6 razões para conhecer Mendoza, na Argentina

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A Argentina é a grande queridinha dos brasileiros, na América do Sul. É difícil achar algum viajante, hoje, que não tenha ido ou que não tenha planos de conhecer a lindíssima capital federal Buenos Aires (a gente já falou dela aqui). De fato, se não a conhece, reserve a passagem e não perca tempo. Agora, a Argentina não é somente Buenos Aires. Não, senhor! É um país diversificado e com muitas regiões interessantes e que valem a visita. Hoje eu vou tentar lhe convencer a visitar Mendoza, no Centro Oeste argentino. Rá! Trabalho fácil!

1. Mendoza tem a calma das cidades do interior

Mendoza

Mendoza está a 1000km da capital Buenos Aires, aos pés da Cordilheira dos Andes e cerca de 115 mil habitantes, apesar do quase 1 milhão de pessoas que moram na Grande Mendoza. Isso tem cheiro de cidade de interior! E é! Mendoza pode pagar de moderninha, com sua Av. Aristides cheia de bares e restaurantes descolados, com seu ar turístico, mas nas suas veias correm águas interioranas e tudo de bom que isso traz. Uma cidade calma, tranquila, em que as pessoas não correm. Não há pressa. Bom para passar uma tarde jogado em algum lugar observando o tempo passar.

2. Compartilhar da Siesta

 

Se você tiver alguma compra para fazer, melhor correr na loja antes das 12h, ou correrá o risco de ter que esperar, às vezes, até as 17h. Mendoza ainda mantém a tradição da hora da siesta e o comércio fecha MESMO. Se você marcou bobeira e chegou tarde, junte-se a eles e vá para algum parque ou praça deitar numa graminha e tirar uma sonequinha . Duro vai ser querer levantar depois e seguir com o passeio…

Mendoza

3. Vistas magníficas

De vários lugares de Mendoza, você consegue avistar o que eles chamam de pré-cordilheira dos Andes. São impressionantes montanhas nevadas que fazem um pano de fundo surreal para a cidade. Ainda mais surreal quando você se lembra que Mendoza está enfiada NO MEIO DO DESERTO! Realmente, preste atenção aos canais que cortam a cidade quase que completamente. Eles são parte da estrutura de irrigação que permitiu a Mendoza se desenvolver e poder ser considerada um verdadeiro oásis.

Mendoza


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4. Conhecer Vinícolas e Tomar uns Bons Drinks

A região de Mendoza é conhecida mundialmente por seus vinhos e vinhedos. Aliás, a região é reconhecida pela produção do vinho Malbec, tipicamente argentino. São muitas as vinícolas que cercam Mendoza e elas são de todos os tamanhos. Desde as pequenas e familiares, até as  grandes de caráter industrial. E não falta quem venda passeios para conhecer essas vinícolas. O passeio mais famoso é o Bus Vitivinícola, que não é bem um passeio, mas um ônibus que passa periodicamente por percursos determinados entre as vinícolas e que lhe permite embarcar/desembarcar por um período de tempo. Ótimo para quem vai tomar umas tacinhas de vinho e não quer se preocupar em ter que dirigir depois.

 

vinhos maturando

 

bodega_salão

5. Mangiare Olive

Você não sabia. A gente não sabia. Ninguém parecia saber. Por isso foi uma grande surpresa chegar a Mendoza e descobrir que eles produzem não apenas excelentes vinhos, mas, também, excelentes azeites! Os óleos são produzidos também nos arredores de Mendoza e muitos lugares vendem passeios para as vinícolas em conjunto com as fábricas de azeite. Não deixe de experimentar e comprar garrafas de diversas variedades, especialmente pelos preços super atrativos. O problema é que você nunca mais vai querer saber do Galo…

 

fabrico de azeite_PASRAI

 

 

degustação de azeites_PASRAI

 

Degustação de azeite com direito a guia falando português na fábrica Pasrai

 

o doce sabor das azeitonas

Dica: azeitona, só depois de muito processamento. Não prove crua! Amarga até hoje…

 6. Se jogar na neve (de maneira mais barata)

A partir de Mendoza você consegue chegar na Cordilheira dos Andes e, se for inverno, ela estará coberta de neve branquíssima! E, o melhor de tudo: subir na Cordilheira pelo lado Argentino é muito mais barato do que pelo lado chileno. Obviamente, isso reflete na estrutura disponível para o turista. Mas, se você, assim como a gente quando chegou a Mendoza pela primeira vez, não foi apresentado à neve ou só quer um lugar para descer de esquibunda e tirar fotos legais, pode se jogar no passeio que os visuais são incríveis!

vista das cordilheiras

Mendoza

A gente gravou um vídeo mostrando Mendoza. Confere aí!


