Udon Cozinha Oriental – Recife

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Numa rua calma do bairro de Casa Amarela, uma placa luminosa anuncia que acabávamos de encontrar o Udon Cozinha Oriental. Decidimos conhecer o lugar depois de algumas indicações de amigos numa votação acirrada na nossa página do Facebook (aqui, ó).

Ao chegar no local, fomos recebidos muito atenciosamente pelo garçom, que rapidamente nos informou que a casa estava cheia, mas que poderia arrumar a mesa que estava disponível perto da entrada para que coubéssemos todos. Como éramos quatro pessoas e a mesa, pequena, resolvemos aguardar por uma mesa maior no salão principal.

UDON-Salão

Logo na entrada, há um aviso sobre a reforma pela qual a casa está passando e isso é perceptível. Alguns acabamentos por fazer, outros já prontos, tudo em andamento. Nada que atrapalhasse o serviço ou a qualidade da experiência no Udon Recife. O salão principal é agradável sem cair na breguice de alguns restaurantes orientais, que não entenderam a diferença entre inspiração e pastiche (aqueles leques gigantes nas paredes pintadas de vermelho com luminárias de bola com inscrições em japonês…).


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Villa Foria – Pizza de Alta Qualidade

Haus Lajetop – Um bar na laje no Recife


Um cuidado muito atencioso no projeto do Udon Cozinha Oriental foi o uso de um revestimento de tratamento acústico no teto, reduzindo o barulho insuportável que poderia se criar num ambiente tão pequeno – também pode ter sido para atender à legislação de Geração de Incômodo à Vizinhança. De qualquer maneira, o saldo é muito positivo e agradável. Se você, como eu, repara nos detalhes, observe a luminária quadrada e o delicado trabalho lateral na madeira.

UDON-jojoJoJos maçaricados

UDON-guiozáGuiozá

Em poucos minutos nossa mesa estava vaga e pronta! Sentamos, informamos que seriam 3 rodízios e já fizemos nossos pedidos. Pedimos também um Temaki do menu regular. Os pratos chegaram com certa rapidez.

UDON-cariocas2Cariocas de salmão

Não vou falar de cada prato individualmente, mas da impressão como um todo. A apresentação dos pratos é extremamente satisfatória, sem pirotecnias desnecessárias. Aliás, o sashimi de salmão e atum em formato de flor foi uma delicada surpresa.

UDON-sashimiSashimis de salmão e atum

A minha impressão, ao olhar as mesas ao redor, foi de que os sushis do rodízio são consideravelmente menores que os do cardápio regular, o que eu achei uma bela sacada do Udon Recife! Afinal, a ideia do rodízio não é se empanturrar de comida, mas experimentar sabores diversos (algo que as pizzarias e churrascarias rodízio já perceberam há muito tempo). No entanto, essa redução de tamanho acabou por diminuir demais o “recheio” do sushi, em alguns casos, como algumas peças dos cariocas que pedíamos. Imagino que isso seja normal nos sushis grandes – alguns devem vir maiores do que outros, mas a dimensão diminuta evidencia isso. Nada que me impedisse de achar saborosíssimo e pedir tantas outras porções…

UDON-cEBI crokEbi Crock – massa de harumaki, camarão e cream cheese

Aliás, esse foi o primeiro sushi em que não senti necessidade de encharcar com shoyo ou o bendito teriaki. Como deve ser o bom sushi, ele veio bem temperado para que o shoyo servisse como um complemento, um aditivo de sabor e não como um tempero para mascarar a insipidez da comida. Muito bem, Udon! Não deixe de pedir o bolinho Udon (bolinho de atum frito com tempero da casa): um dos pontos altos da noite.

UDON_sunomonoSunomono

Claro que eu não deixaria de pedir os “sushis” doces! Aqui, nenhuma surpresa, mas a mesma certeza de um tempero bem dosado. O Hossomaki de morango, por exemplo, não veio boiando em leite condensado. Apenas um pouco daquela duvidosa (mas indispensável, porquanto deliciosa!) calda de morango de supermercado e pronto. Sentiam-se o morango e o cream cheese.

UDON-hossomaki morangoHossomaki de morango

UDON-chocolateMassinha de harumaki com creme de chocolate

No fim, nossa experiência foi bem alegra e divertida! O atendimento foi atencioso sem ser invasivo, como geralmente ocorre em alguns restaurantes que introduzem o sistema de rodízio. O ambiente já está muito agradável e imagino que ficará ainda melhor quando a reforma acabar. Com certeza absoluta iremos voltar!


