O que fazer no Porto, Portugal: 5 dicas

Ah, meus amigos! Hoje estamos de volta com umas dicas para vocês que estão de viagem marcada para Portugal. E se vocês vão visitar aquele país, tem duas cidades que não podem faltar no seu roteiro: Lisboa e Porto. Lisboa não tem como escapar, já que é por lá que você vai chegar, provavelmente. Mas, pense numa passagem de trem que vale a pena, é aquela até o Porto. Ô cidade bonita! A danada é moderna, grande, mas tem seu charme, seus mistérios ( ͡° ͜ʖ ͡°), e umas coisas surpreendentes, como a biblioteca que inspirou Harry Potter e a delícia-do-universo-todo Francesinha – um lanche ogro que você vai adorar.

Então, pega a caneta e anota essas dicas que eu vou te dar agora! (Pode ser um print da tela do celular também que a gente é moderno)

Dica 1 – Visitar Igrejas

Já viu quantas igrejas tem no Brasil? Agora, imagina quantas tem no país de origem do povo que veio para cá e construiu essa ruma de igrejas?! Pois bem, se tem um povo carola nesse mundo é o Português, e o Porto não foge a essa tradição e tem uma igreja por cima da outra. E elas são lindas! Destaque para a Catedral e a Torre dos Clérigos. É um passeio ungido. Tá amarrado!

O que fazer no Porto: Visitar a Torre dos Clérigos

Fachada frontal da Catedral do Porto


Interior da Sé do Porto

OBS.: aproveite que está nesse passeio abençoado e faça uma prece para não levar cagada de andorinha no meio da andança, por que Ô CIDADE PARA TER ANDORINHA! Vai-te!

2 Conhecer a livraria do Harry Potter

Como é de conhecimento universal, a autora de Harry Potter, J. K. Rowlling, morou em Portugal por alguns anos e, segundo ela, muito de sua inspiração para o personagem veio daquele Pernambuco-na-vertical. Não sei se você é fã ou não (se não for, deveria ser!), mas é emocionante entrar na livraria Lello e Irmão e perceber em cada detalhe a inspiração para o mundo de Harry. A escadaria é o ponto alto da livraria e vai ser bem concorrido para tirar uma foto nela. Some-se a isso que a livraria, que não é besta nem nada, atola produto de Harry Potter nas suas prateleiras só para fazer você gastar seus ricos eurinhos num monte de buginganga maravilhosa que não serve para nada, mas que você vai adorar ter. A livraria cobra uma entrada (5,50 Euros), que você compra no anexo que fica na esquina ou online, mas que pode ser convertido em desconto, caso você resolva comprar algo. Você vai comprar. Acredite.

O que fazer no Porto: Conhecer a Escadaria de Hogwarts

3 Atravessar a Ponte e visitar uma Cava

“Do outro lado do rio, fica uma cidade, que na mocidade eu visitava todo dia (…) Petrolinaaa, Juazeiroooo”

A ponte Luís I liga a cidade do Porto à cidade de Vila Nova de Gaia e vale muito a pena atravessar a danada. Melhor ainda se for a pé! E o motivo de atravessar essa ponte não poderia ser melhor: é em Gaia que ficam as cavas dos melhores vinhos do Porto. Aí você atravessa, gasta umas calorias, tira umas fotos bem gatinhas pro IG, chega lá do outro lado e vai dar de cara direto com a Cava da Cálem. Vá nessa. É a que tem a melhor estrutura e a que fabrica um dos melhores portos, na minha opinião: o Velhotes. A visita é paga e com hora marcada. Vale a pena chegar com um pouco de antecedência, mesmo por que isso é importante para a minha próxima dica valer alguma coisa.

Mas é chique, com um Porto na mão, né? Ô Menina linda, essa esposa!

4 Comer um bom bacalhau em Gaia

Muito bem! Como você seguiu a dica desse blog espetacular e chegou mais cedo para a visita na Cálem, aproveite o tempo que tem sobrando e vá até a Taberninha do Manel comer um maravilhoso bacalhau. Essa aqui é dica de morador local, hein? A Taberninha do Manel é velha que só a fome e vende um bacalhau fantástico. Nós pedimos pastéis (bolinhos) de bacalhau, Bacalhau na nata e Bacalhau à Braga. É bom chegar com antecedência, por que demora um pouco pra os pratos chegarem. Aí você aproveita a vista para o Porto, que é linda. Mas vai roncar a barriga por que demora mesmo, mas vale a pena. Aliás, pule o bolinho, que não é nada demais, e vá para o bacalhau na nata, que é fenomenal. Ele é servido desfiado com batatas cortadas em cubinhos pequenos em uma travessa e assado no forno. Serve bem duas pessoas não ogrinhas. Para pessoas ogrinhas, favor pular para a próxima dica, obrigado.

