Francesinha – Uma iguaria do Porto

Vocês já sabem que, aqui no Serviço de Bordo, a gente sempre tenta experimentar as comidas locais para tentar entender como vivem as pessoas de determinado lugar. Pois bem, estando na cidade do Porto, em Portugal, não havia a menor possibilidade de não experimentar um prato absolutamente típico de lá: a Francesinha.

A Francesinha é um sanduíche constituído de pão de forma, algum tipo de carne, lingnuiça, cobertura de queijo derretido, presunto, um ovo, às vezes, e mergulhado no mais gostoso molho de tomate. Sempre vem acompanhada de batatas fritas. O negócio é muito gostoso! Mas é preciso saber escolher. Nem todos os lugares servem a francesinha com materiais de qualidade e você acaba pagando por uma experiência furada. Nós rodamos muito na cidade do Porto até que nos deparamos com um restaurante que parecia decente, novinho e que servia a belezura! E não podia ter sido melhor a nossa escolha.

Na área externa do Mercado do Bolhão, bem em frente à saída do metro, está o Portus Gustus. Um restaurante recém inaugurado por um brasileiro e que conta com o chef Nuno no comando das panelas. E aí que está a grande diferença da francesinha de lá. Além de usar ingredientes de primeira qualidade, o chef desenvolveu um molho super especial para a iguaria – e é tradição que cada lugar tenha seu molho próprio. Apimentado na medida exata, o molho é uma atração à parte. O chef não quis me dizer o que tinha lá dentro, mas eu chutaria que levou um toque de cachaça, numa colaboração fantástica entre Brasil e Portugal. O pão usado também fez a diferença: ao contrário de outras francesinhas que nós experimentamos, o  pão não ficou mole e encharcado de molho. Mais firme, manteve a estrutura até o fim do sanduíche. Ponto para o pão!

Não deixe de provar essa leitura portuguesa do clássico francês croque monsieur! E o Portus Gustus nos pareceu o melhor lugar para fazer isso na cidade do Porto!


Portus Gustus

Rua Alexandre Braga, Porto

 

Pastel de Belém – O melhor de Lisboa?

É impossível fazer uma viagem a Lisboa e não provar o Pastel de Belém. O doce é um emblema da cidade e todo e qualquer boteco vende dele. Mas, antes de tudo, um esclarecimento: aquele docinho feito com massa folhada e recheio cremoso a base de ovos se chama Pastel de Nata. Pastel de Belém, só esse pessoal aí de baixo que pode fazer, ó:

Alguns dados: A receita do Pastel de Belém original é secreta. Apenas três pessoas têm acesso a ela. No restaurante da Rua Belém, fundado em 1837, são servidos cerca de 20 mil pasteizinhos POR DIA. Isso, sim, vinte-mil-pasteis-de-belém-por-dia. A gente tinha que ir provar!

De fato, o sabor é diferente dos demais. O creme é molhadinho, firme e mais claro. Uma grande diferença é a doçura: é bem menos doce que os demais. Talvez por isso se sirva a iguaria coberta com canela e açúcar – primeiro a canela e depois o açúcar, para quebrar a acidez da especiaria. O aroma de baunilha é suave e a massa é realmente crocante.

O restaurante matriz é bem bonito e labiríntico. E enorme! Tem muitas mesas e vale a pena entrar para comer. Normalmente a fila para consumir o produto na casa é bem menor que a fila para levar os pasteizinhos para comer andando. São inúmeras salas, cada uma com peculiaridades. Em algumas, azulejos tradicionais recobrem as paredes.

Mas, vamos responder à pergunta: é o melhor de Lisboa? Não achei. Achei diferente, mais suave, mais histórico ou tradicional. Mas, o que eu gostei mesmo foi o da Nata Lisboaque experimentamos na pequena unidade que fica na entrada para o Castelo de São Jorge. De qualquer maneira, prove todos os pastéis de nata que encontrar e decida qual é o seu favorito!


