Queens Cozinha Extravagante, um hambúrguer no Arraial

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O Recife está transformando sua maneira de apreciar boa comida. Nós estamos, cada vez mais, desejantes por espaços abertos e despojados, sem muito fricote. Não à toa, muitos restaurantes e cafés têm investido em áreas externas, com jardins bem cuidados e super agradáveis.

Nesse caminho, de espaços agradáveis e abertos despidos de exageros desnecessários, vieram os Food Trucks e estacionaram com força total em nossa cidade (que trocadilho péssimo! Mas, tá valendo…). E nós estamos aprendendo a apreciá-los, uma vez que eles são os representantes máximos dessa ambiência “fora de casa”. Claro que muitos Food Trucks chegaram e logo se acomodaram ao antigo estilo recifense “muros adentro” (como “praça de alimentação” no estacionamento de shopping, mas que não vou comentar agora…), mas tantos outros são fiéis ao estilo “tou na rua”.

Tudo isso para dizer o seguinte: nós fomos conhecer o nosso primeiro Food Truck essa semana. O Queens Cozinha Extravagante é desses caminhões que prezam pela qualidade do espaço “fora de casa”. Parado no estacionamento da Galeria Casa Grande, as mesinhas se espalham no chão de cobograma, iluminadas pela mais autêntica e charmosa gambiarra de lâmpadas, que, para mim, trazem um clima festivo. Para delimitar um pouco o espaço, uns pallets fazendo as vezes de paredinhas baixas, mas nada que impeça a sensação de integração ao espaço público.

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 As opções do cardápio são muito interessantes e a pouca quantidade de itens me indicava que as comidas tinham grandes chances de serem deliciosas. Nossa primeira escolha foi o tal de Gulabi Gang (bolinhos de grão de bico condimentados com adição de quinoa e amaranto, condimentados e fritos, acompanhados dos molhos “Tahini cream”, “Chutney de Manga” e “Asian fusion” – R$12,90). O prato chegou muito rápido na nossa mesa e eu só posso dizer isso: delicioso! Na verdade, eu posso dizer mais. Os bolinhos estavam sequinhos, crocantes, muito bem temperados e os molhos eram muito bons, com destaque para o Tahini cream. Tenho quase certeza de que esse é o molho preferido dos clientes. Foi o nosso. O chutney estava excelente, também, e o Asian fusion era mais discreto no sabor. Aliás, eles não deixam isso explícito no cardápio, mas esse é um ótimo prato vegetariano, para quem for acompanhar aquele amigo doido pelas carnes!

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Pedimos também o Falafel Gulabi (pão pita recheado com falafel, pasta aveludada de amendoim, tahini cream, maçã & pepinos laminados e mix de folhas – R$ 14,90). Eis um sanduíche bem montado. Não só na apresentação, mas na forma de construir o sabor. Primeiro, você sente o falafel e a pasta de amendoim com o tahini cream. À medida em que você vai comendo, alcança o molhinho de pepinos e maçã. Aqui será um ponto de polêmica. Alguns torcerão a cara para o pepino. Eu digo: experimente. Me surpreendeu. No dia que fomos, o pão pita tinha acabado e o nosso sanduíche foi servido no pão de azeite. Eu colocaria essa opção no cardápio, pois ficou muito gostoso.

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Depois, foi a vez dos hambúrgueres. Eu sou fã do prato, tenho um gosto muitíssimo amplo para o sanduíche e tinha altas expectativas com o Queens. Primeiro, uma apresentação bem legal, com o papel de seda timbrado e um palitão segurando o sanduíche. Como íamos dividir, o garçom solicitou que viessem partidos ao meio. Eu pedi o Grace Fucking Jones – nome excelente!  – (Pão australiano encrostado com parmesão e gergelim preto, hambúrguer blend da casa, camarões graúdos salteados, Maionese da Queens, queijo gouda, molho barbecue e mix de folhas – R$ 21,50). Dani pediu o Blue Velvet (Pão australiano encrostado com amêndoas laminadas e parmesão, hambúrguer blend da casa 160g recheadíssimo com blue cheese, mais blue cheese, geleia de frutas vermelhas, lâminas de amêndoas, cebola tostada e mix de folhas – R$ 23,90).  O Blue Velvet era bom, muito embora eu esperasse uma verdadeira explosão de blue cheese, com gorgonzola escorrendo pelas minhas mãos, mas não foi o que ocorreu. Honesto. Mas o Fucking Jones… O Fucking Jones era Fucking good!

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O Blue Velvet

O Grace Fucking Jones tem uma ótima combinação de sabores, um hambúrguer extramente macio – os dois tinham, na verdade – um pão macio from the heavens (não descobri se era da própria casa), camarões bem preparados, maionese delícia e nem sombra de necessidade de uma gota sequer de ketchup ou coisa que valha (indispensável em alguns hambúrgueres por aí…).

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A lindeza do Arraial

Não vou mentir: senti falta de batatas fritas no menu. Sim, por que eu sou desses. Mas, meu amado leitor, se você quer ter uma boa experiência de hambúrguer bem feito, num ambiente urbano por excelência, com uma seleção musical de primeiríssima, então rume sua saída em direção ao Queens Cozinha Extravagante. 