O que fazer no Porto: Experimentar o Bacalhau na Nata do véi Manel

5 Experimentar a famosa Francesinha

Caso o negócio seja ser ogro, nada melhor do que a comida que os portuenses batizaram com o singelo nome de Francesinha. Mas veja bem, de inha não tem nada (talvez ogrinha…). É um sanduíche típico da região e que, dizem, ser a leitura portuguesa do Croque Monsieur francês. É um sanduba de dois andares de pão de forma com salsicha, presunto, queijo, molho de tomate, ovo estrelado e com um pequeno acompanhamento light de batatas fritas. Um lanchinho da tarde. Coisa simples. Pois bem, é uma delícia! E o negócio é que cada estabelecimento tem seus segredos no preparo da francesinha. Por isso mesmo você deve escolher bem onde vai comer a sua francesa, para que a surpresa não seja desagradável. Eu falei aqui de uma Francesinha mara para se comer. Vê lá!

Meia Francesinha de Dani, por que ela é uma moça fina…

Então é isso, meus jovens! Se forem a Portugal, conheçam esses lugares, sigam essas dicas de o que fazer no Porto, postem fotos no Instagram e marquem com a #sbnoporto. Deixa a gente saber da vida de vocês. Conta aí embaixo mais dicas pra gente. Beijos!

Flores Village Hotel & Spa: opção para estadia perfeita no Porto

Se você vai viajar para o Porto, em Portugal, e busca uma hospedagem impressionante, o Flores Village é o seu lugar! O Hotel fica numa casa histórica muito bem preservada e adaptada ao novo uso. Procure saber da história do prédio com os funcionários e eles lhe explicarão com o maior prazer do mundo. Nós fomos convidados para conhecer esse lugar maravilha e contar tudo a vocês!

A fachada do Flores Village é uma atração à parte.
Fonte: http://www.floresvillage.com/gallery.htm

Localizado no coração do Porto, o Flores Village fica perto de vários pontos turísticos, numa rua exclusiva para pedestres, o que garante momentos de tranquilidade e a certeza de que você não vai sofrer com o barulho do trânsito. Também fica perto da estação de metrô São Bento, facilitando a locomoção para partes mais afastadas da cidade. Atenção, aqui: se você for chegar ao hotel de Táxi, tudo bem, eles podem entrar na rua. Se for de Uber, como nós, ele só poderá te deixar no começo da Rua das Flores e você terá que caminhar até o hotel. Não é nenhuma distância absurda, mas que deve ser considerada, uma vez que há malas a serem carregadas.

Ao chegarmos, fomos muito bem recebidos pelo staff, mesmo sendo tarde da noite e muito além do horário que havíamos marcado para o check-in. Não houve sequer um esboço de cara feia para o nosso lado. Aliás, isso é uma marca do povo do Porto: simpatia!

Mas o grande momento foi entrar no nosso quarto: um palacete! Uma cama gigante e ultra confortável, uma cozinha completa com microondas, fogão cooktop, geladeira, armários, talheres. Enfim, completa. Um canto de leitura com uma poltrona, um sofá e uma mesa para refeições com vista para o jardim do hotel.

A cama ultra confortável no nosso quarto no Flores Village Hotel & SPA


Uma poltrona para leitura e uma pequena estação de trabalho, onde eu montei meu laptop e minhas coisas de fotografia. Ao lado da poltrona, tem uma janela, para você admirar o céu enquanto lê. IRADO!

 

Essa abóbada atrás do sofá é o teto do quarto de baixo, que, antigamente, era a capela da família que morava aí! Imagina que legal esse quarto também!

Aliás, as vistas são mais um atração do quarto. Como está localizado numa área histórica, as paisagens do  são igrejas majestosas, conventos, telhados vermelhinhos e um show diário da revoada de gaivotas no porto ali perto. É sério. É de ficar bons minutos assistindo ao show dos pássaros sobrevoando a cidade iluminada à noite, sentado na poltrona ou na mesa de jantar tomando um vinho e comendo bons queijos portugueses.