Pastéis de Belém

Rua de Belém, 84-92, Lisboa
Telefone: +351 21 363 7423
Horário (fonte: Google):

quinta-feira 08:00–23:00
sexta-feira 08:00–23:00
sábado 08:00–23:00
domingo 08:00–23:00
segunda-feira 08:00–23:00
terça-feira 08:00–23:00
quarta-feira 08:00–23:00

Villa General Belgrano – A Gramado Argentina

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Ok. Você aproveita toda promoção de passagem para a Argentina e já conhece Buenos Aires de cabo a rabo. Também já explorou os vinhedos de Mendoza e foi ver as neves pro lado de Bariloche, mas existe um outro destino naquele país que merece a sua atenção na sua próxima visita: a charmosíssima Villa General Belgrano.

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A cerca de 90 km ao sudoeste de Córdoba, General Belgrano fica a duas horas de ônibus e é uma joia do interior argentino. Com forte influência alemã, a cidade conta com belos edifícios, lojas que vendem chocolates, cervejas de boa qualidade e um clima invejável de cidade amada de interior. É impossível não se lembrar de Gramado, no Rio Grande do Sul. Claro, devemos guardar as proporções: Villa é bem menor que a cidade brasileira, mas igualmente charmosa. Entretanto, não vá esperando rodízios de Fondue, mulheres de botas acamurçadas e casacos com plumagens. O pessoal, aqui, veste tênis e moletom. É, falta um pouquinho de charme nisso, mas dá um clima de descontração que lhe faz sentir-se em casa rapidamente.


+ 6 Razões para conhecer Mendoza, na Argentina


A cidade é tão gracinha que, à noite, entramos numa lojinha de regalitos e o vendedor nos reconheceu! Sim, ele era o garçom que nos tinha atendido durante o almoço num dos restaurantes da cidade (Potrerillo). Não tem como não se sentir parte da comunidade imediatamente, né?

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As lojas são, em sua maioria, temáticas, com bonequinhos e estátuas decorativas de um gosto, digamos, duvidoso…

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Os chocolates são deliciosos, mas nada de outro mundo. Não deixe de experimentar e levar uma caixinha de presente.

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Experimente o alfajor local, cordobês. Mais suave e fofinho do que o alfajor de Buenos Aires.

Villa General Belgrano está numa área de beleza natural exuberante. Assim, não deixe de caminhar pelo Parque Ecológico até encontrar o arroyo (córrego de água). As crianças se divertem tomando banho nas pequenas quedas d´água, os adultos aproveitam lendo um livro ou passeando seus cachorros.

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Tem gente que toma banho nesse riacho. Particularmente, eu não me atrevi, mas eu sou frouxo…



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Como Chegar e Quanto tempo ficar?

A maneira mais fácil de chegar é pegar um ônibus no terminal de Córdoba. A empresa é a Buses Lep, o trajeto é até Santa Rosa de Calamuchita,  custa cerca de AR$ 135 (pesos argentinos) e a viagem dura cerca de 1h30min. Preste atenção na estação ao seu ônibus. Verifique o roteiro na frente do ônibus e certifique-se com o motorista se aquele é o seu veículo. Aí é só embarcar e aproveitar a vista que é linda até a cidade!

A programação em General Belgrano deve ser: um passeio a pé para conhecer a cidade, subir no mirante do museu (uma torre alta da qual se pode ter uma visão panorâmica da cidade), um almoço em um dos bares ou restaurantes na avenida central e terminar a tarde no Parque Ecológico. Depois, jante em outro bar e siga para a rodoviária para pegar seu ônibus até Córdoba. A cidade é MUITO pequena e tudo pode ser feito a pé. E um dia é o suficiente para conhecê-la.

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Onde comer em Nova Iorque – Hambúrguer Five Guys

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É impossível viajar aos Estados Unidos e não comer, pelo menos, um hamburguezinho nas milhares de casas que oferecem a gordelícia americana nas suas mais variadas formas e valores calóricos (como o Heart Attack Grill, especialista em comidas Diet #sqn). Claro, há McDonald’s e Burger King a cada esquina (literalmente), mas, nós queríamos tentar algo, digamos, mais “artesanal”. Foi assim que nos deparamos com a Five Guys.

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A Five Guys é uma rede de restaurantes fundada na Virgínia no fim dos anos 80 e que fez muito sucesso com seus hambúrgueres no grill e suas batatas artesanais fritas em óleo de amendoim. Daí para frente, foi sucesso. O que nos leva ao nosso Five Guys de Nova Iorque.

