Dicas de Fotografia para Viajantes!

Viajar é uma das coisas mais empolgantes e divertidas que existem! A gente conhece novas pessoas, novos lugares, experimenta novas comidas! E a melhor maneira de registrar tudo isso é através da fotografia. Então, conhecer um pouquinho melhor nossa câmera / celular vai nos ajudar a fazer melhores capturas. Isso e prestar atenção nas nossas dicas, né? =D

Vejamos, então, algumas dicas!

Enquadre!

Toda fotografia deve começar com a composição da cena. Escolher o que vai entrar na foto, como os elementos vão estar dispostos, quem vai ocupar mais espaço na foto, e etc. Em geral, a gente tende a centralizar o motivo no quadro fotográfico e simplesmente disparar. Ok! Para algumas situações, essa composição vai ser agradável, mas eu sempre acho mais difícil trabalhar com fotos centralizadas, por que elas trazem em si uma ideia de simetria e isso é muito complicado de organizar. Então, se você não tiver a intenção de criar uma fotografia com esse aspecto – de simetria – fuja dessa composição, por que a possibilidade da foto ficar sem graça é enorme!

O Obelisco marca o encontro das Avenidas Corrientes e 9 de Julio

O Obelisco marca o centro da fotografia, definindo um eixo bem claro e dividindo a foto em duas partes, mais ou menos, iguais.

Então, como tornar a imagem mais interessante? Existe um método de composição bem antigo e que a gente pode lançar mão para produzir nossas fotos em viagens. É a regra dos terços. Você já deve ter percebido que a sua câmera ou o seu celular oferece a opção de ligar ou desligar a “grade” (ou grid) e talvez você tenha sempre se perguntado para que danado servia aquilo. Se você tem alguma intimidade com os programas de edição de imagens para celular, como o Instagram (Android | iOs) ou o VSCO cam (Android | iOs), você já deve ter visto esse grid por lá, também.

Bem, aquilo nada mais é do que um guia para você enquadrar os elementos de sua foto e, acredite, vai fazer suas fotos ficarem muito mais interessantes! O “segredo” está em colocar os elementos mais importantes da fotografia próximos aos pontos de encontro desse “grid”, conhecidos por “pontos de ouro“.

As linhas da grade podem lhe ajudar, ainda, na tarefa de alinhar o horizonte, evitando aquela foto em que o mundo parece estar inclinado.

Aplicação da regra dos terços e dos "pontos de ouro" nessa vista horrível do Caribe colombiano (esse post ainda está por vir!)

 

Aplicação da regra dos terços e dos “pontos de ouro” nessa vista horrível do Caribe colombiano (esse post ainda está por vir!)

Foco na foto!

Não adianta apenas colocar o objeto mais para a esquerda ou mais para a direita. Às vezes, o que queremos fotografar está num ambiente tão poluído visualmente que mesmo o deslocando para lá e para cá não é suficiente para deixa-lo fotogênico. Assim, a gente pode lançar mão do controle seletivo de foco. O nome é grande, mas a atividade é simples e você já deve fazer intuitivamente.

Foco no primeiro Plano. Destaque para o objeto e desfoque do fundo.

Foco no primeiro Plano. Destaque para o objeto e desfoque do fundo.

Isso nada mais é do que controlar a área nítida da imagem e a área desfocada, para dar destaque àquilo que está na área focada. Algumas câmeras possuem o controle de foco por pontos, permitindo escolher qual a área que ficará mais focada e aquela que ficará toda “borrada”. Em alguns modelos de celular, ainda, é possível escolher o local do foco ao clicar na tela no ponto desejado.

Foco no plano de fundo. Uma noção de "enquadramento" e profundidade.

Foco no plano de fundo. Uma noção de “enquadramento” e profundidade.

