Fenearte 2015 – Achados da 16ª edição

Se você está em Recife essa semana já deu de cara com um dos muitos leões de barro do Mestre Nuca espalhados pela cidade e já sabe que estamos em tempos de Fenearte. Essa é a 16ª edição da maior feira de artesanato da América Latina e esse ano homenageia o Mestre Nuca de Tracunhaém e o poeta Louro do Pajeú . A feira traz esse ano mais de 5 mil expositores em 800 espaços com artesanato de cidades de Pernambuco, todos os estados do Brasil e 51 países (é muito box, minha gente!)

A gente deu um pulinho na feira e fiz Rodrigo me acompanhar por todas as ruazinhas (adoro!). Fizemos uma cobertura de alguns achados no Snapchat e agora vim compartilhar alguns itens que chamaram nossa atenção e outros que trouxemos para casa. Vem comigo.

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Flores de cerâmica do Vale do Jequitinhonha de Minas Gerais

Casinhas de Minas

Casinhas fofinhas no estande de Minas gerais

bandejas de Minas

Bandejas e Galinhas mineiras

Temos uma quedinha pelo artesanato mineiro sim ou com certeza? Se você também é do nosso time se liga que Minas está representada em muitos estandes ao longo da feira. A feira conta com o sempre presente estande lotado de peças de cerâmica do Vale do Jequitinhonha e outros com muitas peças  decorativas e móveis de madeira. Ainda não sei porque não trouxe meu banquinho de madeira! Para quem ama o artesanato em madeira e ferro de lá, ou sempre quis uma galinha de angola ou um divino mineiro para chamar de seu, essa é a chance de conseguir um achado.

 Petrolina

Banquinhos talhados em madeira, de Petrolina

 

Paraíba

Arte sacra no estande da Paraíba. Os santinhos custam R$ 35,00

 

Pendentes Leny

Pêndulos de Leny’s, de Tracunhaém. R$ 30,00 cada

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 O que dizer dessas máscaras meio O grito? Também no estande de Leny’s. R$ 50,00 cada

 

 

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pinhas

As criações de Ana rios e Regina do estande 352 ganharam nossos corações. Passadeira de mesa em formato de folha de bananeira e jogo americano em formato de folhagens, abacaxi, caju! Genial! Os vasos e pratos de cerâmica também estão lindos e com ótimo preço.

 

Flor de Madeira

Flores de madeira de Holambra. R$ 2,00 a unidade

 

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Matrioskas fofinhas

 

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Os pendentes turcos que a gente sempre namora. Os preços variam entre R$ 800,00 a R$ 1.400,00

 

Os achados que trouxemos para casa:

Processed with VSCOcamPorta coisinhas de Freedom Cavalcanti, do estande de Olinda (R$ 10,00 cada). Genial essa reutilização de latas de sardinhas! Podem ser porta sachês ou nichos encaixáveis para porta bijous. Amei.

 

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Fonte de cerâmica do estande de Paulo Sérgio, mais um artesão olindense (R$ 60,00 ). Rodrigo quer ciar um cantinho zen. Mas tenho sérias suspeitas que Jadinha fará de bebedouro.

 

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Vasinhos cabeças do estande Cerâmica do Cabo. (R$ 15,00 e R$ 20,00). Acho que esse é um dos estandes mais legais de toda a feira, as criações são lindíssimas e ainda conta com um artesão fazendo as  peças no meio da muvuca. Se você curtiu as nossas cabecinhas, lá tem de todos os tamanhos e formatos de penteados. Os vasos pendentes e pratos decorativos da Cerâmica do Cabo também estão de babar. Não deixe de conferir, vai por mim!

 

A Fenearte segue até domingo 12 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco.

Segunda a sexta, das 14h às 22h. De sábado a domingo das 10h às 22h. Ingressos de segunda à sexta, R$ 10 (inteira) e R$5 (meia); sábado e domingo R$12 (inteira) e R$6 (meia).  

Se você estiver com uma visita programada, recomendo fortemente que opte pelo translado gratuito que sai do shopping Tacaruna a cada 15 minutos.  Deixe seu carro no shopping e vá ser feliz sem se preocupar em conseguir uma vaga.

Trilha em Tiradentes – Serra de São José

 

Serra de São José, é lá que ocorre a trlha
A caminho da Serra de São José, é lá que ocorre a trlha

Nem só de comida maravilhosa ou igrejas barrocas vive o turismo de Tiradentes. Afinal, depois de se esbaldar na culinária mineira com certeza o saldo de calorias a ser gasto estará nas alturas! Então, que tal fazer uma trilha?

Tiradentes tem algumas agências de ecoturismo, a mais conhecida e que experimentamos foi a “agência vivaminas”, localizada pertinho do praça principal, próximo ao  correios. A agência conta com trilhas e passeios guiados por Tiradentes e São João del Rei todos os dias da semana. Quem vai a Tiradentes deve passar lá para adquirir o folder com todos os roteiros e um mapa super recomendado para a andança pela cidade.

Folder super útil com roteiros e mapa da cidade
Folder super útil com roteiros e mapa da cidade

Há caminhadas guiadas por cachoeiras, roteiros que recriam o caminho dos escravos através dos bosques e becos da cidade, cavalgadas, cicloturismo,  passeios de maria fumaça, city tours pelas cidades, passeio noturno em uma Jardineira (um veículo aberto de 1935) pelo centro histórico. Com certeza alguma opção terá a diversão e o ritmo adequados para sua viagem.