 

Vista para o jardim interno.

Apesar do desejo de querer ficar no quarto para sempre, o Flores Village é, também, um SPA e oferece algumas facilidades para quem quer dar aquela descansada após um dia intenso de turista pela cidade. Há o banho Turco e o banho Romano abertos ao público e sem custos adicionais. O hotel também oferece massagens especiais, cobradas à parte e que você pode conferir neste link: http://www.floresvillage.com/spa.htm

Na foto mais em cima, o banho turco. Na segunda foto, o banho romano. Usei fotos do site do hotel por que, na hora em que fui fotografar esses ambientes, tinha um pessoal tomando banho pelado e eles não iam ficar muito felizes em serem fotografados…
Fonte: http://www.floresvillage.com/spa.htm

O café da manhã é bem servido, mas não espere um café da manhã de um bom hotel ou mesmo uma boa pousada brasileira. Ovos, bacon, queijo, pães e alguns doces portugueses são o básico do buffet, que, aliás, é servido num salão muito do charmoso, com um teto decorado e grandes janelas com vistas para o jardim interno. Você também tem a opção de pedir o café no quarto preenchendo um panfleto na noite anterior e deixando pendurado na parte externa da porta do quarto. Na hora marcada, está lá o funcionário com o café da manhã.

Café da manhã no quarto com horário marcado no Flores Village

Teto decorado do salão de café da manhã no Flores Village

 

Pastel de Belém – O melhor de Lisboa?

É impossível fazer uma viagem a Lisboa e não provar o Pastel de Belém. O doce é um emblema da cidade e todo e qualquer boteco vende dele. Mas, antes de tudo, um esclarecimento: aquele docinho feito com massa folhada e recheio cremoso a base de ovos se chama Pastel de Nata. Pastel de Belém, só esse pessoal aí de baixo que pode fazer, ó:

Alguns dados: A receita do Pastel de Belém original é secreta. Apenas três pessoas têm acesso a ela. No restaurante da Rua Belém, fundado em 1837, são servidos cerca de 20 mil pasteizinhos POR DIA. Isso, sim, vinte-mil-pasteis-de-belém-por-dia. A gente tinha que ir provar!

De fato, o sabor é diferente dos demais. O creme é molhadinho, firme e mais claro. Uma grande diferença é a doçura: é bem menos doce que os demais. Talvez por isso se sirva a iguaria coberta com canela e açúcar – primeiro a canela e depois o açúcar, para quebrar a acidez da especiaria. O aroma de baunilha é suave e a massa é realmente crocante.

O restaurante matriz é bem bonito e labiríntico. E enorme! Tem muitas mesas e vale a pena entrar para comer. Normalmente a fila para consumir o produto na casa é bem menor que a fila para levar os pasteizinhos para comer andando. São inúmeras salas, cada uma com peculiaridades. Em algumas, azulejos tradicionais recobrem as paredes.

Mas, vamos responder à pergunta: é o melhor de Lisboa? Não achei. Achei diferente, mais suave, mais histórico ou tradicional. Mas, o que eu gostei mesmo foi o da Nata Lisboaque experimentamos na pequena unidade que fica na entrada para o Castelo de São Jorge. De qualquer maneira, prove todos os pastéis de nata que encontrar e decida qual é o seu favorito!


Pastéis de Belém

Rua de Belém, 84-92, Lisboa
Telefone: +351 21 363 7423
Horário (fonte: Google):

quinta-feira 08:00–23:00
sexta-feira 08:00–23:00
sábado 08:00–23:00
domingo 08:00–23:00
segunda-feira 08:00–23:00
terça-feira 08:00–23:00
quarta-feira 08:00–23:00

Bélgica – O Charme de Bruges e uma cerveja em Bruxelas

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Por Amanda Sena

Dando sequência aos nossos posts sobre a minha Eurotrip, vou falar um pouco sobre a nossa breve, porém não menos maravilhosa passada pela Bélgica. Escolhemos (em função da limitação de tempo) um roteiro que nos permitisse fazer deslocamentos curtos, e que fosse num trajeto direto para otimizar nossa passagem pelas cidades. Como mencionei no primeiro dia de Paris, escolhemos passar por Bruges, uma cidade medieval da Bélgica pertinho de Bruxelas.