Queens Cozinha Extravagante

Estrada do Arraial, 2541, Estacionamento da Galeria Casa Grande

Aberto das 18h às 23h

Paguei com Cartão de Crédito (VISA)


 

Sequência de fondue em Gramado – St. Haubert.s

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Quando se fala em Gramado, várias imagens vêm às nossas cabeças, mas uma das mais famosas é essa: uma mesa num restaurante agradável, iluminação discreta e reconfortante e panelas e panelas de fondues de queijo e chocolate circulando nas mãos dos garçons.

A sequência de Fondues é uma instituição quase obrigatória em Gramado (beirando a opressão, eu diria) e está se tornando uma oferta de quase todos os restaurantes da cidade, inclusive um PUB Irlandês (!!!). Nós, fãs confessos de queijos, fomos experimentar uma dessas sequências num dos restaurantes mais tradicionais de Gramado: O St. Haubert.S (Av. das Hortênsias, 1235).

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A chegada foi super tranquila. Como é de costume, fomos abordados na calçada do restaurante e nos avisaram que o restaurante forneceria o transfer para o hotel gratuitamente, além de um desconto no valor do rodízio (sempre peça o desconto, mesmo que não ofereçam). Como já era a nossa escolha e estávamos sem carro, veio bem a calhar. Nos colocaram em nossa mesa, dissemos que queríamos a sequência de fondue e, rapidamente, trouxeram o couvert (algumas azeitonas, cebolinhas, uma pasta e outros pequenos appetizers).

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Não recomendaria aceitar o couvert, pois é opcional e as fondues são bem fartas. Além do mais, a panela recheada de queijos quentinhos chegou super rápido. Achamos a mistura bem granulada, diferente de outras fondues que já comemos, bem lisinhas, mas o sabor estava excelente. Infelizmente o pão servido era pão francês e estava mole. Se você já é iniciado no assunto Fondue, sabe como é difícil comer quando o pão está mole. Ele fica caindo dentro da mistura, você não consegue espetá-lo… O ideal é, mesmo, o pão italiano. Destaque para a goiabada servida para ser comida com o queijo e que faz a combinação doce-salgado mais fantástica do mundo.

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Após a fondue de queijo, veio a chapa de carnes, com diferentes tipos de proteínas e vários molhinhos. Gostosos, mas achamos um inconveniente: esse tipo de preparação exige que a gente coloque sal em cada pedaço de carne que a gente coloca na chapa. Nenhum problema, se não fosse o fato de que o saleiro era daqueles normais, que a gente sacode, sabe? Esses saleiros são famosos por entupirem e a gente tem que bater na mesa para desentupir. Agora imagina a cena: ambiente todo trabalhado na elegância e fidalguia e você esmurrando o saleiro na mesa como se fosse no bar da praia… Mas nada nos impediu de comer!

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Por último, e não menos importante, veio a nossa amiga amada: a fondue de chocolate! Chocolate meio amargo, delicioso, acompanhado de frutas fresquinhas doces e cítricas. Palmas para o chocolate que estava fantástico (mas, também, para errar o chocolate era preciso muita capacidade).

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O ambiente era muito bem decorado e bem cuidado, com referências a uma arquitetura campestre e toques que buscavam trazer alguma elegância para o espaço, como o lustre e alguns quadros. Claro que não faltaram as onipresentes peles em cima das cadeiras, mesmo sendo o salão climatizado para que ninguém sentisse o frio lá de fora. Marketing é a alma do negócio. Aqui, um destaque para a playlist que era absolutamente louca. Com ela, fomos de Vivaldi a Roberto Carlos

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 O atendimento foi muito atencioso e disponível. O único porém foi na hora da saída. Não nos ofereceram o transfer para o hotel espontaneamente e tivemos que pedir. E foi somente depois do garçom nos perguntar o que tínhamos consumido que o transfer começou a ser organizado. 15 minutos de espera e ele estava lá, pronto para nos levar até o conforto da nossa cama no hotel, que é tudo o que você vai desejar depois desse banquete.


St. Haubert.S

Avenida das Hortênsias, 1235, Gramado – RS




Booking.com

Calhetas – Uma tarde. Uma Praia.

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Uma manhã de Julho.  Quatro pessoas num carro e uma vontade: curtir uma das praias mais paradisíacas de Pernambuco – Calhetas! O dia mal amanhecia e já tínhamos partido em direção ao litoral sul. Com as novas rodovias pedagiadas, a viagem não é tão ruim quanto costumava ser pelas rodovias federais, mas agora custa um pouco mais (cerca de R$ 5,90 para carro de passeio). A chegada é pelo alto e já dá para ir percebendo, lá de cima, o formato da praia e a cor do mar. Não é azul cintilante, mas é uma composição linda de se ver.

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Para chegar até a praia você vai precisar descer a pé. Acessibilidade zero. As formações rochosas fazem da praia um reduto. Essa dificuldade de acesso e o seu formato que impede um contato mais direto com as praias ao redor, fazem de Calhetas um lugar mais reservado, sem toneladas de gentes ocupando cada centímetro quadrado. Isso acaba causando uma sensação de privacidade.

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Para o lado direito da praia, lance-se à “aventura” de fazer uma pequena caminhada por entre os matos e rochas e não haverá arrependimento. De cima das rochas, há um visual panorâmico, um contato com um mar revolto. Essa área, contudo, necessita de atenção. A maior privacidade proporcionada pelas rochas deixa as pessoas mais “à vontade”. Casais que resolvem mostrar o amor ao mar, amigos que querem compartilhar um cigarrinho controverso. Mas, nada num clima de insegurança, apenas de, diga-se, “liberdade”…

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Calhetas não é um lugar completamente ermo. Não é isolada e sem infraestrutura, como tantas praias do Nordeste, ainda inexploradas. Há barezinhos, restaurante e, até, um lugar para fazer tirolesa! Na areia, rola uma musiquinha com rock nacional e internacional. Bem agradável!

