Queens Cozinha Extravagante, um hambúrguer no Arraial

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O Recife está transformando sua maneira de apreciar boa comida. Nós estamos, cada vez mais, desejantes por espaços abertos e despojados, sem muito fricote. Não à toa, muitos restaurantes e cafés têm investido em áreas externas, com jardins bem cuidados e super agradáveis.

Nesse caminho, de espaços agradáveis e abertos despidos de exageros desnecessários, vieram os Food Trucks e estacionaram com força total em nossa cidade (que trocadilho péssimo! Mas, tá valendo…). E nós estamos aprendendo a apreciá-los, uma vez que eles são os representantes máximos dessa ambiência “fora de casa”. Claro que muitos Food Trucks chegaram e logo se acomodaram ao antigo estilo recifense “muros adentro” (como “praça de alimentação” no estacionamento de shopping, mas que não vou comentar agora…), mas tantos outros são fiéis ao estilo “tou na rua”.

Tudo isso para dizer o seguinte: nós fomos conhecer o nosso primeiro Food Truck essa semana. O Queens Cozinha Extravagante é desses caminhões que prezam pela qualidade do espaço “fora de casa”. Parado no estacionamento da Galeria Casa Grande, as mesinhas se espalham no chão de cobograma, iluminadas pela mais autêntica e charmosa gambiarra de lâmpadas, que, para mim, trazem um clima festivo. Para delimitar um pouco o espaço, uns pallets fazendo as vezes de paredinhas baixas, mas nada que impeça a sensação de integração ao espaço público.

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 As opções do cardápio são muito interessantes e a pouca quantidade de itens me indicava que as comidas tinham grandes chances de serem deliciosas. Nossa primeira escolha foi o tal de Gulabi Gang (bolinhos de grão de bico condimentados com adição de quinoa e amaranto, condimentados e fritos, acompanhados dos molhos “Tahini cream”, “Chutney de Manga” e “Asian fusion” – R$12,90). O prato chegou muito rápido na nossa mesa e eu só posso dizer isso: delicioso! Na verdade, eu posso dizer mais. Os bolinhos estavam sequinhos, crocantes, muito bem temperados e os molhos eram muito bons, com destaque para o Tahini cream. Tenho quase certeza de que esse é o molho preferido dos clientes. Foi o nosso. O chutney estava excelente, também, e o Asian fusion era mais discreto no sabor. Aliás, eles não deixam isso explícito no cardápio, mas esse é um ótimo prato vegetariano, para quem for acompanhar aquele amigo doido pelas carnes!

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Pedimos também o Falafel Gulabi (pão pita recheado com falafel, pasta aveludada de amendoim, tahini cream, maçã & pepinos laminados e mix de folhas – R$ 14,90). Eis um sanduíche bem montado. Não só na apresentação, mas na forma de construir o sabor. Primeiro, você sente o falafel e a pasta de amendoim com o tahini cream. À medida em que você vai comendo, alcança o molhinho de pepinos e maçã. Aqui será um ponto de polêmica. Alguns torcerão a cara para o pepino. Eu digo: experimente. Me surpreendeu. No dia que fomos, o pão pita tinha acabado e o nosso sanduíche foi servido no pão de azeite. Eu colocaria essa opção no cardápio, pois ficou muito gostoso.

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Depois, foi a vez dos hambúrgueres. Eu sou fã do prato, tenho um gosto muitíssimo amplo para o sanduíche e tinha altas expectativas com o Queens. Primeiro, uma apresentação bem legal, com o papel de seda timbrado e um palitão segurando o sanduíche. Como íamos dividir, o garçom solicitou que viessem partidos ao meio. Eu pedi o Grace Fucking Jones – nome excelente!  – (Pão australiano encrostado com parmesão e gergelim preto, hambúrguer blend da casa, camarões graúdos salteados, Maionese da Queens, queijo gouda, molho barbecue e mix de folhas – R$ 21,50). Dani pediu o Blue Velvet (Pão australiano encrostado com amêndoas laminadas e parmesão, hambúrguer blend da casa 160g recheadíssimo com blue cheese, mais blue cheese, geleia de frutas vermelhas, lâminas de amêndoas, cebola tostada e mix de folhas – R$ 23,90).  O Blue Velvet era bom, muito embora eu esperasse uma verdadeira explosão de blue cheese, com gorgonzola escorrendo pelas minhas mãos, mas não foi o que ocorreu. Honesto. Mas o Fucking Jones… O Fucking Jones era Fucking good!

