de sabores, um hambúrguer extramente macio – os dois tinham, na verdade – um pão macio from the heavens (não descobri se era da própria casa), camarões bem preparados, maionese delícia e nem sombra de necessidade de uma gota sequer de ketchup ou coisa que valha (indispensável em alguns hambúrgueres por aí…).

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A lindeza do Arraial

Não vou mentir: senti falta de batatas fritas no menu. Sim, por que eu sou desses. Mas, meu amado leitor, se você quer ter uma boa experiência de hambúrguer bem feito, num ambiente urbano por excelência, com uma seleção musical de primeiríssima, então rume sua saída em direção ao Queens Cozinha Extravagante. 


Queens Cozinha Extravagante

Estrada do Arraial, 2541, Estacionamento da Galeria Casa Grande

Aberto das 18h às 23h

Paguei com Cartão de Crédito (VISA)


 

Molho de Tomate Salsaretti – Review

Meu povo,

vocês já devem ter percebido que aqui no Serviço de Bordo nós estamos, cada vez mais, explorando o mundo fantástico da Gastronomia, né? Começamos comentando os restaurantes que visitamos nas cidades por onde andamos, falando sobre o ambiente e sobre a comida. Acontece, meus queridos, que comida é um assunto que muito nos agrada e a gente quer mais… Então, vamos mergulhar cada vez mais nesse mundo das delícias!

Para começar, um post que eu nunca fiz aqui no blog, mas que há muito tempo eu venho planejando fazer: review de algum produto alimentício! E, para estrear, a gente vai de Molho de Tomate Salsaretti Gourmet. Os Molhos são parte de uma linha de produtos da Bunge com qualidade “diferenciada”, digamos.

SALSARETTI BASÍLICO

Antes de mais nada, eu tenho que deixar claro que molho de tomate é uma coisa que eu mesmo produzo (e que, um dia, eu vou ensinar a vocês). Mas, nesse dia em especial, a preguiça estava gigantesca, o Molho Salsaretti estava em promoção e eu adoro experimentar coisas novas (eu já tava planejando esse post, na verdade! =D). Pronto. Fui lá e comprei dois vidrinhos: o de Oliva (com azeitonas) e o de Basílico (com manjericão).

SALSARETTI OLIVA

Eu experimentei os molhos sozinhos e com uma massa. A minha desconfiança inicial deu lugar a uma grata surpresa! Os molhos são muito bons! Uma coisa que eu odeio nos molhos prontos é a extrema acidez, mas os Molhos Salsaretti Gourmet quase não têm acidez. Eles vêm com pedaços de tomate no tamanho ideal e com sabores realmente diferentes, que é outra coisa que eu odeio nos molhos de tomate prontos: você pode comprar o de manjericão e o de alho queimado que eles têm o mesmo gosto. O Salsaretti Oliva, por exemplo, veio com pedaços generosos de azeitonas e ele TINHA GOSTO de molho de tomate com azeitonas. O mesmo vale para o molho Basílico.

SALSARETTI NA MASSA

No final, nossa avaliação é extremamente positiva. Não substitui um bom molho de tomate caseiro, obviamente, mas, naqueles dias da preguiça mórbida, ele cumpre com muito mais distinção e glória a função de fazer aquela macarronada rápida para salvar o almoço do domingo!

P.S.: Esse não é um post patrocinado, mas se a Bunge quiser mandar aqui para casa os outros produtos da linha, eu recebo de muito bom grado! =D

Udon Cozinha Oriental – Recife

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Numa rua calma do bairro de Casa Amarela, uma placa luminosa anuncia que acabávamos de encontrar o Udon Cozinha Oriental. Decidimos conhecer o lugar depois de algumas indicações de amigos numa votação acirrada na nossa página do Facebook (aqui, ó).

Ao chegar no local, fomos recebidos muito atenciosamente pelo garçom, que rapidamente nos informou que a casa estava cheia, mas que poderia arrumar a mesa que estava disponível perto da entrada para que coubéssemos todos. Como éramos quatro pessoas e a mesa, pequena, resolvemos aguardar por uma mesa maior no salão principal.

UDON-Salão

Logo na entrada, há um aviso sobre a reforma pela qual a casa está passando e isso é perceptível. Alguns acabamentos por fazer, outros já prontos, tudo em andamento. Nada que atrapalhasse o serviço ou a qualidade da experiência no Udon Recife. O salão principal é agradável sem cair na breguice de alguns restaurantes orientais, que não entenderam a diferença entre inspiração e pastiche (aqueles leques gigantes nas paredes pintadas de vermelho com luminárias de bola com inscrições em japonês…).