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Saímos de Paris cedinho no nosso sexto dia de viagem e fomos de trem até Bruxelas. O trajeto é super fácil – fomos até a Paris Nord de metrô – e bem sinalizado. Compramos nossas passagens com antecedência no site da Rail Europe ( €50 cada, variando de acordo com o dia e a disponibilidade) para garantir que não teríamos problemas. Por indicação dos nossos amigos,  e por não saber antecipadamente se iríamos preferir parar em Bruxelas na ida ou na volta, compramos apenas o trecho até Bruxelas e o trecho até Bruges – que tem trens frequentes da estação – compramos na hora.

A distância entre Paris e Bruxelas é de apenas 1h30 de trem, mas quando chegamos acabamos optando por só parar em Bruxelas na volta e fomos direto para Bruges. Estávamos ansiosos para conhecer a cidade que tanto ouvimos falar. E Bruges não nos decepcionou.

Conhecida como “A Veneza do Norte” Bruges é cercada por canais, castelos, moinhos e construções medievais que fazem a gente entrar em uma verdadeira viagem no tempo.

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Nosso hotel ficava bem do ladinho do Grote Markt, a praça central que é cercada de museus, bares e restaurante. Recomendo como o melhor lugar para ficar. Apesar de Bruges ser uma cidade bem pequena e segura, à noite – como a maior parte dos turistas vêm apenas passar o dia – o movimento diminui bastante e a vida noturna acaba ficando um pouco restrita a essa região que também tem ótimos restaurantes e tavernas (falarei de uma logo adiante).

Grote Market

Depois que nos acomodamos, fomos direto bater perna pela cidade. Não entramos em muitos museus porque nosso objetivo era curtir ao máximo as paisagens da cidade e o lindo dia de sol (gelado) que pegamos. Com um mapa na mão, fomos passear pela cidade que é considerada uma das cidades europeias mais fotogênicas, charmosas e românticas.

Conseguimos visitar – tudo andando – alguns dos pontos mais importantes da cidade: a Basílica do Sangue Sagrado; a Belfry, torre de 83 metros de altura e o ponto mais alto da cidade; a Minnewate, ou lago do amor, um dos pontos mais fotografados da cidade; as inúmeras e tentadoras lojas de chocolate (gente, sério, chocolate belga é imoral!) e as muitas lojihas (coffeshops) com cervejas baratas e maravilhosas.

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Dica: passamos o dia andando, petiscando e bebendo. Não deixe de comer as deliciosas batatas fritas da Bélgica. Diz a lenda que apesar de serem mundialmente famosas como french fries, a receita de sucesso real é a belga. Em Bruges há vários food trucks com cones de batata e inúmeros molhos. Não deixe de provar! São impagáveis!

Muitos turistas apenas passam o dia em Bruges e voltam a noite para Bruxelas. Nós escolhemos ficar e pernoitar na cidade e foi um excelente escolha. A atmosfera do lugar a noite é fenomenal. Um clima lúgubre envolve as ruelas e dá um ar todo especial.

Jantamos no La Taverne Brugeiose  um restaurante delícia no Grote Markt e depois fomos tomar “uns bons drinks” no Le Trappiste, uma taverna subterrânea tradicional e super charmosa com a melhor carta de cervejas que eu já vi na vida. Recomendo não deixar de ir!

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No dia seguinte, antes de pegarmos o trem de volta para Bruxelas ainda tivemos tempo para conhecer o St Janshuis e Koelewei Mills quatro moinhos de vento que ficam às margens do perímetro do centro histórico da cidade. Um deles foi contruído no início do século XVII. Lindos!

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Na volta, almoçamos em Bruxelas. Na verdade, almoçar é modo de dizer, porque nossa parada foi no famoso Delirum Café, cervejaria famosa por ter uma das maiores ofertas de rótulos de cerveja. Ahhh essa Bélgica!

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Paris – Dia 5 – Jardin Des Plantes, Montmartre e Sacré-Coeur

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Por Amanda Sena

No nosso último dia em Paris fomos brindados com um lindo dia de sol. Aquele friozinho de 16 graus e céu limpinho com a luz perfeita. O azul combinou perfeitamente com o cenário do Jardin Des Plantes.

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Como sempre fomos até nosso primeiro destino do dia caminhando e admirando as construções da cidade. Paris é o lugar perfeito pra isso.

Confesso que não tinha lido muito, nem visto nada sobre o Jardin Des Plantes. Incluímos mais por causa da proximidade do local que estávamos hospedados. Isso nos faria ganhar tempo, já que o objetivo do dia era curtir o Montmartre.