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O Blue Velvet

O Grace Fucking Jones tem uma ótima combinação de sabores, um hambúrguer extramente macio – os dois tinham, na verdade – um pão macio from the heavens (não descobri se era da própria casa), camarões bem preparados, maionese delícia e nem sombra de necessidade de uma gota sequer de ketchup ou coisa que valha (indispensável em alguns hambúrgueres por aí…).

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A lindeza do Arraial

Não vou mentir: senti falta de batatas fritas no menu. Sim, por que eu sou desses. Mas, meu amado leitor, se você quer ter uma boa experiência de hambúrguer bem feito, num ambiente urbano por excelência, com uma seleção musical de primeiríssima, então rume sua saída em direção ao Queens Cozinha Extravagante. 


Queens Cozinha Extravagante

Estrada do Arraial, 2541, Estacionamento da Galeria Casa Grande

Aberto das 18h às 23h

Paguei com Cartão de Crédito (VISA)


 

Villa Foria – pizza de alta qualidade

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Nos últimos anos, a pizza tem se tornado uma queridinha do povo recifense. Em todo canto, a toda hora, aparece uma pizzaria com a promessa de “pizza de verdade”, pizza gourmet e toda sorte de apelido para as redondas. Pois muito bem. O Serviço de Bordo foi convidado a conhecer uma dessas pizzarias recifenses e o Bordoso aqui foi lá conferir o que a Villa Foria (fala-se fória) tinha a oferecer.

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Fonte: Divulgação

Logo no primeiro contato, dá para perceber o ambiente bem cuidado, instalado num casarão do início do Século XX, com ambientes internos com ar condicionado e externos com a graça do ar da rua e da delícia do bairro das Graças. Ficamos numa mesinha externa e a graça do ar da rua foi um tanto molhada, por que chovia e uma parte das mesas é coberto com ombrelones, que certamente são lindos e ultra agradáveis em dias secos. Em dias molhados, funcionou pela metade. Mudamos de mesa e tudo ficou uma maravilha. Uma mesa ainda do lado de fora, mas na varanda da casa. Muito bom.

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Fonte: Divulgação


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De entrada, nós pedimos umas Trouxinhas Recheadas (R$25,90) de massa caseira frita e recheadas com 6 opções. Nossas escolhas foram o queijo provolone, a carne de sol com queijo de coalho e o camarão com Catupiry. Uma delícia de massa sequinha, com recheio bem feito e muito bem acompanhada de um mel de engenho esperto! Eu teria comido dois pratos daquilo, mas tinha mais por vir…

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Continuando, nós pedimos duas pizzas grandes, que são as vedetes da casa. A primeira, como sempre acontece em nossas visitas a pizzarias, foi a de Margherita (nosso pizzômetro) com metade de Peperoni ao pesto (R$52,90). Aqui, o restaurante mostra ao que veio e se diferencia de todas as outras pizzarias recifenses que eu já visitei. A massa é extrafina e crocantíssima. A Margherita veio com tomates cerejas, o que trouxe um adocicado e colocou a pizza no meu “Top 5 Margheritas do Mundo”. A de peperoni estava boa, mas achei o pesto estranho, mesmo adorando o molho. Acho que o pesto foi assado e isso deu um amargor a ele.

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A segunda pizza (#monsterfeelings) foi mais inventiva. Mezzo Salaminho com Queijo do Reino, mezzo Lombo Canadense com Abacaxi e Bacon (R$55,90) – um minuto de silêncio de reverência para essa pizza. Deliciosas, a de lombo canadense tem meu coração. Você pode pensar que se trata de uma combinação estranha, mas o resultado é uma pizza de sabor refrescante e inusitado. Eu já havia provado algo semelhante na Colômbia, com o que eles chamas de Hawaiana. Muito bom!