Veja +

Villa Foria – Pizza de Alta Qualidade

Haus Lajetop – Um bar na laje no Recife


Um cuidado muito atencioso no projeto do Udon Cozinha Oriental foi o uso de um revestimento de tratamento acústico no teto, reduzindo o barulho insuportável que poderia se criar num ambiente tão pequeno – também pode ter sido para atender à legislação de Geração de Incômodo à Vizinhança. De qualquer maneira, o saldo é muito positivo e agradável. Se você, como eu, repara nos detalhes, observe a luminária quadrada e o delicado trabalho lateral na madeira.

UDON-jojoJoJos maçaricados

UDON-guiozáGuiozá

Em poucos minutos nossa mesa estava vaga e pronta! Sentamos, informamos que seriam 3 rodízios e já fizemos nossos pedidos. Pedimos também um Temaki do menu regular. Os pratos chegaram com certa rapidez.

UDON-cariocas2Cariocas de salmão

Não vou falar de cada prato individualmente, mas da impressão como um todo. A apresentação dos pratos é extremamente satisfatória, sem pirotecnias desnecessárias. Aliás, o sashimi de salmão e atum em formato de flor foi uma delicada surpresa.

UDON-sashimiSashimis de salmão e atum

A minha impressão, ao olhar as mesas ao redor, foi de que os sushis do rodízio são consideravelmente menores que os do cardápio regular, o que eu achei uma bela sacada do Udon Recife! Afinal, a ideia do rodízio não é se empanturrar de comida, mas experimentar sabores diversos (algo que as pizzarias e churrascarias rodízio já perceberam há muito tempo). No entanto, essa redução de tamanho acabou por diminuir demais o “recheio” do sushi, em alguns casos, como algumas peças dos cariocas que pedíamos. Imagino que isso seja normal nos sushis grandes – alguns devem vir maiores do que outros, mas a dimensão diminuta evidencia isso. Nada que me impedisse de achar saborosíssimo e pedir tantas outras porções…

UDON-cEBI crokEbi Crock – massa de harumaki, camarão e cream cheese

Aliás, esse foi o primeiro sushi em que não senti necessidade de encharcar com shoyo ou o bendito teriaki. Como deve ser o bom sushi, ele veio bem temperado para que o shoyo servisse como um complemento, um aditivo de sabor e não como um tempero para mascarar a insipidez da comida. Muito bem, Udon! Não deixe de pedir o bolinho Udon (bolinho de atum frito com tempero da casa): um dos pontos altos da noite.

UDON_sunomonoSunomono

Claro que eu não deixaria de pedir os “sushis” doces! Aqui, nenhuma surpresa, mas a mesma certeza de um tempero bem dosado. O Hossomaki de morango, por exemplo, não veio boiando em leite condensado. Apenas um pouco daquela duvidosa (mas indispensável, porquanto deliciosa!) calda de morango de supermercado e pronto. Sentiam-se o morango e o cream cheese.

UDON-hossomaki morangoHossomaki de morango

UDON-chocolateMassinha de harumaki com creme de chocolate

No fim, nossa experiência foi bem alegra e divertida! O atendimento foi atencioso sem ser invasivo, como geralmente ocorre em alguns restaurantes que introduzem o sistema de rodízio. O ambiente já está muito agradável e imagino que ficará ainda melhor quando a reforma acabar. Com certeza absoluta iremos voltar!


Udon Cozinha Oriental

Rua Raimundo Freixeiras, 175 Casa Amarela, 52070-020 Recife

Seg-Qui:
18:30 às 23:00
Sex:
18:30 às 23:30
Sáb:
12:00 às 15:00
18:30 às 23:30
Dom:
12:00 às 15:00
18:30 às 23:00

Rodízio – R$ 43,80/pessoa (de segunda a quinta, fica por R$ 75 para o casal)


Haus Lajetop – uma bar na laje no Recife

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A Galeria Joana D’Arc, no Pina, sempre foi o reduto de alguns dos bares e restaurantes mais descolados do Recife e frequentados pelo público mais diverso dessa cidade. Foi lá que nasceu e existe, até hoje, o excelente Anjo Solto, por exemplo. E foi lá que, no local onde viveu o saudoso Boracho, nasceu o Haus Lajetop & Beergarden. E nós fomos conferir o local para te contar nossa experiência!