O lugar é bem despojado, com uma aparência que beira o retrô, com as chapas e seus hambúrgueres fritando na frente de todos, acabamentos industriais e as máquinas de refrigerante refil à disposição dos clientes. Aliás, aqui é uma invenção maravilhosa que tem que chegar no Brasil urgente (pelo menos eu nunca vi aqui com esse sistema): a máquina multi sabores. Uma tela LCD com vários sabores disponíveis e que lhe permite, inclusive, misturar as bebidas e criar novas combinações e sabores (sabe-se lá, né? Tem doido para tudo nesse mundo…). Sim, eu me diverti na máquina enquanto o sanduba não chegava.

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O meu pedido foi o Bacon Cheeseburger e aí que veio a melhor parte: você escolhe os acompanhamentos – toppings – que quiser para o seu sanduíche. E quanto você quiser! Isso, livre, free, à vontade, self-service sem balança! Pode botar a imaginação para funcionar e montar seu monster burger pessoal! Rapidamente, nosso hambúrguer tava na mesa, com nossas batatas artesanais. O bichinho vem embrulhado num glorioso papel alumínio, o que dá um toque ainda maior de autenticidade. Eu gostei demais! E gostei mais ainda quando comi. Que coisa gostosa! Carne suculenta, molhos deliciosos e bem dosados. A batata frita também era boa.

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Fiquei muito feliz com a escolha do nosso hambúrguer americano. Claro, experimentamos, também, o badalado Shake Shack, mas, quer saber? Eu gostei muito mais do hambúrguer do Five Guys, eleito o meu sanduíche americano favorito!


Five Guys

253 West 42nd Street
New York, NY 10036

Telefone: 212-398-2600
Funcionamento: Domingo a quarta – das 10h às 2h da manhã; Quinta a Sábado – das 10h às 4h da manhã


Cioccolatte Gelateria – Sorvete Excelente no Bairro do Recife

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Já tem um bom tempo que nós havíamos sido convidados a experimentar o sorvete da Cioccolatte Gelateria, lá no Bairro do Recife. Entre uma atividade e outra, o convite foi ficando para mais tarde até que, essa semana, finalmente fomos lá. E vou dizer: eu devia ter ido antes.

Primeiro de tudo: é um lugar lindo! Um projeto muito bem bolado (e delicado) do escritório PMZ Arquitetura, que teve a sensibilidade de trabalhar cores que não concorressem com o colorido dos sorvetes. Aliás, isso é básico numa sorveteria: o destaque é aquele mar de cores dos sorvetes que encantam e fazem você morrer naquela indecisão de qual o sabor eleito!

 Segura o post mais colorido até hoje!

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Na vitrine, ficam 16 sabores à exposição e que são trocados tão logo a bandeja esvazie. E são trocados por outros sabores. Então, é bem difícil que você faça duas visitas iguais! Sempre uma surpresa!

Uma dica: o de pistache nunca é exposto, mas sempre é produzido. Se você quiser experimentar esse sabor, peça à balconista

E não precisa se fazer de rogado se você quiser experimentar todos os sabores: é política da casa deixar o cliente provar todos os sabores disponíveis, estejam eles na vitrine ou na geladeira! E, sim, nós provamos literalmente TODOS OS SABORES antes de decidir.

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Prova do crime

Outra coisa que precisa ser dita sobre esse sorvete que conheci agora, mas que já considero pacas: a textura dele é impressionante. O “Chocolate Amargo” parece uma mousse de tão densa. Isso significa que você vai ter muito mais sorvete em uma bola, que ele vai demorar um tiquinho mais para derreter e que o sabor será mais intenso! #vivantagem

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Muito gostoso e denso, é muito provável que você ache que é uma mousse de chocolate!

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Cheesecake de morango, com pedaços de biscoito e uma calda deliciosa de morango!

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O de maçã verde é dos mais surpreendentes! Nada enjoativa e com o sabor da maçã bem forte. Refrescante!

O processo deles permite ter os mais diversos sabores de sorvete que você puder imaginar, como os sucessos “Bolo de Rolo” e “Tapioca com Coco”. E, como estamos perto da páscoa, eles produziram sabores de páscoa, como, por exemplo, um sorvete de FERRERO ROCHER, sim, assim, em letras maiúsculas… Não provei, mas deve ser muito bom! “Colomba Pascal“, “Chocolate com pimenta“, “Chocolate 50% de Cacau” são alguns outros sabores especialmente preparados para essa época do ano.