Udon Cozinha Oriental

Rua Raimundo Freixeiras, 175 Casa Amarela, 52070-020 Recife

Seg-Qui:
18:30 às 23:00
Sex:
18:30 às 23:30
Sáb:
12:00 às 15:00
18:30 às 23:30
Dom:
12:00 às 15:00
18:30 às 23:00

Rodízio – R$ 43,80/pessoa (de segunda a quinta, fica por R$ 75 para o casal)


Haus Lajetop – uma bar na laje no Recife

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A Galeria Joana D’Arc, no Pina, sempre foi o reduto de alguns dos bares e restaurantes mais descolados do Recife e frequentados pelo público mais diverso dessa cidade. Foi lá que nasceu e existe, até hoje, o excelente Anjo Solto, por exemplo. E foi lá que, no local onde viveu o saudoso Boracho, nasceu o Haus Lajetop & Beergarden. E nós fomos conferir o local para te contar nossa experiência!

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O espaço conta com dois ambientes. Três, se considerarmos a área externa, que é dividida com os clientes do Anjo Solto. O térreo tem ar-condicionado. Mas, é na laje que a coisa toma a real proporção. Não que a laje tenha uma decoração a mais nem nada do tipo, mas é bem legal estar na cobertura do prédio, o que dá uma pequena descontraída no ambiente, além do vento massa! Gostei mais lá de cima, por que eu gosto de ao natural. O prédio tem uma pegada bem industrial, com os blocos de concreto aparentes.

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Na Haus eles têm pratos, petiscos, sobremesas e algumas saladas. Nós pedimos várias comidinhas. Para começar, um Hot Dawg Haus (pão, linguiça artesanal alemã picante, catchup de curry, cebola na cerveja preta, picles e molho de mostarda e ervas – R$18). Muito gostoso e com um sabor bem marcante!

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Villa Foria – Pizza de Alta Qualidade

Udon Cozinha Oriental – Recife


Também pedimos o Porkwich, que é um sanduíche de costela de porco defumada com queijo do reino, geleia de abacaxi picante (!!) e uma saladinha (R$18). Também muito bom e com a costelinha no ponto perfeito, se desmanchando na boca.

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A porção de mini hambúrgueres (R$26) é bem deliciosa e o queijo primadona maçaricado faz uma diferença marcante no sabor. Para quem adora comidas maçaricadas (o/) esse hamburguinho é uma boa pedida. Também tem uma cebolinha puxada na cerveja preta que dá um toque agridoce.

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Agora, se nada disso foi suficiente para o seu paladar exigente, prepare-se, pois eu deixei o melhor para o final. A coxinha de camarão com blend de queijos e crocante de gergelim (R$10). Sim, pode parecer infantil, pode parecer que eu endoidei, mas a coxinha é um evento. É tão boa, tão boa, que agora mesmo eu estou babando por ela que nós pedimos duas.

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No geral, gostamos do espaço. Atendimento legal, ambiente bem desenhado para a proposta industrial e descolada. O estacionamento conta com manobrista. Vamos voltar!


Haus Lajetop & Beergarden

Av. Herculano Bandeira, 513, Pina – Galeria Joana D’arc, 51110-131 Recife
Terça a Domingo – das 18h à 1h
+55 81 97333-4215


 

 

Sequência de fondue em Gramado – St. Haubert.s

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Quando se fala em Gramado, várias imagens vêm às nossas cabeças, mas uma das mais famosas é essa: uma mesa num restaurante agradável, iluminação discreta e reconfortante e panelas e panelas de fondues de queijo e chocolate circulando nas mãos dos garçons.

A sequência de Fondues é uma instituição quase obrigatória em Gramado (beirando a opressão, eu diria) e está se tornando uma oferta de quase todos os restaurantes da cidade, inclusive um PUB Irlandês (!!!). Nós, fãs confessos de queijos, fomos experimentar uma dessas sequências num dos restaurantes mais tradicionais de Gramado: O St. Haubert.S (Av. das Hortênsias, 1235).