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Para finalizar (#demoniodatasmaniafeelings), pedimos uma brotinho de Nutella – praise the Lord – com morango. Uma surpresa: todas as pizzas doces da casa recebem uma pequena camada de Catupiry para quebrar o doce exagerado e funciona. Mas aí tem um problema. Eu ADORO pizza extremamente doce, com uma camada gorda de chocolate ao leite. Aí eu gostei, mas não ficou no rol das minhas favoritas. Mas é muito saborosa. Não deixe de pedir.

villa foria

Um detalhe: No Villa Foria, a tendência é comer as pizzas com as mãos, mas com luvas de plástico. Confesso que comi com a luvinha, mas um tubinho de álcool em gel na mesa e eu teria metido minhas próprias mãos naquela maravilha! E ainda teria economizado as cerca de 5 luvinhas que gastei. O meio ambiente agradece! \o/

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O Villa Foria tem mesmo uma pizza especial, com uma massa que ainda não vi igual no Recife, num ambiente bem agradável e com um atendimento nota 10. Não vejo a hora de voltar lá!


Villa Foria Pizzeria & Ristorante

Local: Rua das Graças, nº 239, Graças, Recife – PE.
Horário: das 18h às 0h, de segunda a sábado, e das 17h30 às 0h, aos domingos.
Formas de pagamento: dinheiro e cartões Visa, Mastercad, Hipercard, American Express e Diners Club.
Informações: (81) 3204.7154

www.villaforia.com.br | f:/villaforiapizza | i: @villaforia


E você, já foi no Villa Foria? Provou o que, lá? Divida sua opinião com a gente aí nos comentários! =D

 

 

 

Fenearte 2015 – Achados da 16ª edição

Se você está em Recife essa semana já deu de cara com um dos muitos leões de barro do Mestre Nuca espalhados pela cidade e já sabe que estamos em tempos de Fenearte. Essa é a 16ª edição da maior feira de artesanato da América Latina e esse ano homenageia o Mestre Nuca de Tracunhaém e o poeta Louro do Pajeú . A feira traz esse ano mais de 5 mil expositores em 800 espaços com artesanato de cidades de Pernambuco, todos os estados do Brasil e 51 países (é muito box, minha gente!)

A gente deu um pulinho na feira e fiz Rodrigo me acompanhar por todas as ruazinhas (adoro!). Fizemos uma cobertura de alguns achados no Snapchat e agora vim compartilhar alguns itens que chamaram nossa atenção e outros que trouxemos para casa. Vem comigo.

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Flores de cerâmica do Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais

Casinhas de Minas

Casinhas fofinhas no estande de Minas gerais

bandejas de Minas

Bandejas e Galinhas mineiras

Temos uma quedinha pelo artesanato mineiro sim ou com certeza? Se você também é do nosso time se liga que Minas está representada em muitos estandes ao longo da feira. A feira conta com o sempre presente estande lotado de peças de cerâmica do Vale do Jequitinhonha e outros com muitas peças  decorativas e móveis de madeira. Ainda não sei porque não trouxe meu banquinho de madeira! Para quem ama o artesanato em madeira e ferro de lá, ou sempre quis uma galinha de angola ou um divino mineiro para chamar de seu, essa é a chance de conseguir um achado.

 Petrolina

Banquinhos talhados em madeira, de Petrolina

 

Paraíba

Arte sacra no estande da Paraíba. Os santinhos custam R$ 35,00

 

Pendentes Leny

Pêndulos de Leny’s, de Tracunhaém. R$ 30,00 cada

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 O que dizer dessas máscaras meio O grito? Também no estande de Leny’s. R$ 50,00 cada

 

 

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pinhas

As criações de Ana rios e Regina do estande 352 ganharam nossos corações. Passadeira de mesa em formato de folha de bananeira e jogo americano em formato de folhagens, abacaxi, caju! Genial! Os vasos e pratos de cerâmica também estão lindos e com ótimo preço.