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Catimbau – Trilha no Sertão de Pernambuco

Ao se chegar ao município de Buíque, não dá para ter ideia da dimensão do que se vai visitar em poucos minutos. Buíque é como qualquer cidade do interior brasileiro: pequenas ruas, calçadas estreitas, uma calmaria reconfortante observada pelas casinhas modestas de fachada “porta e janela”. O ambiente é quente e seco, deixando na pele uma sensação árida e áspera, mas limpa, sem suor. O Sol é forte e decidido, como convém ao Sertão. Nada, portanto, anuncia a grandeza das paisagens exuberantes do Parque Nacional do Vale do Catimbau.

Há duas versões – creio que não oficiais – para o nome Catimbau. A primeira diz que o nome deriva da expressão “morro que perdeu a ponta”, referência às formações rochosas rombudas da região. A segunda versão conta que o nome deriva do termo “catimbó”, que era uma prática religiosa indígena-católica típica da região.

O Parque é uma reserva ecológica e geológica localizada no Sertão de Pernambuco e que abrange os municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim. A entrada por Buíque é um caminho de terra ao qual apenas se chega de carro, ônibus ou pau de arara. Estacionando no meio do completo nada, o guia nos leva serra acima por um percurso de areia branca finíssima como de praia. A vegetação, nesse momento, começa a exibir seu espetáculo de palmeiras, suculentas, cactáceas e toda sorte de planta típica da Caatinga do Sertão do Nordeste brasileiro.

catimbau

A caminhada não é intensa, nem a subida íngreme demais que desmotive qualquer pessoa. Claro, pessoas com redução de mobilidade devem evitar esse passeio. Há momentos em que se caminha por uma área larga de formações rochosas que mais parecem um casco de tartaruga. Em outros momentos, o caminho é estreito e só admite a contemplação de uma pessoa por vez.

catimbau

A cada dez passos que se dá, um descortinamento de paisagem novo se abre diante de nossos olhos, nos embasbacando com tamanha beleza da Natureza.

catimbau

Há diversas trilhas oferecidas pelos guias e cada uma vai lhe apresentar coisas magníficas, desde pinturas rupestres até grandes cânions e formações rochosas impressionantes.

catimbau

O meu passeio favorito é aquele que nos leva pelas “Três torres” e inclui uma passagem por escavações naturais nas rochas e que expuseram uma profusão de amarelos, vermelhos e laranjas causados pela alta concentração de ferro – assim nos disse o guia. As formações são imensas e impressionantes. Você não vai se esquecer daquelas cores jamais!

catimbau

Programe seu passeio de modo que, ao final, seja possível contemplar o por do Sol do alto de algum morro. Com a baixa umidade do ar, o espetáculo será estonteante, cheio de laranjas, amarelos e vermelhos, que reforçam as cores naturais do lugar. Informe-se com o guia sobre o tempo de cada trilha. Normalmente, para os mais dispostos, dá para fazer duas trilhas no mesmo dia.

catimbau

Claro, não é demais lembrar que, ao longo do percurso, não há pontos de venda de bebidas, nem tampouco de comidas. Assim, é altamente recomendável levar seus próprios mantimentos. Assim como deve-se trajar roupas leves e claras, tênis, aplicar – e reaplicar! – protetor solar e um eventual chapéu. Lembre-se, também, de usar roupas resistentes. A vegetação de Caatinga pode ser bela, mas é igualmente bruta, com muitos espinhos e galhos secos. Um pouco de proteção, portanto, para evitar maiores contratempos.

Serviço

Quando ir?

O melhor período para visitar o Parque, na minha opinião, é entre os meses de Novembro e Março. Nessa época, dá para ter os melhores pores de sol que você irá ver na vida!

Como chegar?

Para chegar ao Parque, dirija-se ao Município de Buíque, a cerca de 280 km da capital Recife, através da BR 232 – Rodovia Luiz Gonzaga. Ao chegar no município de Arcoverde, acesse a PE-270 e siga até Buíque. Atenção nessa estrada, que, apesar de estar renovada, é faixa única e com muitas curvas.

Como visitar?

O Parque conta com uma Associação dos Guias do Vale do Catimbau, que funciona numa modesta casa no centro de Buíque. Lá você vai encontrar profissionais qualificados e que conhecem o Parque como a palma da mão.

Não vá se meter a explorar o parque desacompanhado! A probabilidade de não acabar bem é alta!

Os guias oferecem cerca de 12 trilhas distintas com duração entre 1 hora e 30 minutos e 3 horas.

Onde ficar?

As hospedagens estão localizadas no município de Buíque e são suficientes para passar a noite e encarar outro dia de trilhas.

Pousada Nossa Senhora das Graças [não visitamos]
Rua São João, 91, Centro.
fone: (87) 3855-1128

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