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A chegada foi super tranquila. Como é de costume, fomos abordados na calçada do restaurante e nos avisaram que o restaurante forneceria o transfer para o hotel gratuitamente, além de um desconto no valor do rodízio (sempre peça o desconto, mesmo que não ofereçam). Como já era a nossa escolha e estávamos sem carro, veio bem a calhar. Nos colocaram em nossa mesa, dissemos que queríamos a sequência de fondue e, rapidamente, trouxeram o couvert (algumas azeitonas, cebolinhas, uma pasta e outros pequenos appetizers).

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Não recomendaria aceitar o couvert, pois é opcional e as fondues são bem fartas. Além do mais, a panela recheada de queijos quentinhos chegou super rápido. Achamos a mistura bem granulada, diferente de outras fondues que já comemos, bem lisinhas, mas o sabor estava excelente. Infelizmente o pão servido era pão francês e estava mole. Se você já é iniciado no assunto Fondue, sabe como é difícil comer quando o pão está mole. Ele fica caindo dentro da mistura, você não consegue espetá-lo… O ideal é, mesmo, o pão italiano. Destaque para a goiabada servida para ser comida com o queijo e que faz a combinação doce-salgado mais fantástica do mundo.

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Após a fondue de queijo, veio a chapa de carnes, com diferentes tipos de proteínas e vários molhinhos. Gostosos, mas achamos um inconveniente: esse tipo de preparação exige que a gente coloque sal em cada pedaço de carne que a gente coloca na chapa. Nenhum problema, se não fosse o fato de que o saleiro era daqueles normais, que a gente sacode, sabe? Esses saleiros são famosos por entupirem e a gente tem que bater na mesa para desentupir. Agora imagina a cena: ambiente todo trabalhado na elegância e fidalguia e você esmurrando o saleiro na mesa como se fosse no bar da praia… Mas nada nos impediu de comer!

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Por último, e não menos importante, veio a nossa amiga amada: a fondue de chocolate! Chocolate meio amargo, delicioso, acompanhado de frutas fresquinhas doces e cítricas. Palmas para o chocolate que estava fantástico (mas, também, para errar o chocolate era preciso muita capacidade).

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O ambiente era muito bem decorado e bem cuidado, com referências a uma arquitetura campestre e toques que buscavam trazer alguma elegância para o espaço, como o lustre e alguns quadros. Claro que não faltaram as onipresentes peles em cima das cadeiras, mesmo sendo o salão climatizado para que ninguém sentisse o frio lá de fora. Marketing é a alma do negócio. Aqui, um destaque para a playlist que era absolutamente louca. Com ela, fomos de Vivaldi a Roberto Carlos

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 O atendimento foi muito atencioso e disponível. O único porém foi na hora da saída. Não nos ofereceram o transfer para o hotel espontaneamente e tivemos que pedir. E foi somente depois do garçom nos perguntar o que tínhamos consumido que o transfer começou a ser organizado. 15 minutos de espera e ele estava lá, pronto para nos levar até o conforto da nossa cama no hotel, que é tudo o que você vai desejar depois desse banquete.


St. Haubert.S

Avenida das Hortênsias, 1235, Gramado – RS




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Calhetas – Uma tarde. Uma Praia.

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Uma manhã de Julho.  Quatro pessoas num carro e uma vontade: curtir uma das praias mais paradisíacas de Pernambuco – Calhetas! O dia mal amanhecia e já tínhamos partido em direção ao litoral sul. Com as novas rodovias pedagiadas, a viagem não é tão ruim quanto costumava ser pelas rodovias federais, mas agora custa um pouco mais (cerca de R$ 5,90 para carro de passeio). A chegada é pelo alto e já dá para ir percebendo, lá de cima, o formato da praia e a cor do mar. Não é azul cintilante, mas é uma composição linda de se ver.

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chegada a calhetas

Para chegar até a praia você vai precisar descer a pé. Acessibilidade zero. As formações rochosas fazem da praia um reduto. Essa dificuldade de acesso e o seu formato que impede um contato mais direto com as praias ao redor, fazem de Calhetas um lugar mais reservado, sem toneladas de gentes ocupando cada centímetro quadrado. Isso acaba causando uma sensação de privacidade.