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Tirolesa em Calhetas!

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Como é comum às praias do Nordeste, a água de Calhetas é bem morna. Mas, atenção! Por ser uma praia de “mar aberto”, com poucos passos a profundidade do mar aumenta consideravelmente. Então, se você não sabe nadar, ou está com crianças, um pouco mais de atenção e o passeio será incrível!

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Lhama Lhama – fugindo do óbvio em Gramado

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É característico: em Gramado, não há restaurante que resista muito tempo sem aderir à famigerada sequência de fondues. É uma demanda expressiva dos clientes e que se revela na concorrência entre os estabelecimentos e pipoca nas fachadas: “Temos sequência de fondues”. Encontramos o danado do anúncio homogeneizador até num PUB irlandês! Nesse mar de queijos bem diluídos em vinho, há uma opção para aquele turista que quer fugir do óbvio em Gramado: A Lhama Lhama panadería.

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Nós encontramos o espaço por acaso, localizado no Boulevard de São Pedro, sem alarde, justamente em frente à Fonte do Amor Eterno. A panadería tem um projeto bem descolado, com uma pegada retrô e moderninha. Não espere o luxo estereotipado de Gramado (às vezes até emulado). Essa não é a proposta do lugar. São os próprios sócios quem atendem e lhe servem as delícias produzidas na casa, no andar superior da Lhama Lhama (aliás, que nome legal! Muito a ver com o espírito do lugar).

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Eles produzem tortas, cheesecakes, empanadas, petit gateau, etc. Nós experimentamos as empanadas argentinas (R$ 6,00, cada), que em nada deixam a desejar às originais porteñas, e a cheesecake de doce de leite (R$14, a fatia), com um toque de gengibre e limão que agregam refrescância à sobremesa e ajudam a cortar o doce exagerado. Muito bem feitas e muito saborosas. Ponto para o Lhama Lhama.

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Aos sábados e aos domingos, cardápio especial. Quando fomos, eles estavam servindo feijoada aos sábados e bobó de camarão aos domingos. Como o menu fica escrito com giz numa parede, imagino que o cardápio seja mutante, o que permite sempre uma renovação do espaço. Bem legal!

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A Lhama Lhama, então, é uma opção super válida para quem está indo a Gramado e quer fugir do óbvio queijo fundido que até as pedras de meio fio estão servindo. Claro, a fondue de queijos é um clássico que deve ser sempre reverenciado. Mas é na inovação que estão os ares mais refrescantes. E as experiências mais avivadas.


Lhama Lhama Panadería

Av. Borges de Medeiros, Loja 10, Gramado – RS


 

 

 

Villa Foria – pizza de alta qualidade

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Nos últimos anos, a pizza tem se tornado uma queridinha do povo recifense. Em todo canto, a toda hora, aparece uma pizzaria com a promessa de “pizza de verdade”, pizza gourmet e toda sorte de apelido para as redondas. Pois muito bem. O Serviço de Bordo foi convidado a conhecer uma dessas pizzarias recifenses e o Bordoso aqui foi lá conferir o que a Villa Foria (fala-se fória) tinha a oferecer.

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Fonte: Divulgação

Logo no primeiro contato, dá para perceber o ambiente bem cuidado, instalado num casarão do início do Século XX, com ambientes internos com ar condicionado e externos com a graça do ar da rua e da delícia do bairro das Graças. Ficamos numa mesinha externa e a graça do ar da rua foi um tanto molhada, por que chovia e uma parte das mesas é coberto com ombrelones, que certamente são lindos e ultra agradáveis em dias secos. Em dias molhados, funcionou pela metade. Mudamos de mesa e tudo ficou uma maravilha. Uma mesa ainda do lado de fora, mas na varanda da casa. Muito bom.

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Fonte: Divulgação


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Sequência de Fondue em Gramado – St. Haubert.S

Lhama Lhama – Fugindo do Óbvio em Gramado


De entrada, nós pedimos umas Trouxinhas Recheadas (R$25,90) de massa caseira frita e recheadas com 6 opções. Nossas escolhas foram o queijo provolone, a carne de sol com queijo de coalho e o camarão com Catupiry. Uma delícia de massa sequinha, com recheio bem feito e muito bem acompanhada de um mel de engenho esperto! Eu teria comido dois pratos daquilo, mas tinha mais por vir…

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Continuando, nós pedimos duas pizzas grandes, que são as vedetes da casa. A primeira, como sempre acontece em nossas visitas a pizzarias, foi a de Margherita (nosso pizzômetro) com metade de Peperoni ao pesto (R$52,90). Aqui, o restaurante mostra ao que veio e se diferencia de todas as outras pizzarias recifenses que eu já visitei. A massa é extrafina e crocantíssima. A Margherita veio com tomates cerejas, o que trouxe um adocicado e colocou a pizza no meu “Top 5 Margheritas do Mundo”. A de peperoni estava boa, mas achei o pesto estranho, mesmo adorando o molho. Acho que o pesto foi assado e isso deu um amargor a ele.