E como é bom ser surpreendido, não é mesmo?! Toda a região onde o jardim está localizado é incrível. A vizinhança é super tranquila com vários prédios históricos e uma cara um tanto quanto medieval.

O jardim, propriamente dito, é do início do século XVII e foi o primeiro jardim real de ervas medicinais da cidade. É um dos maiores parques de Paris cheio de tralhas, flores, tipos de plantas e corvos, muitos corvos. Mesmo no outono haviam muitas flores coloridas. Cenário perfeito para lindas fotos.

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O parque também abriga o Museu de História Natural. Não tivemos tempo de visitar, mas já está nos nossos destinos obrigatórios em possível volta.

Em frente ao parque pegamos o metrô em direção ao Montmartre. Descemos na estação Abbesses para ir subindo até a catedral passeando pelo bairro. Mas atenção, essa estação tem muuuuitas escadas. Se descer nela, espere a fila do elevador. Só entendemos a fila da espera quando quase desistimos no meio da subida.

No caminho passamos por alguns dos cenários mais incríveis de Paris. Igreja St-Jean I’Evangéliste de Montmartre, Place des Abbsses, Place du Tertre – famosa por seus artistas de rua (cuidado com o assédio excessivo nesse local, todos querem faturar. Todos.) e as lojinhas super charmosas do bairro.

Ruas do Montmartre

Almoçamos num restaurante em frente a Place du Tertre. Não foi um dos lugares mais baratos, porém também não foi caro. EUR 24.00 por pessoa.

Place Du Tertre

Seguimos até a suntuosa, e realmente linda, Catedral Sacré-Cour. O prédio é de fato um deleite para os olhos. Sua cúpula é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre. Também é possível ir de teleférico, direto da estação Abbesses até a escadaria da Catedral. Eu, particularmente não recomendo, porque é nesse ponto que existe o maior assédio de vendedores ambulantes aos turistas. Além disso, recomendo muito o passeio pelas ruelas do bairro sem pressa.

IMG_0931 Sacré-Cour

Na descida, fomos também a pé até o famoso Moulin Rouge. O caminho pode ser um pouco intricado em função das ruas do bairro serem em vários desníveis (e cheias de escadarias que ligam umas às outras), mas com a ajuda de um mapinha de mão e o pedido de socorro a alguns franceses muito solícitos (não, isso não é ironia. Pedimos informações duas vezes e fomos muito simpática e prontamente ajudados) conseguimos chegar no nosso destino.

Moulin Rouge


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Paris – Dia 4 – Notre-Dame, Marais e Locações de Cinema

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Por Amanda Sena

Uma das minhas maiores vontades de conhecer Paris era poder passar por alguns dos lugares dos quais passei a minha vinda inteira ouvindo falar sobre, ou mesmo vendo pela tela, em alguns dos meus filmes preferidos como: Meia Noite em Paris, Antes do Pôr Do Sol, Último Tango em Paris e por aí vai…

Nosso quarto dia em Paris cumpriu perfeitamente esse objetivo. Tivemos a luxuosa companhia de dois guias de luxo, Bruno e Carol – nossos amigos e anfitriões do Expresso Paris – com dois moradores (e profundos conhecedores) da cidade a tira colo, tivemos a chance de conhecer a vida parisiense mais de perto.

Como sempre, começamos o roteiro do dia com uma caminhada até a Catedral de Notre-Dame. Entrar nesse lugar foi mais um sonho realizado. Além de ser gigantesca, os quadros, vitrais e esculturas dessa que é uma das principais igrejas em estilo gótico da Europa, são simplesmente de tirar o fôlego.

IMG_0675 IMG_0656 interior da Catedral

Sem falar na energia do lugar (a construção é de 1163), entramos na hora de um dos cânticos da missa. Um impacto daquelas vozes e do som do órgão estão na minha cabeça até hoje.  É de fato, uma visita obrigatória.

No caminho, entre o bairro de Monteparnesse e a Catedral passamos pela esquina em que o personagem de Owen Wilson espera a carruagem que o faz voltar no tempo de uma Paris da década de 1920, no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen.

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Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Já quase em frente a Catedral, outra locação de filmes amados: Shakespeare & Company. A livraria fofa onde o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy, começa. A loja é uma típica livraria antiga parisiense com livros do piso ao teto e gatos ronronando por cima das pilhas. Mais uma parada pra foto!