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Para o lado direito da praia, lance-se à “aventura” de fazer uma pequena caminhada por entre os matos e rochas e não haverá arrependimento. De cima das rochas, há um visual panorâmico, um contato com um mar revolto. Essa área, contudo, necessita de atenção. A maior privacidade proporcionada pelas rochas deixa as pessoas mais “à vontade”. Casais que resolvem mostrar o amor ao mar, amigos que querem compartilhar um cigarrinho controverso. Mas, nada num clima de insegurança, apenas de, diga-se, “liberdade”…

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Calhetas não é um lugar completamente ermo. Não é isolada e sem infraestrutura, como tantas praias do Nordeste, ainda inexploradas. Há barezinhos, restaurante e, até, um lugar para fazer tirolesa! Na areia, rola uma musiquinha com rock nacional e internacional. Bem agradável!

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Tirolesa em Calhetas!

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Como é comum às praias do Nordeste, a água de Calhetas é bem morna. Mas, atenção! Por ser uma praia de “mar aberto”, com poucos passos a profundidade do mar aumenta consideravelmente. Então, se você não sabe nadar, ou está com crianças, um pouco mais de atenção e o passeio será incrível!

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6 razões para conhecer Mendoza, na Argentina

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A Argentina é a grande queridinha dos brasileiros, na América do Sul. É difícil achar algum viajante, hoje, que não tenha ido ou que não tenha planos de conhecer a lindíssima capital federal Buenos Aires (a gente já falou dela aqui). De fato, se não a conhece, reserve a passagem e não perca tempo. Agora, a Argentina não é somente Buenos Aires. Não, senhor! É um país diversificado e com muitas regiões interessantes e que valem a visita. Hoje eu vou tentar lhe convencer a visitar Mendoza, no Centro Oeste argentino. Rá! Trabalho fácil!

1. Mendoza tem a calma das cidades do interior

Mendoza

Mendoza está a 1000km da capital Buenos Aires, aos pés da Cordilheira dos Andes e cerca de 115 mil habitantes, apesar do quase 1 milhão de pessoas que moram na Grande Mendoza. Isso tem cheiro de cidade de interior! E é! Mendoza pode pagar de moderninha, com sua Av. Aristides cheia de bares e restaurantes descolados, com seu ar turístico, mas nas suas veias correm águas interioranas e tudo de bom que isso traz. Uma cidade calma, tranquila, em que as pessoas não correm. Não há pressa. Bom para passar uma tarde jogado em algum lugar observando o tempo passar.

2. Compartilhar da Siesta

 

Se você tiver alguma compra para fazer, melhor correr na loja antes das 12h, ou correrá o risco de ter que esperar, às vezes, até as 17h. Mendoza ainda mantém a tradição da hora da siesta e o comércio fecha MESMO. Se você marcou bobeira e chegou tarde, junte-se a eles e vá para algum parque ou praça deitar numa graminha e tirar uma sonequinha . Duro vai ser querer levantar depois e seguir com o passeio…

Mendoza

3. Vistas magníficas

De vários lugares de Mendoza, você consegue avistar o que eles chamam de pré-cordilheira dos Andes. São impressionantes montanhas nevadas que fazem um pano de fundo surreal para a cidade. Ainda mais surreal quando você se lembra que Mendoza está enfiada NO MEIO DO DESERTO! Realmente, preste atenção aos canais que cortam a cidade quase que completamente. Eles são parte da estrutura de irrigação que permitiu a Mendoza se desenvolver e poder ser considerada um verdadeiro oásis.

Mendoza


Hotel na Argentina?



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4. Conhecer Vinícolas e Tomar uns Bons Drinks

A região de Mendoza é conhecida mundialmente por seus vinhos e vinhedos. Aliás, a região é reconhecida pela produção do vinho Malbec, tipicamente argentino. São muitas as vinícolas que cercam Mendoza e elas são de todos os tamanhos. Desde as pequenas e familiares, até as  grandes de caráter industrial. E não falta quem venda passeios para conhecer essas vinícolas. O passeio mais famoso é o Bus Vitivinícola, que não é bem um passeio, mas um ônibus que passa periodicamente por percursos determinados entre as vinícolas e que lhe permite embarcar/desembarcar por um período de tempo. Ótimo para quem vai tomar umas tacinhas de vinho e não quer se preocupar em ter que dirigir depois.