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A segunda pizza (#monsterfeelings) foi mais inventiva. Mezzo Salaminho com Queijo do Reino, mezzo Lombo Canadense com Abacaxi e Bacon (R$55,90) – um minuto de silêncio de reverência para essa pizza. Deliciosas, a de lombo canadense tem meu coração. Você pode pensar que se trata de uma combinação estranha, mas o resultado é uma pizza de sabor refrescante e inusitado. Eu já havia provado algo semelhante na Colômbia, com o que eles chamas de Hawaiana. Muito bom!

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Para finalizar (#demoniodatasmaniafeelings), pedimos uma brotinho de Nutella – praise the Lord – com morango. Uma surpresa: todas as pizzas doces da casa recebem uma pequena camada de Catupiry para quebrar o doce exagerado e funciona. Mas aí tem um problema. Eu ADORO pizza extremamente doce, com uma camada gorda de chocolate ao leite. Aí eu gostei, mas não ficou no rol das minhas favoritas. Mas é muito saborosa. Não deixe de pedir.

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Um detalhe: No Villa Foria, a tendência é comer as pizzas com as mãos, mas com luvas de plástico. Confesso que comi com a luvinha, mas um tubinho de álcool em gel na mesa e eu teria metido minhas próprias mãos naquela maravilha! E ainda teria economizado as cerca de 5 luvinhas que gastei. O meio ambiente agradece! \o/

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O Villa Foria tem mesmo uma pizza especial, com uma massa que ainda não vi igual no Recife, num ambiente bem agradável e com um atendimento nota 10. Não vejo a hora de voltar lá!


Villa Foria Pizzeria & Ristorante

Local: Rua das Graças, nº 239, Graças, Recife – PE.
Horário: das 18h às 0h, de segunda a sábado, e das 17h30 às 0h, aos domingos.
Formas de pagamento: dinheiro e cartões Visa, Mastercad, Hipercard, American Express e Diners Club.
Informações: (81) 3204.7154

www.villaforia.com.br | f:/villaforiapizza | i: @villaforia


E você, já foi no Villa Foria? Provou o que, lá? Divida sua opinião com a gente aí nos comentários! =D

 

 

 

Fenearte 2015 – Achados da 16ª edição

Se você está em Recife essa semana já deu de cara com um dos muitos leões de barro do Mestre Nuca espalhados pela cidade e já sabe que estamos em tempos de Fenearte. Essa é a 16ª edição da maior feira de artesanato da América Latina e esse ano homenageia o Mestre Nuca de Tracunhaém e o poeta Louro do Pajeú . A feira traz esse ano mais de 5 mil expositores em 800 espaços com artesanato de cidades de Pernambuco, todos os estados do Brasil e 51 países (é muito box, minha gente!)

A gente deu um pulinho na feira e fiz Rodrigo me acompanhar por todas as ruazinhas (adoro!). Fizemos uma cobertura de alguns achados no Snapchat e agora vim compartilhar alguns itens que chamaram nossa atenção e outros que trouxemos para casa. Vem comigo.

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Flores de cerâmica do Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais

Casinhas de Minas

Casinhas fofinhas no estande de Minas gerais

bandejas de Minas

Bandejas e Galinhas mineiras

Temos uma quedinha pelo artesanato mineiro sim ou com certeza? Se você também é do nosso time se liga que Minas está representada em muitos estandes ao longo da feira. A feira conta com o sempre presente estande lotado de peças de cerâmica do Vale do Jequitinhonha e outros com muitas peças  decorativas e móveis de madeira. Ainda não sei porque não trouxe meu banquinho de madeira! Para quem ama o artesanato em madeira e ferro de lá, ou sempre quis uma galinha de angola ou um divino mineiro para chamar de seu, essa é a chance de conseguir um achado.

 Petrolina

Banquinhos talhados em madeira, de Petrolina

 

Paraíba

Arte sacra no estande da Paraíba. Os santinhos custam R$ 35,00

 

Pendentes Leny

Pêndulos de Leny’s, de Tracunhaém. R$ 30,00 cada

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 O que dizer dessas máscaras meio O grito? Também no estande de Leny’s. R$ 50,00 cada

 

 

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pinhas

As criações de Ana rios e Regina do estande 352 ganharam nossos corações. Passadeira de mesa em formato de folha de bananeira e jogo americano em formato de folhagens, abacaxi, caju! Genial! Os vasos e pratos de cerâmica também estão lindos e com ótimo preço.

 

Flor de Madeira

Flores de madeira de Holambra. R$ 2,00 a unidade

 

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Matrioskas fofinhas

 

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Os pendentes turcos que a gente sempre namora. Os preços variam entre R$ 800,00 a R$ 1.400,00

 

Os achados que trouxemos para casa:

Processed with VSCOcamPorta coisinhas de Freedom Cavalcanti, do estande de Olinda (R$ 10,00 cada). Genial essa reutilização de latas de sardinhas! Podem ser porta sachês ou nichos encaixáveis para porta bijous. Amei.

 

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Fonte de cerâmica do estande de Paulo Sérgio, mais um artesão olindense (R$ 60,00 ). Rodrigo quer ciar um cantinho zen. Mas tenho sérias suspeitas que Jadinha fará de bebedouro.