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O espaço conta com dois ambientes. Três, se considerarmos a área externa, que é dividida com os clientes do Anjo Solto. O térreo tem ar-condicionado. Mas, é na laje que a coisa toma a real proporção. Não que a laje tenha uma decoração a mais nem nada do tipo, mas é bem legal estar na cobertura do prédio, o que dá uma pequena descontraída no ambiente, além do vento massa! Gostei mais lá de cima, por que eu gosto de ao natural. O prédio tem uma pegada bem industrial, com os blocos de concreto aparentes.

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Na Haus eles têm pratos, petiscos, sobremesas e algumas saladas. Nós pedimos várias comidinhas. Para começar, um Hot Dawg Haus (pão, linguiça artesanal alemã picante, catchup de curry, cebola na cerveja preta, picles e molho de mostarda e ervas – R$18). Muito gostoso e com um sabor bem marcante!

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Villa Foria – Pizza de Alta Qualidade

Udon Cozinha Oriental – Recife


Também pedimos o Porkwich, que é um sanduíche de costela de porco defumada com queijo do reino, geleia de abacaxi picante (!!) e uma saladinha (R$18). Também muito bom e com a costelinha no ponto perfeito, se desmanchando na boca.

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A porção de mini hambúrgueres (R$26) é bem deliciosa e o queijo primadona maçaricado faz uma diferença marcante no sabor. Para quem adora comidas maçaricadas (o/) esse hamburguinho é uma boa pedida. Também tem uma cebolinha puxada na cerveja preta que dá um toque agridoce.

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Agora, se nada disso foi suficiente para o seu paladar exigente, prepare-se, pois eu deixei o melhor para o final. A coxinha de camarão com blend de queijos e crocante de gergelim (R$10). Sim, pode parecer infantil, pode parecer que eu endoidei, mas a coxinha é um evento. É tão boa, tão boa, que agora mesmo eu estou babando por ela que nós pedimos duas.

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No geral, gostamos do espaço. Atendimento legal, ambiente bem desenhado para a proposta industrial e descolada. O estacionamento conta com manobrista. Vamos voltar!


Haus Lajetop & Beergarden

Av. Herculano Bandeira, 513, Pina – Galeria Joana D’arc, 51110-131 Recife
Terça a Domingo – das 18h à 1h
+55 81 97333-4215


 

 

Conhecer a gastronomia, conhecer um povo

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gastronomiaParrillada uruguaya no Mercado de Montevidéu

A gente viaja pelos mais diferentes motivos. Um dos mais fortes, para mim, é conhecer novas culturas, encontrar novas maneiras de viver, de fazer as coisas cotidianas, como comer, por exemplo. Sempre que viajamos, tentamos experimentar a culinária local, aquelas comidas nas quais os moradores se reconhecem. Comida com identidade e identificadora.

Conhecer a comida de um povo é conhecer o seu coração, as suas paixões.

gastonomia

gastonomia

Os nossos roteiros, portanto, incluem sempre a experiência gastronômica em suas mais variadas formas. Desde visitas a restaurantes famosos, como os que visitamos em Tiradentes, passando por botecos pés de escada, até um de nossos passeios favoritos: conhecer mercados, feiras e supermercados. Sim, supermercados, porque não? Se no restaurante a gente conhece o coração de um povo, é no supermercado que a gente reconhece a alma gastronômica dele. (A partir deste ponto, quando eu me referir a Supermercado, estenda aos Mercados e Feiras. Escolhi os supermercados porque estão em TODAS as cidades, por todos os lados, quando nem sempre há feiras ou mercados acessíveis ao turista).

gastonomiaVisitando o supermercado COTO, na Argentina, antes do segurança gritar: SIN FOTO!

É impressionante como uma visita ao supermercado de um local pode trazer informações interessantes sobre a sua cultura. Nesses estabelecimentos, encontramos as matérias primas que se transformam nas paixões de um povo, nas suas paixões mais básicas, corriqueiras, cotidianas, desprovidas de maquiagens ou firulas. No mercado, eu posso me encontrar com as raízes do povo. Especiarias, temperos, a presença maior de um determinado produto ou itens de produção local que não são vendidos em nenhum outro lugar. Ali eu posso estar dentro das casas das pessoas sem, no entanto, entrar nelas.

gastonomiaVariedades de Ervas-Mate no mercado de Porto Alegre

A Gastronomia de um povo é muito mais que uma questão de sabor, mas uma questão cultural, histórica. Como disse o outro (acho que foi Brillat-Savarin), “Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és”. O que uma gente come é o retrato de um espírito local.