 

vinhos maturando

 

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5. Mangiare Olive

Você não sabia. A gente não sabia. Ninguém parecia saber. Por isso foi uma grande surpresa chegar a Mendoza e descobrir que eles produzem não apenas excelentes vinhos, mas, também, excelentes azeites! Os óleos são produzidos também nos arredores de Mendoza e muitos lugares vendem passeios para as vinícolas em conjunto com as fábricas de azeite. Não deixe de experimentar e comprar garrafas de diversas variedades, especialmente pelos preços super atrativos. O problema é que você nunca mais vai querer saber do Galo…

 

fabrico de azeite_PASRAI

 

 

degustação de azeites_PASRAI

 

Degustação de azeite com direito a guia falando português na fábrica Pasrai

 

o doce sabor das azeitonas

Dica: azeitona, só depois de muito processamento. Não prove crua! Amarga até hoje…

 6. Se jogar na neve (de maneira mais barata)

A partir de Mendoza você consegue chegar na Cordilheira dos Andes e, se for inverno, ela estará coberta de neve branquíssima! E, o melhor de tudo: subir na Cordilheira pelo lado Argentino é muito mais barato do que pelo lado chileno. Obviamente, isso reflete na estrutura disponível para o turista. Mas, se você, assim como a gente quando chegou a Mendoza pela primeira vez, não foi apresentado à neve ou só quer um lugar para descer de esquibunda e tirar fotos legais, pode se jogar no passeio que os visuais são incríveis!

vista das cordilheiras

Mendoza

A gente gravou um vídeo mostrando Mendoza. Confere aí!


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Bélgica – O Charme de Bruges e uma cerveja em Bruxelas

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Por Amanda Sena

Dando sequência aos nossos posts sobre a minha Eurotrip, vou falar um pouco sobre a nossa breve, porém não menos maravilhosa passada pela Bélgica. Escolhemos (em função da limitação de tempo) um roteiro que nos permitisse fazer deslocamentos curtos, e que fosse num trajeto direto para otimizar nossa passagem pelas cidades. Como mencionei no primeiro dia de Paris, escolhemos passar por Bruges, uma cidade medieval da Bélgica pertinho de Bruxelas.

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Saímos de Paris cedinho no nosso sexto dia de viagem e fomos de trem até Bruxelas. O trajeto é super fácil – fomos até a Paris Nord de metrô – e bem sinalizado. Compramos nossas passagens com antecedência no site da Rail Europe ( €50 cada, variando de acordo com o dia e a disponibilidade) para garantir que não teríamos problemas. Por indicação dos nossos amigos,  e por não saber antecipadamente se iríamos preferir parar em Bruxelas na ida ou na volta, compramos apenas o trecho até Bruxelas e o trecho até Bruges – que tem trens frequentes da estação – compramos na hora.

A distância entre Paris e Bruxelas é de apenas 1h30 de trem, mas quando chegamos acabamos optando por só parar em Bruxelas na volta e fomos direto para Bruges. Estávamos ansiosos para conhecer a cidade que tanto ouvimos falar. E Bruges não nos decepcionou.

Conhecida como “A Veneza do Norte” Bruges é cercada por canais, castelos, moinhos e construções medievais que fazem a gente entrar em uma verdadeira viagem no tempo.

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Nosso hotel ficava bem do ladinho do Grote Markt, a praça central que é cercada de museus, bares e restaurante. Recomendo como o melhor lugar para ficar. Apesar de Bruges ser uma cidade bem pequena e segura, à noite – como a maior parte dos turistas vêm apenas passar o dia – o movimento diminui bastante e a vida noturna acaba ficando um pouco restrita a essa região que também tem ótimos restaurantes e tavernas (falarei de uma logo adiante).

Grote Market

Depois que nos acomodamos, fomos direto bater perna pela cidade. Não entramos em muitos museus porque nosso objetivo era curtir ao máximo as paisagens da cidade e o lindo dia de sol (gelado) que pegamos. Com um mapa na mão, fomos passear pela cidade que é considerada uma das cidades europeias mais fotogênicas, charmosas e românticas.

Conseguimos visitar – tudo andando – alguns dos pontos mais importantes da cidade: a Basílica do Sangue Sagrado; a Belfry, torre de 83 metros de altura e o ponto mais alto da cidade; a Minnewate, ou lago do amor, um dos pontos mais fotografados da cidade; as inúmeras e tentadoras lojas de chocolate (gente, sério, chocolate belga é imoral!) e as muitas lojihas (coffeshops) com cervejas baratas e maravilhosas.

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Dica: passamos o dia andando, petiscando e bebendo. Não deixe de comer as deliciosas batatas fritas da Bélgica. Diz a lenda que apesar de serem mundialmente famosas como french fries, a receita de sucesso real é a belga. Em Bruges há vários food trucks com cones de batata e inúmeros molhos. Não deixe de provar! São impagáveis!