 

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Vasinhos cabeças do estande Cerâmica do Cabo. (R$ 15,00 e R$ 20,00). Acho que esse é um dos estandes mais legais de toda a feira, as criações são lindíssimas e ainda conta com um artesão fazendo as  peças no meio da muvuca. Se você curtiu as nossas cabecinhas, lá tem de todos os tamanhos e formatos de penteados. Os vasos pendentes e pratos decorativos da Cerâmica do Cabo também estão de babar. Não deixe de conferir, vai por mim!

 

A Fenearte segue até domingo 12 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Segunda a sexta, das 14h às 22h. De sábado a domingo das 10h às 22h. Ingressos de segunda à sexta, R$ 10 (inteira) e R$5 (meia); sábado e domingo R$12 (inteira) e R$6 (meia).  

Se você estiver com uma visita programada, recomendo fortemente que opte pelo translado gratuito que sai do shopping Tacaruna a cada 15 minutos.  Deixe seu carro no shopping e vá ser feliz sem se preocupar em conseguir uma vaga.

Pizza da Hora – almoçando no Recife

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O bairro do Espinheiro, no Recife, é conhecido por seu ar boêmio. Repleto de bares, restaurantes e lojinhas, o bairro vem se transformando num ponto de encontro da Zona Norte da capital pernambucana. Nesse mundo de comidinhas, encontramos o DaHora Restaurante e Pizzaria.

Numa casinha estreita da Rua da Hora (sentiu a ligação com o nome do lugar?), está instalado o restaurante com um projeto moderninho e, a certo ponto, discreto. Não o achei muito aconchegante, apesar da iluminação amarelada, mas é agradável.

 

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Ambiente simples e funcional, mas não muito aconchegante

Dentre as muitas opções de pratos do cardápio, nós resolvemos experimentar a pizza, claro! Como é tradição ao testarmos uma nova pizzaria, o primeiro sabor escolhido foi o de Margheritta. Resolvemos experimentar, também, a Portuguesa, por que eu sou muito básico em sabor de pizza. Aí que veio a oferta do garçom: a borda recheada, que eles chamam Borda Rolete. Nós pedimos a borda de calabresa com catupiry.

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Quase 40 minutos depois, o garçom veio desfilando com nossa pizza pelo salão, espalhando o cheiro inconfundível e aquelas cores muito bem combinadas de uma pizza margheritta. Quando a pizza chegou, valeu a pena a espera! Massa fina, queijo delícia, pizza muito bem feita. Manjericão fresco e colocado no momento certo, librando o aroma adocicado, que a gente completou com azeite. Mangiare!

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A borda também estava gostosa, mas acho que erramos no pedido. Talvez a de charque (carne seca) com catupiry ou, somente, a de Cream Cheese. Talvez a gente devesse ter pedido a borda normal, mesmo, sem invenção.

O atendimento foi muito atencioso, mas demorado. Acreditemos que era uma coisa do dia. No resumo da ópera, o saldo é bem positivo e eu quero voltar mais vezes!

No final, nossa conta deu menos de R$50 reais para a pizza com borda inventiva e uma água tipo H2OH.


 

 DaHora Restaurante e Pizzaria

Rua da Hora, Recife
Seg – Qui: 11:00 – 23:00
Sex – Dom: 11:00 – 00:00

Na página do restaurante, eles informam que as pizzas são servidas apenas à noite, mas nós a comemos às 16h, num domingo.


 

 

 

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Pousada Caminho das Rosas – hospedagem tri simpática em Gramado

Caminho das Rosas

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Caminho das Rosas

Se você está indo a Gramado e deseja ficar em um lugar legal a um preço razoável, nós achamos pelo Booking.com uma pousada que é uma graça: A Pousada Caminho das Rosas.

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A área em frente aos quartos conta com redes e banquinhos para os hóspedes

Não imagine um ambiente luxuoso, mas uma pousada agradável, com poucos quartos e com uma atenção sem igual da proprietária Sara e de seus pais. É como estar na casa deles. Aliás, você está na casa deles, uma vez que a pousada é um acréscimo muito bem pensado no quintal da casa da família. Por ficar numa rua tranquila, a pousada é uma maravilha de silenciosa.

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Os quartos são bem cuidados e com acabamentos simples. Uma cama de casal, um sofá/bicama, um frigobar, um armário, uma mesa de trabalho e uma TV. Essa é a composição básica de todos os quartos, com pequenas diferenças de acabamentos. A TV usava sinal de parabólica e, assim, o sinal era bem ruim, mas isso não foi um ponto baixo, afinal, nós não estávamos ali para ver televisão. O sinal do Wi-fi era bom e grátis.

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Os banheiros são novos e bem cuidados, com chuveiro quente, como convém a um lugar em que pode chegar a fazer 0 grau. Senti falta, talvez, de um kit de amenidades com xampu e condicionador, para os viajantes mais esquecidos. Mas tinha sabonetinhos.

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Bolos, mini folhados, cheesecake, frutas e biscoitos para as crianças de todas as idades!
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Área do misto quente!
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Geleias caseiras que nos esperam nas mesas

O café da manhã estava incluso na diária e era uma delícia. Curiosidade no café da manhã do Sul: comem-se muitos doces. E eu adoro! E estavam muito saborosos! É bem comum encontrar geleias caseiras nas pousadas e hotéis nessa região de Gramado, mas na Pousada Caminho das Rosas as geleinhas nos aguardavam em cima de cada mesa. Era tudo nosso! Ponto para a pousada.