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Para abrilhantar ainda mais seu sorvetinho delícia, eles fizeram umas casquinhas cobertas com chocolate belga, parceria com Lana Bandeira. Agora, corra por que é só durante a Semana Santa!

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Os produtos base dos sorvetes são todos importados da Itália!

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Bolo de rolo, sucesso entre gringos e locais! Tem gosto de bolo de rolo, mesmo!!!

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Esse merece uma reverência: Iogurte com Amarena (uma cereja Premium em calda fantástica). Pergunte se tem na geladeira, se não tiver na vitrine. Vale a pena. É muito gostoso.

Então, num passeio à tarde pelo Bairro do Recife, não deixe de conhecer esse sorvete, que está aparecendo como 1º lugar do Recife entre lugares para sobremesas no TripAdvisor!


CIOCCOLATTE GELATERIA

Rua Alfredo Lisboa, 507, Recife Antigo – PE (próximo ao Marco Zero)

(81) 3049-0039
Facebook: /cioccolattegelateria


Barchef – um menu especial para março

Essa semana fomos convidados para conhecer o Barchef. Confesso que sempre tive vontade de conhecer o restaurante, mas nunca tinha tido tempo de parar e ir. A proposta de requalificar casarões históricos e instalar restaurantes sempre me agrada! Ainda mais por que eu já sabia que o Barchef também aproveita os jardins para serviço. Fomos lá!

A proposta do convite era interessante: conhecer o menu fechado especial para o mês de março, criado pelo chef Miguel Castilhos. Por R$ 54, você vai ter duas opções de entrada, duas opções de prato principal e uma opção de sobremesa. De partida, devo dizer que o preço é excelente para a quantidade de pratos, mas logo que vi, imaginei que as porções seriam minúsculas, tipo menu degustação. Eu estava enganado.


Antes de falar dos pratos, uma explicação sobre as fotos: na hora que chegamos no restaurante, minha câmera deu pau e eu tive que tirar fotos com meu celular. Não ficaram boas… Por isso, diferente do que eu costumo fazer nos meus posts, as fotos desse review são da assessoria de imprensa que nos convidou. Desculpem!


Como estávamos em dois, pedimos uma opção de cada prato. As opções de entrada são a Robata de Camarão Empanado Coberto com Molho de Queijo ou a Trouxinha de Salmão com Três Molhos. Veja bem, o camarão estava delicioso, no ponto corretíssimo, macio, saboroso, apresentação impecável. Claro, é obra de um bom chef, não poderia ser diferente. Mas, em disputa com o salmão, ele não tinha chance!

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A Robata de Camarão / Divulgação

O salmão, por outro lado, estava surpreendente. Eu não sou apaixonado por peixes, menos ainda por salmão, que eu julgo sem muito sabor. Qual não foi nossa surpresa ao encontrar um prato de salmão desmanchando de tão macio, com um sabor suave, mas decidido, em uma trouxinha de massa harumaki, que adicionava textura crocante ao prato. Olhem, foi paixão. Ainda mais por que eu estava com baixas expectativas em relação ao salmão. Salmão, meu querido, vamos nos ver outras vezes…

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Trouxinha de Salmão com 3 molhos. Delícia! / Divulgação

Passamos aos pratos principais. E lá veio aquele filé alto com crosta de parmesão e ervas e penne ao molho Alfredo. Aqui, mais um caso de prato muito em executado, com sabores bem honestos e preparos excelentes. Esse não é um prato de contrastes fortes. Pelo menos eu não achei. O Alfredo é um fundo suave sobre o qual se destaca o filé e o frescor das ervas (gostou da frase? Elegância, a gente vê por aqui…). Prato bom!

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Filé em crosta de parmesão e ervas com penne ao molho alfredo / Divulgação

 A outra opção de prato principal é o Salmão Grelhado Gratinado acompanhado de Aligot de Queijo. Aqui, a mesma surpresa da entrada. O salmão, mais uma vez, desmanchava de tão macio e o aligot estava delícia. Esse prato tem um sabor bem mais marcante que o filé. Ele é daqueles que, tempos depois, você se lembra do sabor e onde comeu. Ainda lembro…

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Salmão Grelhado Gratinado acompanhado de Aligot de Queijo / Divulgação

Para o final, a sobremesa: Creme Brulée de doce de leite. Também é um prato intrigante, não tão doce. O doce de leite não estava mergulhado em baunilha e o sabor era suave. O sorvete era ok, mas acompanhado da farofinha ganhava um interesse. Depois do sabor marcante do aligot e do salmão, o doce de leite passou sem muito espetáculo por mim.