Muitos turistas apenas passam o dia em Bruges e voltam a noite para Bruxelas. Nós escolhemos ficar e pernoitar na cidade e foi um excelente escolha. A atmosfera do lugar a noite é fenomenal. Um clima lúgubre envolve as ruelas e dá um ar todo especial.

Jantamos no La Taverne Brugeiose  um restaurante delícia no Grote Markt e depois fomos tomar “uns bons drinks” no Le Trappiste, uma taverna subterrânea tradicional e super charmosa com a melhor carta de cervejas que eu já vi na vida. Recomendo não deixar de ir!

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No dia seguinte, antes de pegarmos o trem de volta para Bruxelas ainda tivemos tempo para conhecer o St Janshuis e Koelewei Mills quatro moinhos de vento que ficam às margens do perímetro do centro histórico da cidade. Um deles foi contruído no início do século XVII. Lindos!

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Na volta, almoçamos em Bruxelas. Na verdade, almoçar é modo de dizer, porque nossa parada foi no famoso Delirum Café, cervejaria famosa por ter uma das maiores ofertas de rótulos de cerveja. Ahhh essa Bélgica!

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DiVagar Gourmeco – comida excelente em Tiradentes

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Em Tiradentes, Minas Gerais, tem um bistrô muito charmoso comandado por um italiano. Misturando a culinária do país da bota com toques da culinária mineira, o Divagar Gourmeco apresenta pratos muito bem feitos e ricos de sabor.

O ambiente é bem simples, mas com uma decoração cuidada, com elementos que remetam tanto à cultura italiana, como a enorme bandeira que fica em cima de um móvel no centro do salão, quanto à cultura e artesanato mineiros, com destaque para o imenso lustre de ferro fundido que encima as mesas ou as mesas e cadeiras, feitas com madeira e ferro e muito comuns na região do interior de Minas.

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Mas, vamos à comida! Comece pedindo uma entrada, que bebe na fonte (aliás, toma um banho de corpo inteiro) na culinária mineira. Linguiças com molho de tomate (R$25,00), Dip de pimenta com pães (R$15,00), o maravilhoso pastel de Angu (R$ 20,00) são apenas algumas das opções. O restaurante não tem um cardápio extenso, mas é do tamanho adequado. Como estávamos sem muita fome, pedimos uma frozen caipirinha de limão siciliano com mel de abelha (R$15,00, se não me engano), servida com o gelo triturado numa taça de martíni – e que era uma delícia – e partimos para os pratos principais.


Veja mais:


divagar gourmeco

Eu pedi um Risotto de gorgonzola com favo de mel (R$25,00) que me rouba as palavras até hoje e eu não sei o que dizer daquele prato. Uma delícia!!! O arroz no ponto correto, gorgonzola de ótima qualidade e o mel para adocicar sem dominar. De fato, um prato para levar para a vida.

divagar gourmeco

divagar gourmecoDani pediu o Prato Zé-cutivo do dia, que era um Parpadelle puxado na manteiga com bolinhos (R$25,00). O prato Zé-cutivo é rotativo e sempre tem uma novidade do dia. A massa também é excelente. As porções são individuais.


DiVagar Gourmeco

Rua Direita, 10, Tiradentes, Minas Gerais
Telefone: +55 32 3355-1955

Aceita MasterCard, Aceita Visa, Reservas, Assentos (informações do TripAdvisor)

Horas (conforme informações do TripAdvisor):
Dom 12:00 pm – 6:00 pm
Seg – Sex 12:00 pm – 3:30 pm
Sex – Sáb 7:30 pm – 11:00 pm

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Paris – Dia 5 – Jardin Des Plantes, Montmartre e Sacré-Coeur

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Por Amanda Sena

No nosso último dia em Paris fomos brindados com um lindo dia de sol. Aquele friozinho de 16 graus e céu limpinho com a luz perfeita. O azul combinou perfeitamente com o cenário do Jardin Des Plantes.

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Como sempre fomos até nosso primeiro destino do dia caminhando e admirando as construções da cidade. Paris é o lugar perfeito pra isso.

Confesso que não tinha lido muito, nem visto nada sobre o Jardin Des Plantes. Incluímos mais por causa da proximidade do local que estávamos hospedados. Isso nos faria ganhar tempo, já que o objetivo do dia era curtir o Montmartre.