A Localização da pousada é um pequeno ponto negativo para o viajante que quer se encontrar no meio da fuzarca. Fica a cerca de 3km de alguns pontos turísticos como o Palácio dos Festivais e a Catedral da cidade. A caminhada é longa e passa por uma área sem muitas lojas, mas não é perigoso. Pondere isso na sua decisão. Para nós, não fez diferença, porque adoramos andar.

A entrada é a partir das 13h e a saída, até as 12h. Nós pagamos R$198 reais na nossa reserva através do Booking.com e achamos um preço excelente não somente pela qualidade das instalações, mas porque a simpatia dos donos nos conquistou!


 

Nós viajamos por conta própria e pagamos por nossa estadia. Esse não é um publieditorial.


 

Gramado – Comendo na Cantina Pastasciutta

Cantina Pastasciutta

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Cantina Pastasciutta

O visitante que chega a Gramado de ônibus não poderá deixar passar despercebida a construção que abriga a Cantina Pastasciutta. Um casarão construído com grandes pedras rusticamente talhadas localizado exatamente à frente da rodoviária da cidade.

Cantina Pastasciutta

As grossas paredes abrigam um interior veramente italiano! Com bandeiras italianas penduradas por todos os lados, elementos que remetem ao ambiente da cozinha – reino absoluto dos italianos – e, até mesmo, elementos que lembram uma feira. O ambiente da Pastasciutta é impecável e divertido!

O restaurante oferece uma mesa self service om antepastos, queijos, saladas, azeitonas e diversas outras comidinhas para esquentar os motores enquanto os atores principais da refeição não chegam a sua mesa. Em maio de 2015, o valor cobrado era de R$ 9,60 a cada 100g.

Cantina Pastasciutta

Vale ressaltar, nesse ponto, que as porções são extremamente bem servidas. Cada prato é mais que suficiente para duas pessoas. Dependendo das pessoas, dá para repartir em até três comensais. Então, vá com calma nos aperitivos.

Cantina Pastasciutta

As massas são frescas e produzidas pela casa e o garçom traz um mostruário com as massas servidas pela casa e o cardápio. Você escolhe uma massa e um molho, que determina o preço do prato. Pronto. Simples e rápido. Nós fomos de tagliatelle com molho de Scalopini à Quatro Formaggio. É sensacional! O molho encorpado e aveludado abraça a massa e os scalopinnis são macios como uma carne bem feita deve ser. Nosso serviço foi bem rápido, mas o restaurante estava vazio. Mas uma espera vale à pena para uma refeição bem feita.

Cantina Pastasciutta

Para a sobremesa, pedimos o tradicional Tiramisú. A apresentação é irretocável, com o formato retangular do doce no prato oval, cercado por grãos de café e uma contrastante folhinha de hortelã. Lindo e apetitoso. Saboroso, também, mas Dani gostou mais porque eu não curto muito café.

Cantina Pastasciutta

Nossa conta deu um total de R$ 150 para duas pessoas, mas que poderia muito bem ter servido três pessoas (com exceção do Tiramisú). De bebida, nós pedimos apenas uma Aquarius Fresh. No final das contas, a sensação é de que foi um dinheiro bem investido numa experiência gastronômica extremamente válida.

dicas e descobertas

Peça um pãozinho para se deliciar com o restante do molho do fundo da panela. No nosso caso, fizemos diferente e pegamos algumas torradas de alho no buffet. Delícia!


Cantina Pastasciutta

Av. Borges de Medeiros, 2083 – Centro, Gramado – RS, 95670-000
(54) 3286-2131


E você? Conhece Gramado? Pretende ir para lá? Conta aí o que você acha dessa cidade, que a gente adora ouvir o que vocês têm a dizer! =D

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Gramado – 10 Motivos para Conhecer

Gramado

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Gramado

Gramado já é um destino consagrado no território nacional. Milhares de visitantes são atraídos, todos os anos, para essa agradável cidadezinha do Rio Grande do Sul. Muitos são os motivos que fazem essas milhares de pessoas se locomoverem até o Sul do país, e as épocas do ano mais movimentadas são a Páscoa, o Inverno brasileiro, o Festival de Cinema de Gramado e o Natal. Mas, Gramado é uma cidade para visitar o ano inteiro! Nós listamos 10 motivos pelos quais você deve agendar suas férias, reservar seu hotel e partir! Confere aí.

Gramado em qualquer época do ano

Naturalmente, as pessoas tendem a procurar Gramado em três momentos distintos do ano: O Natal – famoso pelo “Natal Luz”, a Páscoa, por causa dos chocolates e no alto inverno, por causa do frio das serras gaúchas. Acontece, no entanto, que Gramado é uma cidade com atrativos para se visitar o ano todo, independente de eventos isolados.

Gramado

Seja para conhecer a própria cidade, que se enche de flores e árvores verdejantes na primavera/verão, seja para conhecer cidades próximas como Nova Petrópolis, Canela e Bento Gonçalves, com os seus Vale dos Vinhedos e Caminhos de Pedra, o fato é que a região de Gramado é uma joia turística. A cidade está pronta para receber o visitante em qualquer época e as atrações se modificam, o que acaba causando a necessidade de voltar à cidade em diversos momentos do ano!

dicas e descobertas

Se o seu intuito for mesmo tremer de sentir o frio de Gramado, a época do ano em que a cidade é mais fria é, obviamente, o inverno do hemisfério Sul – Julho a Agosto. Isso não quer dizer, no entanto, que a cidade só seja fria nesses três meses. Por causa de sua altitude, já é possível passar frio desde meados de maio até meados de setembro. Qual a vantagem? Não está tão frio -se der sorte, pode ser até que você pegue bastante frio -, mas você vai poder tirar o mofo usar os casacos há décadas guardados e os preços ainda não estão estratosféricos. Acredite, nos meses de alta estação, eles podem passar a estratosfera.