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Creme brulée de doce de leite

No resumo, achamos um menu muito bem construído e que agrada a todos. O preço é excelente, quando se consideram as porções.  É impossível sair insatisfeito.


Barchef

Av. Dezessete de Agosto, 1893, Recife.

Aberto de Terça a Domingo


 

Queens Cozinha Extravagante, um hambúrguer no Arraial

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O Recife está transformando sua maneira de apreciar boa comida. Nós estamos, cada vez mais, desejantes por espaços abertos e despojados, sem muito fricote. Não à toa, muitos restaurantes e cafés têm investido em áreas externas, com jardins bem cuidados e super agradáveis.

Nesse caminho, de espaços agradáveis e abertos despidos de exageros desnecessários, vieram os Food Trucks e estacionaram com força total em nossa cidade (que trocadilho péssimo! Mas, tá valendo…). E nós estamos aprendendo a apreciá-los, uma vez que eles são os representantes máximos dessa ambiência “fora de casa”. Claro que muitos Food Trucks chegaram e logo se acomodaram ao antigo estilo recifense “muros adentro” (como “praça de alimentação” no estacionamento de shopping, mas que não vou comentar agora…), mas tantos outros são fiéis ao estilo “tou na rua”.

Tudo isso para dizer o seguinte: nós fomos conhecer o nosso primeiro Food Truck essa semana. O Queens Cozinha Extravagante é desses caminhões que prezam pela qualidade do espaço “fora de casa”. Parado no estacionamento da Galeria Casa Grande, as mesinhas se espalham no chão de cobograma, iluminadas pela mais autêntica e charmosa gambiarra de lâmpadas, que, para mim, trazem um clima festivo. Para delimitar um pouco o espaço, uns pallets fazendo as vezes de paredinhas baixas, mas nada que impeça a sensação de integração ao espaço público.

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 As opções do cardápio são muito interessantes e a pouca quantidade de itens me indicava que as comidas tinham grandes chances de serem deliciosas. Nossa primeira escolha foi o tal de Gulabi Gang (bolinhos de grão de bico condimentados com adição de quinoa e amaranto, condimentados e fritos, acompanhados dos molhos “Tahini cream”, “Chutney de Manga” e “Asian fusion” – R$12,90). O prato chegou muito rápido na nossa mesa e eu só posso dizer isso: delicioso! Na verdade, eu posso dizer mais. Os bolinhos estavam sequinhos, crocantes, muito bem temperados e os molhos eram muito bons, com destaque para o Tahini cream. Tenho quase certeza de que esse é o molho preferido dos clientes. Foi o nosso. O chutney estava excelente, também, e o Asian fusion era mais discreto no sabor. Aliás, eles não deixam isso explícito no cardápio, mas esse é um ótimo prato vegetariano, para quem for acompanhar aquele amigo doido pelas carnes!

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Pedimos também o Falafel Gulabi (pão pita recheado com falafel, pasta aveludada de amendoim, tahini cream, maçã & pepinos laminados e mix de folhas – R$ 14,90). Eis um sanduíche bem montado. Não só na apresentação, mas na forma de construir o sabor. Primeiro, você sente o falafel e a pasta de amendoim com o tahini cream. À medida em que você vai comendo, alcança o molhinho de pepinos e maçã. Aqui será um ponto de polêmica. Alguns torcerão a cara para o pepino. Eu digo: experimente. Me surpreendeu. No dia que fomos, o pão pita tinha acabado e o nosso sanduíche foi servido no pão de azeite. Eu colocaria essa opção no cardápio, pois ficou muito gostoso.

