Conhecer a gastronomia, conhecer um povo

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gastronomiaParrillada uruguaya no Mercado de Montevidéu

A gente viaja pelos mais diferentes motivos. Um dos mais fortes, para mim, é conhecer novas culturas, encontrar novas maneiras de viver, de fazer as coisas cotidianas, como comer, por exemplo. Sempre que viajamos, tentamos experimentar a culinária local, aquelas comidas nas quais os moradores se reconhecem. Comida com identidade e identificadora.

Conhecer a comida de um povo é conhecer o seu coração, as suas paixões.

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Os nossos roteiros, portanto, incluem sempre a experiência gastronômica em suas mais variadas formas. Desde visitas a restaurantes famosos, como os que visitamos em Tiradentes, passando por botecos pés de escada, até um de nossos passeios favoritos: conhecer mercados, feiras e supermercados. Sim, supermercados, porque não? Se no restaurante a gente conhece o coração de um povo, é no supermercado que a gente reconhece a alma gastronômica dele. (A partir deste ponto, quando eu me referir a Supermercado, estenda aos Mercados e Feiras. Escolhi os supermercados porque estão em TODAS as cidades, por todos os lados, quando nem sempre há feiras ou mercados acessíveis ao turista).

gastonomiaVisitando o supermercado COTO, na Argentina, antes do segurança gritar: SIN FOTO!

É impressionante como uma visita ao supermercado de um local pode trazer informações interessantes sobre a sua cultura. Nesses estabelecimentos, encontramos as matérias primas que se transformam nas paixões de um povo, nas suas paixões mais básicas, corriqueiras, cotidianas, desprovidas de maquiagens ou firulas. No mercado, eu posso me encontrar com as raízes do povo. Especiarias, temperos, a presença maior de um determinado produto ou itens de produção local que não são vendidos em nenhum outro lugar. Ali eu posso estar dentro das casas das pessoas sem, no entanto, entrar nelas.

gastonomiaVariedades de Ervas-Mate no mercado de Porto Alegre

A Gastronomia de um povo é muito mais que uma questão de sabor, mas uma questão cultural, histórica. Como disse o outro (acho que foi Brillat-Savarin), “Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és”. O que uma gente come é o retrato de um espírito local.

Além de tudo, os supermercados já nos renderam boas e péssimas lembranças culinárias. Eu já trouxe de minhas viagens comidas deliciosas como as massas originais de empanadas que vieram da Argentina ou o MARAVILHOSO molho de pimenta Sriracha, diretamente de Nova Iorque. Tive, também, a infelicidade de comprar uma mistura para cheesecake, em Buenos Aires, que só serviu para a foto e foi direto para o lixo (foi mal aí, Argentina, mas devia ter vindo na caixa que era “Aroma de plástico” ¬¬). Conhecer essas comidas prontas também me faz refletir sobre a sociedade que a produz e consome. Basta comparar a imensa quantidade de produtos congelados ou “fáceis de fazer” nos mercados americanos com a mania de praticidade daquele povo. No caso da Cheesecake argentina, descobri, rapidamente, que eles não gostam de doces tão doces quanto nós, brasileiros, por exemplo.

gastonomiaBelo, mas ordinário (a foto nem está boa, mas não podia deixar de mostrar)

Essas experiências, portanto, nos deram a oportunidade de participar daquelas culturas no seus íntimos, conhecer o que as pessoas daqueles lugares compram para comer com suas famílias, nas suas casas, nos seus dia-a-dias ou em seus momentos de comemoração. Conhecer e participar da gastronomia de um lugar é ser parte daquele lugar. É, talvez, o mais próximo que podemos chegar da experiência de ser um “local”.


Você costuma visitar feiras, mercados ou supermercados nos lugares que visita? Tem alguma história legal para contar? Compartilha aí nos comentários com a gente! =D


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