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Seguimos a pé num passeio pelas ruas do Marais, bairro jovem, com muitos artistas de rua, e uma mistura de comunidades de judeus, argelinos e asiáticos. Passamos por vários cinemas de rua, pela Prefeitura de Paris, e fomos até a famosa Place des Vosges, a mais antiga praça planejada da cidade, também conhecida como Praça Quadrada por sua impressionante simetria. O almoço foi em dos inúmeros mini restaurantes que vendem comida árabe. Um kebab baratinho e estávamos prontos para seguir o roteiro.

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À tarde finalmente pegamos um metrô para ir até uma parte mais afastada do centro turístico. A causa nobre era conhecer o Espaço Django Reinhardt. Um bar antigo, onde o próprio Django – exímio guitarrista e ícone maior do Jazz Manouche (ou Gypsy Jazz) e adorado por músicos ao redor do mundo, inclusive por meu marido, que me apresentou e fez me apaixonar pelo gênero – costumava se apresentar. Vale muito a pena a visita para quem curte boa música. De quebra, logo ao lado tem um famoso mercado de pulgas de Paris, o O Marché aux Puces, especializado em antiguidades. Para chegar lá, pegue a linha 4 do metrô na direção Porte de Clignancourt e desça na estação de mesmo nome (é a última).

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Na volta, ainda tivemos tempo para tomar uma cerveja na praça ao lado da casa onde viveu Ernest Hemingway, célebre escritor americano, que nasceu em 1899 e suicidou-se em 1961, justamente quando revisava a edição de “Paris é uma festa”. Dia longo, produtivo e inesquecível.

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Paris – Dia 3 – Louvre, Pompidou e redondezas

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Por Amanda Sena

Paris é definitivamente a cidade dos museus. Ainda quero (e vou) voltar para conhecer muitos mais. Mas infelizmente, como o nosso tempo era muito breve em cada cidade, escolhemos os imperdíveis de cada uma, para que pudéssemos equilibrar também com outras programações e andar pelas cidades.IMG_0492

Nosso primeiro destino foi o Louvre. Seguindo as dicas certeiras dos nossos anfitriões que sabem tudo de Paris, seguimos direto pro museu de metrô ainda cedinho para chegar na hora de abertura: 9h. Como o Louvre também era um sonho antigo, havia planejado ficar pelo menos uma manhã por lá. Ficamos lá dentro por cerca de cinco horas e não conseguimos ver nem 1/3 do museu.

Descemos na estação Palais Royal e ainda no subsolo, na saída do metrô, localizamos um coffeshop que vendia os ingressos (Você também pode comprar os ingressos online e evitar filas), como não tínhamos um dia fixo para ir no museu, optamos por comprar lá e demos muita sorte. Pagamos €16 por cada ingresso, que nos dava acesso a uma entrada especial, sem filas. Confesso que até hoje não sei o que exatamente aconteceu lá, porque ao que consta o ingresso especial, sem filas, é bem mais caro. Só entramos em menos de 10 minutos no museu. Sensacional.

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Entre as obras mais famosas em exposição no museu estão a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, La Liberté Guidant le Peuple por Eugène Delacroix, A Vênus de Milo, e o Código de d’Hammurabi. Claro que vimos todas as famosas, mas super indico as sessões da Grécia Antiga, Egito e Mesopotâmia. São de tirar o fôlego. Outra parada obrigatória são os Fossos Medievais.

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Saindo do Louvre dê uma boa caminhada pelo Jardin des Tuileries e também pela belíssima Rua de Rivoli.

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De lá, esticamos até o Paris Opera Garnier e o Centre Pompidou. Tudo andando. O Pompidou é mais um dos lugares incríveis de Paris. Um grande edifícil virado do avesso, como todas as suas “vísceras” expostas. Como chegamos já no final do dia, não aguentamos entrar para visitar as exposições. Também já chegamos num horário complicado que seria muito corrido. Então, sugiro que se visitar as exposições for sua prioridade, separe um dia só para isso. Para a gente só de poder sentir o clima do prédio já foi bem legal.

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Jantamos, bebemos e ouvimos boa música na região do Les Halles. O bairro é famoso por ser frequentado por muitos jovens e é cheio de ruelas repletas de restaurantes com mesinhas na rua no entorno do museu.  Fizemos o caminho de volta – a pé – até o Louvre novamente para ver a pirâmide acessa. Ahhh… Paris e suas luzes.