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Depois, foi a vez dos hambúrgueres. Eu sou fã do prato, tenho um gosto muitíssimo amplo para o sanduíche e tinha altas expectativas com o Queens. Primeiro, uma apresentação bem legal, com o papel de seda timbrado e um palitão segurando o sanduíche. Como íamos dividir, o garçom solicitou que viessem partidos ao meio. Eu pedi o Grace Fucking Jones – nome excelente!  – (Pão australiano encrostado com parmesão e gergelim preto, hambúrguer blend da casa, camarões graúdos salteados, Maionese da Queens, queijo gouda, molho barbecue e mix de folhas – R$ 21,50). Dani pediu o Blue Velvet (Pão australiano encrostado com amêndoas laminadas e parmesão, hambúrguer blend da casa 160g recheadíssimo com blue cheese, mais blue cheese, geleia de frutas vermelhas, lâminas de amêndoas, cebola tostada e mix de folhas – R$ 23,90).  O Blue Velvet era bom, muito embora eu esperasse uma verdadeira explosão de blue cheese, com gorgonzola escorrendo pelas minhas mãos, mas não foi o que ocorreu. Honesto. Mas o Fucking Jones… O Fucking Jones era Fucking good!

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O Blue Velvet

O Grace Fucking Jones tem uma ótima combinação de sabores, um hambúrguer extramente macio – os dois tinham, na verdade – um pão macio from the heavens (não descobri se era da própria casa), camarões bem preparados, maionese delícia e nem sombra de necessidade de uma gota sequer de ketchup ou coisa que valha (indispensável em alguns hambúrgueres por aí…).

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A lindeza do Arraial

Não vou mentir: senti falta de batatas fritas no menu. Sim, por que eu sou desses. Mas, meu amado leitor, se você quer ter uma boa experiência de hambúrguer bem feito, num ambiente urbano por excelência, com uma seleção musical de primeiríssima, então rume sua saída em direção ao Queens Cozinha Extravagante. 


Queens Cozinha Extravagante

Estrada do Arraial, 2541, Estacionamento da Galeria Casa Grande

Aberto das 18h às 23h

Paguei com Cartão de Crédito (VISA)


 

Villa Foria Boa Viagem – pizza de qualidade na Zona Sul do Recife

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Quando chegou o convite para irmos conhecer a Villa Foria de Boa Viagem, nós ficamos bem animados. O restaurante é a segunda unidade da já célebre pizzaria nascida no seio do bairro das Graças (que eu já visitei, ó). O ponto em Boa Viagem surgiu para atender a duas demandas da área: um delivery que pudesse entregar as pizzas com a mesma qualidade que se tem no restaurante e oferecer um ponto em que as pessoas pudessem degustar as pizzas da casa em um ambiente mais descontraído do que a matriz das Graças.

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O restaurante tem uma fachada bem discreta, bem diferente do imponente casarão das Graças, mas com traços que remetem àquela arquitetura colonial. Tudo foi feito com muito cuidado e atenção. Nada que pareça um delivery adaptado, mas também, nada que tenha a elegância da matriz da pizzaria e restaurante. É um ambiente agradável e mais descontraído. A área externa talvez tenha ficado um pouco escura, mas isso é por que eu adoro ambiente muito iluminados. Tanto que adorei a mesa interna que tem um lustre bem em cima dela.

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Quanto à comida, é bom estar avisado: o menu é reduzido, em relação ao da Villa Foria das Graças. O cardápio da unidade de Boa Viagem é exclusivo de pizzas, que têm a mesma crocância, a mesma beleza, o mesmo sabor. Excelentes, como é o esperado para a casa.

Para entrada, nós pedimos a Casquinha do Chef com Parmesão e Gorgonzola (a única opção de entrada). Bom para passar o tempo até a chegada das pizzas.

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A nossa pizza salgada foi de Presunto de Parma com Chutney de Manga e Gengibre e Lombo Canadense com Abacaxi e Bacon. As misturas são deliciosas, bem dosadas e não enjoativas. Os contrastes são interessantes e bem construídos. O presunto de parma estava excelente, bem como o chutney de manga. O único porém foi o abacaxi, que estava sem gosto e sem cor. Essa pizza merecia um abacaxi em todo o seu esplendor, in natura, ou, até mesmo, um abacaxi em calda caseiro. Fica a dica!

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Para fechar, como não poderia deixar de ser, uma pizza doce! Sonho de Valsa (Calda de chocolate, catupiry e sonho de valsa). A pizza estava excelente! E, não sei se foi a mão do cozinheiro ou se foi uma readaptação do cardápio, dessa vez o sabor do catupiry estava bem menos pronunciado (na verdade, eu não senti nada do catupiry), o que, para mim, foi uma decisão acertadíssima! A pizza doce tem que ser doce! Até pode haver um toque de salgado para gerar uma sensação de contrastes, mas, da outra vez, o catupiry dominava o sabor da pizza. Ponto pra Villa Foria!