E como é bom ser surpreendido, não é mesmo?! Toda a região onde o jardim está localizado é incrível. A vizinhança é super tranquila com vários prédios históricos e uma cara um tanto quanto medieval.

O jardim, propriamente dito, é do início do século XVII e foi o primeiro jardim real de ervas medicinais da cidade. É um dos maiores parques de Paris cheio de tralhas, flores, tipos de plantas e corvos, muitos corvos. Mesmo no outono haviam muitas flores coloridas. Cenário perfeito para lindas fotos.

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O parque também abriga o Museu de História Natural. Não tivemos tempo de visitar, mas já está nos nossos destinos obrigatórios em possível volta.

Em frente ao parque pegamos o metrô em direção ao Montmartre. Descemos na estação Abbesses para ir subindo até a catedral passeando pelo bairro. Mas atenção, essa estação tem muuuuitas escadas. Se descer nela, espere a fila do elevador. Só entendemos a fila da espera quando quase desistimos no meio da subida.

No caminho passamos por alguns dos cenários mais incríveis de Paris. Igreja St-Jean I’Evangéliste de Montmartre, Place des Abbsses, Place du Tertre – famosa por seus artistas de rua (cuidado com o assédio excessivo nesse local, todos querem faturar. Todos.) e as lojinhas super charmosas do bairro.

Ruas do Montmartre

Almoçamos num restaurante em frente a Place du Tertre. Não foi um dos lugares mais baratos, porém também não foi caro. EUR 24.00 por pessoa.

Place Du Tertre

Seguimos até a suntuosa, e realmente linda, Catedral Sacré-Cour. O prédio é de fato um deleite para os olhos. Sua cúpula é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre. Também é possível ir de teleférico, direto da estação Abbesses até a escadaria da Catedral. Eu, particularmente não recomendo, porque é nesse ponto que existe o maior assédio de vendedores ambulantes aos turistas. Além disso, recomendo muito o passeio pelas ruelas do bairro sem pressa.

IMG_0931 Sacré-Cour

Na descida, fomos também a pé até o famoso Moulin Rouge. O caminho pode ser um pouco intricado em função das ruas do bairro serem em vários desníveis (e cheias de escadarias que ligam umas às outras), mas com a ajuda de um mapinha de mão e o pedido de socorro a alguns franceses muito solícitos (não, isso não é ironia. Pedimos informações duas vezes e fomos muito simpática e prontamente ajudados) conseguimos chegar no nosso destino.

Moulin Rouge


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Paris – Dia 4 – Notre-Dame, Marais e Locações de Cinema

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Por Amanda Sena

Uma das minhas maiores vontades de conhecer Paris era poder passar por alguns dos lugares dos quais passei a minha vinda inteira ouvindo falar sobre, ou mesmo vendo pela tela, em alguns dos meus filmes preferidos como: Meia Noite em Paris, Antes do Pôr Do Sol, Último Tango em Paris e por aí vai…

Nosso quarto dia em Paris cumpriu perfeitamente esse objetivo. Tivemos a luxuosa companhia de dois guias de luxo, Bruno e Carol – nossos amigos e anfitriões do Expresso Paris – com dois moradores (e profundos conhecedores) da cidade a tira colo, tivemos a chance de conhecer a vida parisiense mais de perto.

Como sempre, começamos o roteiro do dia com uma caminhada até a Catedral de Notre-Dame. Entrar nesse lugar foi mais um sonho realizado. Além de ser gigantesca, os quadros, vitrais e esculturas dessa que é uma das principais igrejas em estilo gótico da Europa, são simplesmente de tirar o fôlego.

IMG_0675 IMG_0656 interior da Catedral

Sem falar na energia do lugar (a construção é de 1163), entramos na hora de um dos cânticos da missa. Um impacto daquelas vozes e do som do órgão estão na minha cabeça até hoje.  É de fato, uma visita obrigatória.

No caminho, entre o bairro de Monteparnesse e a Catedral passamos pela esquina em que o personagem de Owen Wilson espera a carruagem que o faz voltar no tempo de uma Paris da década de 1920, no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen.

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Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Já quase em frente a Catedral, outra locação de filmes amados: Shakespeare & Company. A livraria fofa onde o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy, começa. A loja é uma típica livraria antiga parisiense com livros do piso ao teto e gatos ronronando por cima das pilhas. Mais uma parada pra foto!