Conhecer as atrações de cidades vizinhas

Se você for passar mais do que duas manhãs em Gramado, sugiro conhecer alguma cidade vizinha. A região conta com muitas cidades interessantes. Em Canela, você pode conhecer o centro, a Catedral de pedra e o Parque do Caracol. Em Nova Petrópolis, você também vai achar a cidade lindinha, com destaque para a Aldeia do Imigrante e o famoso labirinto verde, feito com árvores, além da cidade ser um paraíso das compras de artigos de couro e crochê.

Gramado

Visadas dos vinhedos no Vale dos Vinhedos

Um passeio mais longe vai lhe levar a Bento Gonçalves, onde você pode visitar o Vale dos Vinhedos, com suas diversas vinícolas e belas paisagens, e pode visitar o Caminhos de Pedra, com as construções típicas dos imigrantes da península itálica, onde eles vendem desde doces até vinhos, passando por alguns restaurantes fantásticos. As vistas desses passeios são deslumbrantes.

Gramado

Casa típica do Caminhos de Pedra

 

dicas e descobertas

Se você não está acostumado a dirigir por essas bandas ou não tem muita intimidade com estradas, prefira fazer os passeios com empresas especializadas. As estradas nessa região podem apresentar muitos aclives e declives e muitas curvas. Para completar, raras são as estradas mais atraentes que sejam duplicadas. Para curtir a vista, vá de transporte com alguma empresa. Pergunte na recepção do hotel.

Comer –muito – bem, mas nem sempre barato

Gramado

File Mignon com Jacked Potatoes d’O Irlandês.

Os restaurantes em Gramado não brincam em serviço! Há opções para todos os bolsos (há mais opções para os bolsos mais cheios, é verdade) e as comidas são muito bem preparadas. Há de tudo. De cantinas Italianas a PUBs irlandeses, passando por pães e cucas tradicionais feitos por filhos e netos descendentes de alemães.

Gramado

Risoto de Carne de Panela da Casa Vanni, no Caminhos de Pedra

Claro, como não poderia faltar, há as proliferadas sequências de fondue, em que são servidos três tipos de fondue (queijo, carne e chocolate) por preços atraentes (a partir de R$34 por pessoa). Nesse caso, atenção, pois as qualidades variam demais. Os mesmos restaurantes que oferecem a sequência de fondue oferecem os fondues separados pelo dobro do preço. Obviamente, a qualidade não poderia ser a mesma. Mas as sequências valem à pena se a sua intenção for experimentar.

Gramado

Fondue de chocolate – parte final da sequência de fondues

Comprar artigos de couro

Gramado tem muitas lojas que vendem artigos de couro, mas o lugar para isso é a cidade vizinha, Nova Petrópolis, que está se especializando no assunto e está cheia de lojas comercializando artigos em couro e produtos de tricô. Interessante perceber que os produtos são sensivelmente mais baratos do que em Gramado. Nós compramos uma mala de couro por R$ 150 reais em Nova Petrópolis e, em Gramado, a mesma mala custava cerca de R$ 500 reais.Talvez a grande diferença seja pela pouca fama da cidade vizinha, mas é bem importante perceber isso. Principalmente porque Nova Petrópolis fica a menos de 40km de Gramado. Ou seja: fácil de chegar!

Gramado

Se apaixonar pelos gramadenses

Gramado tem uma coisa que ainda não encontrei em nenhuma outra cidade – talvez em Cartagena de Índias: uma urgência em ajudar e um sorriso constante. Não sei se a vocação de cidade turística os força a ser assim ou é uma característica típica do pessoal de lá, ser feliz boa parte do tempo. De uma maneira ou de outra, é fácil sentir-se de casa, “muito querido” (eu tento acrescentar uns termos de lá no meu dia a dia porque eu acho o máximo).

Claro, eu vou acrescentar, aqui, que essa sensação de receptividade e acolhimento é infinitamente maior quando você se hospeda em pequenas pousadas. Muitas vezes você será atendido pelo próprio dono da pousada que, inclusive, mora ali mesmo. Então não é como se sentir na casa de um local, mas é estar verdadeiramente na casa de uma pessoa! Na posada Caminho das Rosas, era a dona da pousada quem preparava o nosso café da manhã. Veja que, mais pessoal que isso, impossível!

Parte do café da manhã preparado por Sara e seus pais, donos da Pousada Caminho das Rosas

Parte do café da manhã preparado por Sara e seus pais, donos da Pousada Caminho das Rosas

Chocolates!

Ah! Caro leitor, o correto procedimento para ir a Gramado é: inscreva-se numa academia, pelo menos por seis meses, e comece dois meses antes da viagem. Acredite: não bastava uma coletânea de bons restaurantes, Gramado tem uma larga produção de deliciosos chocolates. Tem para todo gosto e bolso (mais uma vez).