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A Villa Foria de Boa Viagem, então, foi uma grata surpresa, que me rendeu uma noite tranquila, com um excelente atendimento (não lembro do nome do garçom que me atendeu, mas ele é digno de elogios) e um ambiente que não parece um puxadinho para aproveitar a área do delivery. Se a intenção é uma pizza descontraída numa noite de semana, a Villa Foria de Boa Viagem é a escolha para você!


SERVIÇO | VILLA FORIA DELIVERY DE BOA VIAGEM

Local: Av. Conselheiro Aguiar, nº 510, Boa Viagem, Recife – PE.
Horário: das 18h às 23h, de terça a domingo.
Formas de pagamento: dinheiro e cartões Visa, Mastercad, Hipercard, American Express e Diners Club. Aceita também Sodexo, Ticket e Alelo.

Informações: (81) 3314.1400.
www.villaforia.com.br | f:/villaforiapizza | i: @villaforia


 

Molho de Tomate Salsaretti – Review

Meu povo,

vocês já devem ter percebido que aqui no Serviço de Bordo nós estamos, cada vez mais, explorando o mundo fantástico da Gastronomia, né? Começamos comentando os restaurantes que visitamos nas cidades por onde andamos, falando sobre o ambiente e sobre a comida. Acontece, meus queridos, que comida é um assunto que muito nos agrada e a gente quer mais… Então, vamos mergulhar cada vez mais nesse mundo das delícias!

Para começar, um post que eu nunca fiz aqui no blog, mas que há muito tempo eu venho planejando fazer: review de algum produto alimentício! E, para estrear, a gente vai de Molho de Tomate Salsaretti Gourmet. Os Molhos são parte de uma linha de produtos da Bunge com qualidade “diferenciada”, digamos.

SALSARETTI BASÍLICO

Antes de mais nada, eu tenho que deixar claro que molho de tomate é uma coisa que eu mesmo produzo (e que, um dia, eu vou ensinar a vocês). Mas, nesse dia em especial, a preguiça estava gigantesca, o Molho Salsaretti estava em promoção e eu adoro experimentar coisas novas (eu já tava planejando esse post, na verdade! =D). Pronto. Fui lá e comprei dois vidrinhos: o de Oliva (com azeitonas) e o de Basílico (com manjericão).

SALSARETTI OLIVA

Eu experimentei os molhos sozinhos e com uma massa. A minha desconfiança inicial deu lugar a uma grata surpresa! Os molhos são muito bons! Uma coisa que eu odeio nos molhos prontos é a extrema acidez, mas os Molhos Salsaretti Gourmet quase não têm acidez. Eles vêm com pedaços de tomate no tamanho ideal e com sabores realmente diferentes, que é outra coisa que eu odeio nos molhos de tomate prontos: você pode comprar o de manjericão e o de alho queimado que eles têm o mesmo gosto. O Salsaretti Oliva, por exemplo, veio com pedaços generosos de azeitonas e ele TINHA GOSTO de molho de tomate com azeitonas. O mesmo vale para o molho Basílico.

SALSARETTI NA MASSA

No final, nossa avaliação é extremamente positiva. Não substitui um bom molho de tomate caseiro, obviamente, mas, naqueles dias da preguiça mórbida, ele cumpre com muito mais distinção e glória a função de fazer aquela macarronada rápida para salvar o almoço do domingo!

P.S.: Esse não é um post patrocinado, mas se a Bunge quiser mandar aqui para casa os outros produtos da linha, eu recebo de muito bom grado! =D

Udon Cozinha Oriental – Recife

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Numa rua calma do bairro de Casa Amarela, uma placa luminosa anuncia que acabávamos de encontrar o Udon Cozinha Oriental. Decidimos conhecer o lugar depois de algumas indicações de amigos numa votação acirrada na nossa página do Facebook (aqui, ó).

Ao chegar no local, fomos recebidos muito atenciosamente pelo garçom, que rapidamente nos informou que a casa estava cheia, mas que poderia arrumar a mesa que estava disponível perto da entrada para que coubéssemos todos. Como éramos quatro pessoas e a mesa, pequena, resolvemos aguardar por uma mesa maior no salão principal.