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Seguimos a pé num passeio pelas ruas do Marais, bairro jovem, com muitos artistas de rua, e uma mistura de comunidades de judeus, argelinos e asiáticos. Passamos por vários cinemas de rua, pela Prefeitura de Paris, e fomos até a famosa Place des Vosges, a mais antiga praça planejada da cidade, também conhecida como Praça Quadrada por sua impressionante simetria. O almoço foi em dos inúmeros mini restaurantes que vendem comida árabe. Um kebab baratinho e estávamos prontos para seguir o roteiro.

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À tarde finalmente pegamos um metrô para ir até uma parte mais afastada do centro turístico. A causa nobre era conhecer o Espaço Django Reinhardt. Um bar antigo, onde o próprio Django – exímio guitarrista e ícone maior do Jazz Manouche (ou Gypsy Jazz) e adorado por músicos ao redor do mundo, inclusive por meu marido, que me apresentou e fez me apaixonar pelo gênero – costumava se apresentar. Vale muito a pena a visita para quem curte boa música. De quebra, logo ao lado tem um famoso mercado de pulgas de Paris, o O Marché aux Puces, especializado em antiguidades. Para chegar lá, pegue a linha 4 do metrô na direção Porte de Clignancourt e desça na estação de mesmo nome (é a última).

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Na volta, ainda tivemos tempo para tomar uma cerveja na praça ao lado da casa onde viveu Ernest Hemingway, célebre escritor americano, que nasceu em 1899 e suicidou-se em 1961, justamente quando revisava a edição de “Paris é uma festa”. Dia longo, produtivo e inesquecível.

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Paris – Dia 3 – Louvre, Pompidou e redondezas

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Por Amanda Sena

Paris é definitivamente a cidade dos museus. Ainda quero (e vou) voltar para conhecer muitos mais. Mas infelizmente, como o nosso tempo era muito breve em cada cidade, escolhemos os imperdíveis de cada uma, para que pudéssemos equilibrar também com outras programações e andar pelas cidades.IMG_0492

Nosso primeiro destino foi o Louvre. Seguindo as dicas certeiras dos nossos anfitriões que sabem tudo de Paris, seguimos direto pro museu de metrô ainda cedinho para chegar na hora de abertura: 9h. Como o Louvre também era um sonho antigo, havia planejado ficar pelo menos uma manhã por lá. Ficamos lá dentro por cerca de cinco horas e não conseguimos ver nem 1/3 do museu.

Descemos na estação Palais Royal e ainda no subsolo, na saída do metrô, localizamos um coffeshop que vendia os ingressos (Você também pode comprar os ingressos online e evitar filas), como não tínhamos um dia fixo para ir no museu, optamos por comprar lá e demos muita sorte. Pagamos €16 por cada ingresso, que nos dava acesso a uma entrada especial, sem filas. Confesso que até hoje não sei o que exatamente aconteceu lá, porque ao que consta o ingresso especial, sem filas, é bem mais caro. Só entramos em menos de 10 minutos no museu. Sensacional.

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Entre as obras mais famosas em exposição no museu estão a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, La Liberté Guidant le Peuple por Eugène Delacroix, A Vênus de Milo, e o Código de d’Hammurabi. Claro que vimos todas as famosas, mas super indico as sessões da Grécia Antiga, Egito e Mesopotâmia. São de tirar o fôlego. Outra parada obrigatória são os Fossos Medievais.

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Saindo do Louvre dê uma boa caminhada pelo Jardin des Tuileries e também pela belíssima Rua de Rivoli.

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De lá, esticamos até o Paris Opera Garnier e o Centre Pompidou. Tudo andando. O Pompidou é mais um dos lugares incríveis de Paris. Um grande edifícil virado do avesso, como todas as suas “vísceras” expostas. Como chegamos já no final do dia, não aguentamos entrar para visitar as exposições. Também já chegamos num horário complicado que seria muito corrido. Então, sugiro que se visitar as exposições for sua prioridade, separe um dia só para isso. Para a gente só de poder sentir o clima do prédio já foi bem legal.

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Jantamos, bebemos e ouvimos boa música na região do Les Halles. O bairro é famoso por ser frequentado por muitos jovens e é cheio de ruelas repletas de restaurantes com mesinhas na rua no entorno do museu.  Fizemos o caminho de volta – a pé – até o Louvre novamente para ver a pirâmide acessa. Ahhh… Paris e suas luzes.

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