 

Flor de Madeira

Flores de madeira de Holambra. R$ 2,00 a unidade

 

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Matrioskas fofinhas

 

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Os pendentes turcos que a gente sempre namora. Os preços variam entre R$ 800,00 a R$ 1.400,00

 

Os achados que trouxemos para casa:

Processed with VSCOcamPorta coisinhas de Freedom Cavalcanti, do estande de Olinda (R$ 10,00 cada). Genial essa reutilização de latas de sardinhas! Podem ser porta sachês ou nichos encaixáveis para porta bijous. Amei.

 

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Fonte de cerâmica do estande de Paulo Sérgio, mais um artesão olindense (R$ 60,00 ). Rodrigo quer ciar um cantinho zen. Mas tenho sérias suspeitas que Jadinha fará de bebedouro.

 

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Vasinhos cabeças do estande Cerâmica do Cabo. (R$ 15,00 e R$ 20,00). Acho que esse é um dos estandes mais legais de toda a feira, as criações são lindíssimas e ainda conta com um artesão fazendo as  peças no meio da muvuca. Se você curtiu as nossas cabecinhas, lá tem de todos os tamanhos e formatos de penteados. Os vasos pendentes e pratos decorativos da Cerâmica do Cabo também estão de babar. Não deixe de conferir, vai por mim!

 

A Fenearte segue até domingo 12 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Segunda a sexta, das 14h às 22h. De sábado a domingo das 10h às 22h. Ingressos de segunda à sexta, R$ 10 (inteira) e R$5 (meia); sábado e domingo R$12 (inteira) e R$6 (meia).  

Se você estiver com uma visita programada, recomendo fortemente que opte pelo translado gratuito que sai do shopping Tacaruna a cada 15 minutos.  Deixe seu carro no shopping e vá ser feliz sem se preocupar em conseguir uma vaga.

Pizza da Hora – almoçando no Recife

pizza da hora

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pizza da hora

 

O bairro do Espinheiro, no Recife, é conhecido por seu ar boêmio. Repleto de bares, restaurantes e lojinhas, o bairro vem se transformando num ponto de encontro da Zona Norte da capital pernambucana. Nesse mundo de comidinhas, encontramos o DaHora Restaurante e Pizzaria.

Numa casinha estreita da Rua da Hora (sentiu a ligação com o nome do lugar?), está instalado o restaurante com um projeto moderninho e, a certo ponto, discreto. Não o achei muito aconchegante, apesar da iluminação amarelada, mas é agradável.

 

pizza da hora
Ambiente simples e funcional, mas não muito aconchegante

Dentre as muitas opções de pratos do cardápio, nós resolvemos experimentar a pizza, claro! Como é tradição ao testarmos uma nova pizzaria, o primeiro sabor escolhido foi o de Margheritta. Resolvemos experimentar, também, a Portuguesa, por que eu sou muito básico em sabor de pizza. Aí que veio a oferta do garçom: a borda recheada, que eles chamam Borda Rolete. Nós pedimos a borda de calabresa com catupiry.

pizza da hora

Quase 40 minutos depois, o garçom veio desfilando com nossa pizza pelo salão, espalhando o cheiro inconfundível e aquelas cores muito bem combinadas de uma pizza margheritta. Quando a pizza chegou, valeu a pena a espera! Massa fina, queijo delícia, pizza muito bem feita. Manjericão fresco e colocado no momento certo, librando o aroma adocicado, que a gente completou com azeite. Mangiare!

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A borda também estava gostosa, mas acho que erramos no pedido. Talvez a de charque (carne seca) com catupiry ou, somente, a de Cream Cheese. Talvez a gente devesse ter pedido a borda normal, mesmo, sem invenção.

O atendimento foi muito atencioso, mas demorado. Acreditemos que era uma coisa do dia. No resumo da ópera, o saldo é bem positivo e eu quero voltar mais vezes!

No final, nossa conta deu menos de R$50 reais para a pizza com borda inventiva e uma água tipo H2OH.


 

 DaHora Restaurante e Pizzaria

Rua da Hora, Recife
Seg – Qui: 11:00 – 23:00
Sex – Dom: 11:00 – 00:00

Na página do restaurante, eles informam que as pizzas são servidas apenas à noite, mas nós a comemos às 16h, num domingo.