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Logo na entrada, há um aviso sobre a reforma pela qual a casa está passando e isso é perceptível. Alguns acabamentos por fazer, outros já prontos, tudo em andamento. Nada que atrapalhasse o serviço ou a qualidade da experiência no Udon Recife. O salão principal é agradável sem cair na breguice de alguns restaurantes orientais, que não entenderam a diferença entre inspiração e pastiche (aqueles leques gigantes nas paredes pintadas de vermelho com luminárias de bola com inscrições em japonês…).


Veja +

Villa Foria – Pizza de Alta Qualidade

Haus Lajetop – Um bar na laje no Recife


Um cuidado muito atencioso no projeto do Udon Cozinha Oriental foi o uso de um revestimento de tratamento acústico no teto, reduzindo o barulho insuportável que poderia se criar num ambiente tão pequeno – também pode ter sido para atender à legislação de Geração de Incômodo à Vizinhança. De qualquer maneira, o saldo é muito positivo e agradável. Se você, como eu, repara nos detalhes, observe a luminária quadrada e o delicado trabalho lateral na madeira.

UDON-jojoJoJos maçaricados

UDON-guiozáGuiozá

Em poucos minutos nossa mesa estava vaga e pronta! Sentamos, informamos que seriam 3 rodízios e já fizemos nossos pedidos. Pedimos também um Temaki do menu regular. Os pratos chegaram com certa rapidez.

UDON-cariocas2Cariocas de salmão

Não vou falar de cada prato individualmente, mas da impressão como um todo. A apresentação dos pratos é extremamente satisfatória, sem pirotecnias desnecessárias. Aliás, o sashimi de salmão e atum em formato de flor foi uma delicada surpresa.

UDON-sashimiSashimis de salmão e atum

A minha impressão, ao olhar as mesas ao redor, foi de que os sushis do rodízio são consideravelmente menores que os do cardápio regular, o que eu achei uma bela sacada do Udon Recife! Afinal, a ideia do rodízio não é se empanturrar de comida, mas experimentar sabores diversos (algo que as pizzarias e churrascarias rodízio já perceberam há muito tempo). No entanto, essa redução de tamanho acabou por diminuir demais o “recheio” do sushi, em alguns casos, como algumas peças dos cariocas que pedíamos. Imagino que isso seja normal nos sushis grandes – alguns devem vir maiores do que outros, mas a dimensão diminuta evidencia isso. Nada que me impedisse de achar saborosíssimo e pedir tantas outras porções…

UDON-cEBI crokEbi Crock – massa de harumaki, camarão e cream cheese

Aliás, esse foi o primeiro sushi em que não senti necessidade de encharcar com shoyo ou o bendito teriaki. Como deve ser o bom sushi, ele veio bem temperado para que o shoyo servisse como um complemento, um aditivo de sabor e não como um tempero para mascarar a insipidez da comida. Muito bem, Udon! Não deixe de pedir o bolinho Udon (bolinho de atum frito com tempero da casa): um dos pontos altos da noite.

UDON_sunomonoSunomono

Claro que eu não deixaria de pedir os “sushis” doces! Aqui, nenhuma surpresa, mas a mesma certeza de um tempero bem dosado. O Hossomaki de morango, por exemplo, não veio boiando em leite condensado. Apenas um pouco daquela duvidosa (mas indispensável, porquanto deliciosa!) calda de morango de supermercado e pronto. Sentiam-se o morango e o cream cheese.

UDON-hossomaki morangoHossomaki de morango

UDON-chocolateMassinha de harumaki com creme de chocolate

No fim, nossa experiência foi bem alegra e divertida! O atendimento foi atencioso sem ser invasivo, como geralmente ocorre em alguns restaurantes que introduzem o sistema de rodízio. O ambiente já está muito agradável e imagino que ficará ainda melhor quando a reforma acabar. Com certeza absoluta iremos voltar!


Udon Cozinha Oriental

Rua Raimundo Freixeiras, 175 Casa Amarela, 52070-020 Recife

Seg-Qui:
18:30 às 23:00
Sex:
18:30 às 23:30
Sáb:
12:00 às 15:00
18:30 às 23:30
Dom:
12:00 às 15:00
18:30 às 23:00

Rodízio – R$ 43,80/pessoa (de segunda a quinta, fica por R$ 75 para o casal)


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