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Paris – Dia 2 – O Jardim, a Torre e o Arco

Paris

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Por Amanda Sena

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O dia começou com caminhada. Já tínhamos decidido que o nosso destino principal seria a Torre Eiffel, e a nossa decisão foi por ir à pé e ver todas as maravilhas que o caminho nos reservava. Aí está a vantagem de caminhar: caso pegássemos o metrô ou um táxi, perderíamos todas essas nuances da cidade. Fomos a pé!

Traçamos o trajeto, botamos o guia na bolsa e ‘sebo nas canelas’.  Cada ruazinha que se passa em Paris é um deslumbre, a cidade tem uma arquitetura muito peculiar. Nada de prédios altos, tudo é muito harmônico, com tons pasteis. Parece, de fato, um quadro. O outono (viajamos em outubro) deixou tudo ainda mais plástico, um verdadeiro cenário de filme “art noveau”.

Eurotrip 057 Eurotrip 040

Nossa primeira parada foi o Jardim de Luxembrugo, que fica em frente ao Palácio de Luxemburgo, construído no século XVIII. Lugar maravilhoso que merece uma parada e muitas fotos. Não deixe de visitar a Fontaine Médicis, que fica dentro do jardim. Praticamente uma pintura de Monet.

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Continuamos nosso trajeto de caminhada passamos pelo Museu Nacional de Moyen e também pela bela igreja de St Michael. Seguimos  margeando o Rio Sena, até chegar a vedete do dia.

Claro que no trajeto paramos pelo menos uma 50 vezes. Cada ponte e cada prédio histórico valia um clique. A parada mais longa – e nessa nos rendemos à tentação de turistar – foi na Pont des arts, a famosa ponte dos cadeados (a mais tradicional), na qual colocamos um cadeadinho e jogamos as chaves no rio, como manda a tradição. Recentemente, todos os cadeados foram removidos da ponte, porque o peso estava danificando a estrutura. O que é completamente compreensível. Na verdade, a gente só caiu na tentação, porque somos românticos incorrigíveis.

Mais adiante, admito que bateu aquela emoção quando avistei de longe a primeira pontinha da Torre Eiffel. É realmente uma construção intrigante e imponente. Embaixo dela, todo aquele burburinho dos grandes pontos turísticos.  Mas, de fato, a visita é obrigatória.

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Optamos por não subir na torre, porque tentamos comprar os ingressos com antecedência (de mais de um mês) pela internet, mas estavam esgotados. Na hora, as filas estavam simplesmente impraticáveis e perderíamos muito tempo. A decisão foi subir no Arco do Triunfo, ao invés de subir na Torre. Decisão essa, que depois, conclui que foi a melhor que tomamos, uma vez que achei a vista o Arco muito mais interessante. Explicarei adiante. Antes de partir, no entanto, fizemos um lanche perto da torre. Um cachorro quente de rua, no melhor estilo “tou economizando ao extremo”. Se quiser algo mais sofisticado, ao redor da Torre tem vários cafés e restaurantes, com mesinhas nas ruas. Um charme tipicamente parisiense.

Atravessamos a ponte para o lado oposto do Rio onde estão os Jardins do Trocadéro, que na verdade é de onde tiramos as fotos mais legais da Torre, mais até do que do lado do Parque Champ de Mars, que achei a grama bem judiada, até por isso acho que algumas partes estavam isoladas.

Do Trocadéro seguimos caminhando até o Arco do Triunfo. Aqui uma dica é valiosa: nunca, jamais, em hipótese alguma, tente chegar até o arco atravessando a avenida. Conheço pessoas que tentaram e pode ser bastante perigoso. Atravesse pela passagem subterrânea. Existem várias indicações no local.

A escolha de subir no Arco e não na Torre também foi bastante assertiva. Afinal de contas, do alto do Arco temos uma das mais belas vistas de Paris com aquele que é o maior símbolo da cidade: a Torre. Além disso, também dá pra ver a Sacré Coeur, linda, no alto da colina do Montmartre. Achei Perfeito!