Gramado

Pinguins de chocolate! <3

Nos últimos anos, a quantidade de lojas vendendo chocolates, eu diria, triplicou (os dados são do Instituto Empírico Rodrigobope de medição). Atenção, portanto, na hora de comprar, pois o barato pode sair caro e você pode comprar gato por lebre. Não foi incomum encontrar lojas vendendo 15 barrinhas por R$10, R$11 reais. Quando nos aproximamos para ver as dita cujas, percebemos que elas estavam “suadas”, o que indica uma incorreta preparação e manipulação do chocolate. Se você não faz questão de um chocolate de excelente qualidade, vai lá e se joga! Agora, se você pretende experimentar o melhor do chocolate gramadense, procure pelas lojas mais tradicionais.

Andar de Pedalinho no Lago Negro

Nós no pedalinho do Lago Negro

Nós no pedalinho do Lago Negro

Ir até Gramado e não dar uma singela volta nos patinhos do Lago Negro é um pecado mortal que o viajante não pode cometer. O Lago Negro é um lago artificial que fica numa das porções mais altas da cidade. Rodeado de pinheiros e hortênsias, a sua sensação será a de que, mais uma vez, você está num país europeu (Gramado gosta de parecer a Europa). A verdade é que se trata de uma área belíssima e que merece uma visita longa e descompromissada. Inclusive, não seria nada demais carregar uma cesta repleta de comidinhas e um bom vinho (suco de uva para quem não bebe álcool, como eu) e se jogar nos gramados num piquenique. Fique à vontade!

Conhecer os muitos museus da cidade

Gramado tem se especializado em museus de todos os tipos. Tem museu de cera, museu de carros, museu do vapor, Mini Mundo. Até museu de perfume tem!

Gramado

Para o turista que curte museus temáticos, Gramado é o lugar! Recentemente, foi inaugurado uma espécie de parque temático de neve: o Snowland. Confesso que não são os meus passeios favoritos para a cidade. Gosto mais de aproveitar as belezas naturais e culturais, mas os museus são uma opção válida para o viajante que curte mais atividades indoor. Vai lá e se joga!

Gramado

Se acabar nos produtos Coloniais

Por ser uma área de forte influência dos imigrantes alemães e italianos, há muito dessas gastronomias que se pode experimentar em Gramado a preços muito atraentes. Em duas opções: no Caminhos de Pedra, mais uma vez, é possível visitar casas e comércios dos descendentes desses colonos e comprar desde doces e geleias até salames e produtos de charcutaria da melhor qualidade, passando pelos maravilhosos molhos de tomate da Casa do Tomate (corra da gasosa que eles vendem. A gente achou bem ruinzinha). Alguns estabelecimentos – a maioria – já trabalham com cartão de crédito e débito, facilitando a vida do viajante moderninho (ou quebrado).

Gramado

Salames artesanais na Casa do Colono

Se você não tiver tempo, no entanto, de se deslocar até o Caminhos de Pedra, há, no centro de Gramado, na praça das Etnias, a Casa do Colono. Um espaço dedicado a vender desde as mesmas geleias até os salames preparados ali pela região. Os preços são bem idênticos – às vezes, até mais baratos!- e tem-se a facilidade de não precisar se locomover até Bento Gonçalves (muito embora eu recomende com veemência que você o faça – dá para ir e voltar no mesmo dia, para aproveitar a noite de Gramado). Ao lado da Casa do Colono, você vai encontrar um verdadeiro centro panificador, com a produção de cucas e pães especiais que são de comer ajoelhado (pra passar embaixo da mesa, que nem nossa amiga Ana Maria Braga). Os pães e cucas são feitos ali, na hora, com as labaredas lambendo a nossa cara. Atenção que tanto os padeiros quanto a Casa do Colono somente aceitam pagamento em dinheiro.

Gramado

Cucas e pães quentinhos saídos do forno a lenha na Praça das Etnias

Mais uma vez, comida. A essa altura você deve estar tentando mensurar meu peso, né não? Eu fiz o plano anual da academia!

Caminhar descompromissado com a vida

A verdade é que Gramado é uma cidade amável. Tudo funciona o tempo todo. As ruas são bem cuidadas, os cidadãos educados, os motoristas param antes das faixas de pedestres, até (algumas) árvores e arbustos são comportadinhos. O Universo conspira para que você dê umas voltinhas a pé pela cidade.

Gramado

E vá devagar, degustando a cidade aos poucos, calmamente.Observe os prédios e suas formações pseudo-germânicas, as árvores verdejantes ou marronzinhas, as famosas hortênsias, de um azul pujante durante a primavera (com sorte, você encontrará algumas resistentes ainda coloridas no outono). Introduza-se à cidade e ela vai se apresentar a você.

Atualização

Nós fizemos um vídeo com imagens da cidade, para ir empolgando a sua viagem. Curte aí!

Gramado – ServiçodeBordo.com from Rodrigo Goncalves on Vimeo.

 

É isso, meu povo! Gramado é um destino para o ano todo. Seja verão ou seja inverno, você vai sempre encontrar o que fazer por lá. Não é uma cidade para badalar ou para bater cabelo se esbaldar na noite, mas uma cidade para se apreciar vagarosamente, seja comendo uma massa italiana com vinho, seja num passeio pelas ruas arborizadas e cheias de sorrisos.

E você? Conhece Gramado? Pretende ir para lá? Conta aí o que você acha dessa cidade, que a gente adora ouvir o que vocês têm a dizer! =D

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