 

 

 

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Tokyo’s Café – Pastel delícia no Recife

 

O Jardim externo do Tokyo's Café
O Jardim externo do Tokyo’s Café

Caminhar pelo bairro das Graças, no Recife, é uma delícia e sempre traz boas surpresas e agradáveis descobertas. O bairro é arborizado, com um clima caseiro, apesar dos altos prédios e, mesmo com as calçadas precárias, ele convida a um passeio a pé.

Parque da Jaqueira, um dos mais movimentados da cidade do Recife. No coração do bairro das Graças.
Parque da Jaqueira, um dos mais movimentados da cidade. No coração do bairro das Graças.
Parklet instalado no bairro. Um convite ao passeio a pé.
Parklet instalado no bairro. Um convite ao passeio a pé.

Nessas caminhadas por lá, encontramos o Tokyo’s Café. Na verdade, já tínhamos muito ouvido falar sobre ele, mas nunca tínhamos tido tempo de visitá-lo. Dia desses, no entanto, acabamos passando por lá e experimentado o famosíssimo pastel (eu sou apaixonado por pastel, minha gente). Famoso por que esse pastel já era servido lá na década de 70, no Tokyo Pastel original, que ficava no centro da cidade. Dizem que era o sucesso entre os estudantes!

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Á área externa do Tokyo’s Café, no Recife.

O ambiente da Tokyo’s Café é super agradável, com um área externa com algumas mesinhas e um banco de cimento muito legal, com frases e desenhos, além de um pergolado repleto de orquídeas em vasos pendurados (Dani achou tendência!). Uma musiquinha suave vai embalando a tarde calma de domingo e nos colocando no clima de começar os trabalhos.

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A gente pediu dois pastéis, o de carne e o de frango com catupiry (o tradicional e o inventivo) e uma coxinha de frango como entrada.

O ambiente descontraído e simples, quase de quintal de casa, emoldura o pastel, que tinha a massa mais sequinha que eu já vi em pastéis! E olhe que eu já comi pastel nessa vida (muitos deles ainda me acompanham…¬¬). Tão sequinha que o papel da embalagem mal estava molhado, o que é uma situação típica em pastéis.

pasteis
O melhor pastel do Recife!

Em contrapartida, o recheio era maravilhoso. Suculento e bem temperado, eu preferi o de carne, por sua simplicidade de sabor e honestidade, mas o de frango com catupiry também era extremamente bem feito!

pastel de carne

A coxinha era DELICIOSA, com uma massa nunca antes vista na história desse país. Parecia que se derretia na boca e, se não me falha o paladar de cozinheiro, havia algo de queijo naquela benção.

Foi o que a gente conseguiu salvar para sair na foto! MUITO GOSTOSA!
Foi o que a gente conseguiu salvar para sair na foto! MUITO GOSTOSA!

Para finalização do lanchinho de gordo de domingo, pedimos uma cheesecake de framboesa. Devo confessar que eu achei normal. Não sei se pelo fato de que eu não sou muito chegado a cheesecakes ou pelo fato de que ela era bem executada, mas simples. Não se compara à surpresa do bom pastel, entende?

cheesecake

Então, no resumo, três pastéis, dois refrigerantes, uma coxinha e uma cheesecake deu uma conta de R$ 46 reais, com 10% incluídos (devidamente pagos em espécie à garçonete. O serviço é opcional, mas não pode ser passado no débito).

Na próxima vez que estiver no Recife, não deixe de dar um passeio pelo bairro das Graças e de aproveitar uma paradinha no Tokyo’s!

Serviço

 

O Tokyo’s Café abre de terça a domingo, das 15h às 22h. Fica na Rua Dr. Malaquias, 74A.

 

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Catimbau – Trilha no Sertão de Pernambuco

Ao se chegar ao município de Buíque, não dá para ter ideia da dimensão do que se vai visitar em poucos minutos. Buíque é como qualquer cidade do interior brasileiro: pequenas ruas, calçadas estreitas, uma calmaria reconfortante observada pelas casinhas modestas de fachada “porta e janela”. O ambiente é quente e seco, deixando na pele uma sensação árida e áspera, mas limpa, sem suor. O Sol é forte e decidido, como convém ao Sertão. Nada, portanto, anuncia a grandeza das paisagens exuberantes do Parque Nacional do Vale do Catimbau.