Além de tudo, os supermercados já nos renderam boas e péssimas lembranças culinárias. Eu já trouxe de minhas viagens comidas deliciosas como as massas originais de empanadas que vieram da Argentina ou o MARAVILHOSO molho de pimenta Sriracha, diretamente de Nova Iorque. Tive, também, a infelicidade de comprar uma mistura para cheesecake, em Buenos Aires, que só serviu para a foto e foi direto para o lixo (foi mal aí, Argentina, mas devia ter vindo na caixa que era “Aroma de plástico” ¬¬). Conhecer essas comidas prontas também me faz refletir sobre a sociedade que a produz e consome. Basta comparar a imensa quantidade de produtos congelados ou “fáceis de fazer” nos mercados americanos com a mania de praticidade daquele povo. No caso da Cheesecake argentina, descobri, rapidamente, que eles não gostam de doces tão doces quanto nós, brasileiros, por exemplo.

gastonomiaBelo, mas ordinário (a foto nem está boa, mas não podia deixar de mostrar)

Essas experiências, portanto, nos deram a oportunidade de participar daquelas culturas no seus íntimos, conhecer o que as pessoas daqueles lugares compram para comer com suas famílias, nas suas casas, nos seus dia-a-dias ou em seus momentos de comemoração. Conhecer e participar da gastronomia de um lugar é ser parte daquele lugar. É, talvez, o mais próximo que podemos chegar da experiência de ser um “local”.


Você costuma visitar feiras, mercados ou supermercados nos lugares que visita? Tem alguma história legal para contar? Compartilha aí nos comentários com a gente! =D


Vai viajar? Que tal reservar seu hotel com o Booking.com? Cada vez que você reserva seu hotel através do Blog, nós recebemos uma comissão e você não gasta nada a mais por isso! Viu que maneira legal de ajudar a gente? =D


Lhama Lhama – fugindo do óbvio em Gramado

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É característico: em Gramado, não há restaurante que resista muito tempo sem aderir à famigerada sequência de fondues. É uma demanda expressiva dos clientes e que se revela na concorrência entre os estabelecimentos e pipoca nas fachadas: “Temos sequência de fondues”. Encontramos o danado do anúncio homogeneizador até num PUB irlandês! Nesse mar de queijos bem diluídos em vinho, há uma opção para aquele turista que quer fugir do óbvio em Gramado: A Lhama Lhama panadería.

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Nós encontramos o espaço por acaso, localizado no Boulevard de São Pedro, sem alarde, justamente em frente à Fonte do Amor Eterno. A panadería tem um projeto bem descolado, com uma pegada retrô e moderninha. Não espere o luxo estereotipado de Gramado (às vezes até emulado). Essa não é a proposta do lugar. São os próprios sócios quem atendem e lhe servem as delícias produzidas na casa, no andar superior da Lhama Lhama (aliás, que nome legal! Muito a ver com o espírito do lugar).

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Eles produzem tortas, cheesecakes, empanadas, petit gateau, etc. Nós experimentamos as empanadas argentinas (R$ 6,00, cada), que em nada deixam a desejar às originais porteñas, e a cheesecake de doce de leite (R$14, a fatia), com um toque de gengibre e limão que agregam refrescância à sobremesa e ajudam a cortar o doce exagerado. Muito bem feitas e muito saborosas. Ponto para o Lhama Lhama.

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Aos sábados e aos domingos, cardápio especial. Quando fomos, eles estavam servindo feijoada aos sábados e bobó de camarão aos domingos. Como o menu fica escrito com giz numa parede, imagino que o cardápio seja mutante, o que permite sempre uma renovação do espaço. Bem legal!

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A Lhama Lhama, então, é uma opção super válida para quem está indo a Gramado e quer fugir do óbvio queijo fundido que até as pedras de meio fio estão servindo. Claro, a fondue de queijos é um clássico que deve ser sempre reverenciado. Mas é na inovação que estão os ares mais refrescantes. E as experiências mais avivadas.