Entretanto, algumas vezes, mesmo escolhendo o local do foco, a câmera ou celular não são capazes de gerar imagens com o foco restrito (isso tem a ver com a abertura do diafragma, distância focal da lente e outros quesitos que não cabem aqui nesse post)… Então, um truque que funciona legal – tanto para a câmera fotográfica quanto para o celular – é aproximar a câmera do que se vai fotografar. Quanto mais perto, mais você vai conseguir controlar o foco.

Assim, você vai conseguir dar mais ênfase ao seu objeto fotográfico e, ainda por cima, produzir uma imagem bem mais bonita, com efeito “profissional” – palmas pra você!

Fotografia Noturna

A fotografia noturna vai exigir da câmera uma configuração em que ela permaneça por um tempo maior registrando a imagem. Isso quer dizer o quê? Que você precisa manter a câmera o mais estável possível para que essa fotografia não saia tremida. Um tripé é o ideal, mas nem sempre se dispõe de um. Então, a saída é se apoiar num pilar, numa cadeira, num corrimão, ou então, comprar um desses mini tripés com hastes flexíveis que lhe permitirão apoiar a câmera numa base estável sem ter que se preocupar se a beira da mesa vai sair na foto…

Fotografia noturna monocromática. Longa exposição e firmeza na câmera.

Fotografia noturna monocromática. Longa exposição e firmeza na câmera.

Dica! O modo noturno também pode ser útil para conseguir efeitos “artísticos” como aquelas fotografias em que o fundo está estático e as pessoas estão borradas, dando uma ideia de movimento. Aliás, todos os recursos prefixados nas câmeras e celulares – como aquelas cenas de “praia”, “neve” e etc. – podem ser utilizados para além das finalidades primeiras, sempre numa investigação artística! Explore os recursos do seu equipamento e se divirta!

Fotografia com profundidade

Quando a gente viaja, a gente visita cidades e prédios, certo? E esses objetos são umas das coisas mais interessantes de se fotografar. Há pessoas se movimentando, ruas, carros. Tudo isso acontecendo em um ambiente tridimensional. Então, não dá para continuar tirando fotos “chapadas” de cidades e edificações! Vamos tirar fotos sugerindo uma profundidade! Mas, como faremos isso?

Com o tempo, você vai começar a ter um olhar mais treinado (todo mundo que se coloca diante de uma câmera fotográfica tem que treinar o olhar) para identificar os elementos da cena antes de fazer a fotografia. Você vai perceber que as cidades e os edifícios possuem “linhas naturais” que devem ser capturadas para dar mais interesse à sua fotografia. Essas linhas dão a impressão que convergem para um ponto em comum (que a gente chama de ponto de fuga) e isso dá a impressão de profundidade.

Linhas de força da imagem reforçando a noção de profundidade.

Linhas de força da imagem reforçando a noção de profundidade.

Dica 1 – Enquadrar uma pessoa entrando ou saindo da cena também vai aumentar o interesse da foto e reforçar, ainda mais, a sensação de profundidade.

 

Dica 2 – Tente enquadrar de modo a parecer que as linhas “continuam” para fora da foto. Isso também vai reforçar a noção de profundidade.

Escala humana

Quando vemos uma imagem, nosso olho busca referências visuais para “medir” os elementos da cena. E ele busca coisas de tamanhos conhecidos para fazer essa “medição”, como cadeiras, por exemplo. Então, enquadrar esses elementos é fundamental para dar a noção de escala. Isso é particularmente interessante quando estamos fotografando o interior de uma edificação.

Como eu imagino que você não vai sair por aí viajando carregando uma cadeira de estimação, a maneira mais fácil de fornecer uma noção da escala dos elementos é enquadrar uma pessoa na cena. As pessoas têm tamanhos relativamente similares e isso fornece ao olho uma medida segura para mensurar o tamanho das coisas na cena fotográfica.

A pessoa na foto nos dá uma ideia aproximada do objeto fotografado.

A pessoa na foto nos dá uma ideia aproximada do objeto fotografado.

Então, é isso, gente! Espero que esse post possa ajudar vocês nas suas fotografias! Quem tiver dúvidas, pode mandar que eu respondo!

Boas Fotos!

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