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Atenção apenas a um detalhe, a subida ao mirante pode ser bastante cansativa, são 284 degraus em uma escada espiral, e estreita, totalizando 50 metros de altura. Lembre que além de subir, você precisa descer pela mesma escada. É meio tenso (pelo menos pra mim que tenho medo de escada), mas achei que vale muito a pena, é mais barato (EUR 9) e tem menos fila. Indico. Ainda no arco, não deixe de visitar o túmulo do soldado sem nome e observar os personagens esculpidos na fachada.

Depois de toda essa maratona, ainda tivemos fôlego para fazer o mesmo caminho de volta até a Torre e vê-la iluminada a noite. Vale muito a pena. Dica: tente chegar (ou ficar) para as horas redondas (19h, 20h, 21h), que é quando as luzes piscam durante cinco minutos. Coisa linda de se ver.

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Paris – Roteiro de 5 dias – Dia 1

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Por Amanda Sena

Hoje vamos começar uma série de posts com um roteiro de 16 dias pela Europa. Nessa viagem, nós passamos por Paris, Bruges, Bruxelas, Amsterdam, Berlim e Frankfurt.

Vale esclarecer o seguinte: nossa viagem foi no esquema “low budget”, o que não tirou, em absolutamente nada, o brilho, a diversão e o encantamento que a Europa é capaz de proporcionar. Viu? Dá para ir à Europa gastando pouco, sim! =D

Outra coisa a ressaltar: nesses roteiros, é essencial estar disposto a andar muito. Muito, mesmo. Foi assim que nós fizemos e o roteiro sugerido está baseado nessa premissa. Claro, dá para usar outros meios de transporte. É só adaptar e ser feliz!

Serão um post para cada dia do roteiro e um post geral para a Bélgica.

EUROTRIP –  PARIS 

A Europa sempre foi um sonho antigo, e não somente pela fama e glamour que um lugar como Paris possa ter, mas principalmente por tudo que o velho continente representava para mim: cultura. Só de pensar na efervescência da música, museus, artistas de rua, arquitetura,história… os cenários de tantos filmes queridos… Tudo era muito emocionante e a primeira parada dessa jornada não poderia ser outro lugar que não Paris – a boa e velha (e ainda muito charmosa) cidade luz.

Fizemos um roteiro de quatro dias e meio, que apesar de meio corrido nos permitiu conhecer bastante a cidade. Claro que ainda pretendemos voltar, mas hoje já posso dizer que conheço um pouco do melhor de Paris.

Dia 1 de 5 – A chegada

Nosso vôo atrasou 2h para sair de São Paulo o que acabou atrasando todo nosso planejamento, uma vez que chegaríamos em Paris no começo da tarde e pretendíamos já ir bater perna de imediato. Só que com o atraso da saída, somado a demora para pegar nossas bagagens na esteira, acabamos chegando ao nosso local de hospedagem somente no final da tarde.

A imigração no aeroporto Charles de Gaulle foi muuuuuito tranqüila. Já haviam me falado que a França é um país tranqüilo para entrar na Europa, mas não nos perguntaram absolutamente nada. Carimbinhos no passaporte praticamente imediato. Uma beleza.

A saída do aeroporto também foi sossegada. Mesmo se você chegar em Paris pelo aeroporto CDG, que fica a 30 Km de Paris, não existe necessidade de gastar dinheiro com táxi (viagem low-budget, lembra?!), o sistema de metrô e trens metropolitanos de Paris é um dos melhores da Europa.Com uma malha super extensa, você pode pegar o RER Linha B para Paris, que corta praticamente toda cidade, e a partir dela fazer as trocas para a linha de metrô que fique mais próxima ao bairro onde estiver hospedado. Não lembro o valor exato do trem, mas as duas passagens deram menos de 20 euros. No nosso caso, o trem nos deixou em menos de 40 minutos na estação Denfert Rochereau, ao lado de onde ficamos hospedados na casa dos amigos Bruno e Carol, do Expresso Paris.

Eurotrip 002

Como já chegamos tarde e muito cansados, só saímos para jantar na Rue Daguerre, que é uma rua super fofa, repleta de restaurantes, padarias, frutarias e afins. Mesmo nessa saidinha básica, ali pra esquina de casa que estávamos hospedados, já deu para notar que Paris nos arrebataria fácil, fácil.

Eurotrip 006

Esse post é mais uma apresentação da série da Eurotrip e para compartilhar Paris, por que qualquer coisa dessa cidade merece ser compartilhado (#muitapaixao). Nossos posts vão ao ar toda segunda. Siga a gente nas redes sociais e não perca nenhum momento dessa viagem!


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