Há duas versões – creio que não oficiais – para o nome Catimbau. A primeira diz que o nome deriva da expressão “morro que perdeu a ponta”, referência às formações rochosas rombudas da região. A segunda versão conta que o nome deriva do termo “catimbó”, que era uma prática religiosa indígena-católica típica da região.

O Parque é uma reserva ecológica e geológica localizada no Sertão de Pernambuco e que abrange os municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim. A entrada por Buíque é um caminho de terra ao qual apenas se chega de carro, ônibus ou pau de arara. Estacionando no meio do completo nada, o guia nos leva serra acima por um percurso de areia branca finíssima como de praia. A vegetação, nesse momento, começa a exibir seu espetáculo de palmeiras, suculentas, cactáceas e toda sorte de planta típica da Caatinga do Sertão do Nordeste brasileiro.

catimbau

A caminhada não é intensa, nem a subida íngreme demais que desmotive qualquer pessoa. Claro, pessoas com redução de mobilidade devem evitar esse passeio. Há momentos em que se caminha por uma área larga de formações rochosas que mais parecem um casco de tartaruga. Em outros momentos, o caminho é estreito e só admite a contemplação de uma pessoa por vez.

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A cada dez passos que se dá, um descortinamento de paisagem novo se abre diante de nossos olhos, nos embasbacando com tamanha beleza da Natureza.

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Há diversas trilhas oferecidas pelos guias e cada uma vai lhe apresentar coisas magníficas, desde pinturas rupestres até grandes cânions e formações rochosas impressionantes.

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O meu passeio favorito é aquele que nos leva pelas “Três torres” e inclui uma passagem por escavações naturais nas rochas e que expuseram uma profusão de amarelos, vermelhos e laranjas causados pela alta concentração de ferro – assim nos disse o guia. As formações são imensas e impressionantes. Você não vai se esquecer daquelas cores jamais!

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Programe seu passeio de modo que, ao final, seja possível contemplar o por do Sol do alto de algum morro. Com a baixa umidade do ar, o espetáculo será estonteante, cheio de laranjas, amarelos e vermelhos, que reforçam as cores naturais do lugar. Informe-se com o guia sobre o tempo de cada trilha. Normalmente, para os mais dispostos, dá para fazer duas trilhas no mesmo dia.

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Claro, não é demais lembrar que, ao longo do percurso, não há pontos de venda de bebidas, nem tampouco de comidas. Assim, é altamente recomendável levar seus próprios mantimentos. Assim como deve-se trajar roupas leves e claras, tênis, aplicar – e reaplicar! – protetor solar e um eventual chapéu. Lembre-se, também, de usar roupas resistentes. A vegetação de Caatinga pode ser bela, mas é igualmente bruta, com muitos espinhos e galhos secos. Um pouco de proteção, portanto, para evitar maiores contratempos.

Serviço

Quando ir?

O melhor período para visitar o Parque, na minha opinião, é entre os meses de Novembro e Março. Nessa época, dá para ter os melhores pores de sol que você irá ver na vida!

Como chegar?

Para chegar ao Parque, dirija-se ao Município de Buíque, a cerca de 280 km da capital Recife, através da BR 232 – Rodovia Luiz Gonzaga. Ao chegar no município de Arcoverde, acesse a PE-270 e siga até Buíque. Atenção nessa estrada, que, apesar de estar renovada, é faixa única e com muitas curvas.

Como visitar?

O Parque conta com uma Associação dos Guias do Vale do Catimbau, que funciona numa modesta casa no centro de Buíque. Lá você vai encontrar profissionais qualificados e que conhecem o Parque como a palma da mão.

Não vá se meter a explorar o parque desacompanhado! A probabilidade de não acabar bem é alta!

Os guias oferecem cerca de 12 trilhas distintas com duração entre 1 hora e 30 minutos e 3 horas.

Onde ficar?

As hospedagens estão localizadas no município de Buíque e são suficientes para passar a noite e encarar outro dia de trilhas.

Pousada Nossa Senhora das Graças [não visitamos]
Rua São João, 91, Centro.
fone: (87) 3855-1128

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