Lhama Lhama Panadería

Av. Borges de Medeiros, Loja 10, Gramado – RS


 

 

 

Villa Foria – pizza de alta qualidade

villa foria

 

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villa foria

Nos últimos anos, a pizza tem se tornado uma queridinha do povo recifense. Em todo canto, a toda hora, aparece uma pizzaria com a promessa de “pizza de verdade”, pizza gourmet e toda sorte de apelido para as redondas. Pois muito bem. O Serviço de Bordo foi convidado a conhecer uma dessas pizzarias recifenses e o Bordoso aqui foi lá conferir o que a Villa Foria (fala-se fória) tinha a oferecer.

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Fonte: Divulgação

Logo no primeiro contato, dá para perceber o ambiente bem cuidado, instalado num casarão do início do Século XX, com ambientes internos com ar condicionado e externos com a graça do ar da rua e da delícia do bairro das Graças. Ficamos numa mesinha externa e a graça do ar da rua foi um tanto molhada, por que chovia e uma parte das mesas é coberto com ombrelones, que certamente são lindos e ultra agradáveis em dias secos. Em dias molhados, funcionou pela metade. Mudamos de mesa e tudo ficou uma maravilha. Uma mesa ainda do lado de fora, mas na varanda da casa. Muito bom.

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Fonte: Divulgação


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De entrada, nós pedimos umas Trouxinhas Recheadas (R$25,90) de massa caseira frita e recheadas com 6 opções. Nossas escolhas foram o queijo provolone, a carne de sol com queijo de coalho e o camarão com Catupiry. Uma delícia de massa sequinha, com recheio bem feito e muito bem acompanhada de um mel de engenho esperto! Eu teria comido dois pratos daquilo, mas tinha mais por vir…

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Continuando, nós pedimos duas pizzas grandes, que são as vedetes da casa. A primeira, como sempre acontece em nossas visitas a pizzarias, foi a de Margherita (nosso pizzômetro) com metade de Peperoni ao pesto (R$52,90). Aqui, o restaurante mostra ao que veio e se diferencia de todas as outras pizzarias recifenses que eu já visitei. A massa é extrafina e crocantíssima. A Margherita veio com tomates cerejas, o que trouxe um adocicado e colocou a pizza no meu “Top 5 Margheritas do Mundo”. A de peperoni estava boa, mas achei o pesto estranho, mesmo adorando o molho. Acho que o pesto foi assado e isso deu um amargor a ele.

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A segunda pizza (#monsterfeelings) foi mais inventiva. Mezzo Salaminho com Queijo do Reino, mezzo Lombo Canadense com Abacaxi e Bacon (R$55,90) – um minuto de silêncio de reverência para essa pizza. Deliciosas, a de lombo canadense tem meu coração. Você pode pensar que se trata de uma combinação estranha, mas o resultado é uma pizza de sabor refrescante e inusitado. Eu já havia provado algo semelhante na Colômbia, com o que eles chamas de Hawaiana. Muito bom!

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Para finalizar (#demoniodatasmaniafeelings), pedimos uma brotinho de Nutella – praise the Lord – com morango. Uma surpresa: todas as pizzas doces da casa recebem uma pequena camada de Catupiry para quebrar o doce exagerado e funciona. Mas aí tem um problema. Eu ADORO pizza extremamente doce, com uma camada gorda de chocolate ao leite. Aí eu gostei, mas não ficou no rol das minhas favoritas. Mas é muito saborosa. Não deixe de pedir.

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Um detalhe: No Villa Foria, a tendência é comer as pizzas com as mãos, mas com luvas de plástico. Confesso que comi com a luvinha, mas um tubinho de álcool em gel na mesa e eu teria metido minhas próprias mãos naquela maravilha! E ainda teria economizado as cerca de 5 luvinhas que gastei. O meio ambiente agradece! \o/

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O Villa Foria tem mesmo uma pizza especial, com uma massa que ainda não vi igual no Recife, num ambiente bem agradável e com um atendimento nota 10. Não vejo a hora de voltar lá!


Villa Foria Pizzeria & Ristorante

Local: Rua das Graças, nº 239, Graças, Recife – PE.
Horário: das 18h às 0h, de segunda a sábado, e das 17h30 às 0h, aos domingos.
Formas de pagamento: dinheiro e cartões Visa, Mastercad, Hipercard, American Express e Diners Club.
Informações: (81) 3204.7154

www.villaforia.com.br | f:/villaforiapizza | i: @villaforia


E você, já foi no Villa Foria? Provou o que, lá? Divida sua opinião com a gente aí nos comentários! =D

 

 

 

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