Começo da trilha, e o guia lá na frente
Começo da trilha e nosso guia lá na frente

Belezas do caminho

Como estávamos empolgados, reservamos uma manhã inteira para a “Trilha do Carteiro”, uma caminhada até o topo da serra de São José com 1200 metros de altitude e um percusso de cerca de 10 km, passando pela região das cachoeiras na parte baixa da serra. Apesar dos números impressionarem, a trilha é super tranquila e sem dificuldades, não sendo exigida qualquer experiência em trilha. Claro que tênis e uma calça que permita sua mobilidade são imprescindíveis, além de muito protetor solar e água. A agência ainda fornece lanche, água e empresta mochilas para levarmos tudo.

Nosso grupo era formado por 3 casais e uma criança, todos foram tranquilos, sem grande desgaste. Alguns se encontraram na agência, outros encontram o grupo no trecho de saída da cidade histórica. O percusso todo é feito a pé desde a agência, saindo do centrinho, passando por uma região residencial mais afastada e próxima da Serra até chegar na região da trilha de verdade.

Uma dos trechos de subida na trilha
Um dos trechos de subida na trilha

A grande subida é feita logo no início da trilha, de forma super simples até, o terreno tem uma leve inclinação e em apenas alguns trechos há uma “escalaminhada” em pedras. Rapidamente já atingimos o pico com um ponto de observação pra ver Tiradentes pequenininha lá embaixo e aproveitar para ótimas fotos.

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Mirante da trilha
Mirante da trilha
E Tiradentes pequenininha vista de cima
E Tiradentes pequenininha vista de cima

Devo confessar que de todo grupo, apenas eu tive uma pequena dificuldade na subida inicial…. mas não pelo cansaço ou dificuldade da trilha, e sim pela reação da altitude num pulmão de quem vive no litoral somada a uma crise alérgica que só me permitia respirar pela boca. Mas foi tranquilo, só parei uns 5 minutinhos duas vezes pra recuperar o fôlego e tava tudo certo (no dia que resolver ir a Machu Picchu, aí sim, vou morrer!). Logo após atingir o pico, é feita uma parada para o lanche e depois a caminhada continua pela paisagem belíssima do chapadão até começar a descida em direção as cachoeiras.

Pausa nas cachoeiras, mas a coragem de mergulhar só chegou nos pés
Pausa nas cachoeiras, mas a coragem de mergulhar só chegou nos pés
Selfie da "cachoeira"
Selfie da “cachoeira”

Como em julho a região ainda estava sofrendo com a falta de chuvas, as cachoeiras não estavam cheias, mas seu fio de água é lindo e foi super refrescante (super mesmo, a água estava tão gelada que só o holandês do grupo foi corajoso para mergulhar, o resto se contentou em molhar os pezinhos). Logo depois a descida continua em direção à cidade, feita rapidamente por meio da vegetação. Não é muito recomendável fazer a trilha em períodos de chuva por conta desse trecho final de barro, mas se o que você quer é diversão… segundo nosso guia, em época de chuva esse trecho vira praticamente um tobogã e o pessoal resolve ir escorregando mesmo, fazendo a festa no barro e chegando na cidade parecendo uns monstrinhos saídos do pântano.

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O percusso completo até voltar à agência durou aproximadamente 5 horas. Adoramos a experiência e saímos da trilha conhecendo muito mais de Tiradentes graças ao nosso guia, super simpático e formado em história, que durante todo o trajeto foi contando as lendas e causos de cada pedacinho da trilha e da história de Tiradentes.

Aí, depois dessa andança toda, a gente foi recuperar as calorias perdidas, claro!

 

As delícias de Tiradentes

Se você ama uma boa comida, Tiradentes é um destino para guardar no coração (comida mineira, amor verdadeiro, amor eterno)!!

Sim, passamos uma semana se acabando nas delícias da cidade que ama uma fartura! A começar pelo café da manhã da nossa pousada (Villa Allegra) que toda manhã trazia no seu buffet pãezinhos de queijos saídos na hora, bolos e bolos, pães artesanais, e outras delícias. Mas além do pão de queijo, descobrimos uma delícia mineira que a gente sempre pedia para petiscar nos bares – pastel de Angu. Experimente recheado com camarão ou queijo minas e se apaixone também. O bolinho de jerimum recheado com carne seca e acompanhado de uma boa pimenta mineira também tem um lugar reservado no coração.

Durante o almoço geralmente optávamos por petiscos mesmo. A região da praça principal traz as melhores opções e há desde botecos a self service de comida mineira servida no fogão à lenha. Bistrôs e barezinhos que trazem o agito noturno também estão por ali.

Dois destaques de opções feitas por nós em almoços mais fartos: o Bistrô Divagar Gourmeco, localizado perto da igreja matriz, é um bistrô de um proprietário italiano (eu acho) que traz suas origens para o menu focado em massas e risotos. O cardápio não é fixo, e possui preços até atrativos (principalmente levando em conta que os preços em Tiradentes são em geral mais salgados). Optamos por um risoto de gorgonzola com favo de mel e um parpadelle. Ambos estavam impecáveis, destaque tb para a caipirinha frozen com mel.

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Risoto de gorgonzola com favo de mel. FANTÁSTICO!

O Ora pro Nobis é localizado na rua do chafariz e possui uma área externa deliciosa com uma decoração rústica. O atendimento foi feito pelo próprio chef, super simpático e atencioso (como quase todo lugar na cidade). O restaurante é recomendadíssimo e possui comida mineira de primeira qualidade pra comer sem pressa. A primeira vista pode parecer bem $algado, mas bastou os pratos chegarem pra vermos que não era bem assim, as porções são ENORMES de fartas.

orapronobisEntrada bucólica do Ora pro Nobis.

Fomos almoçar após uma trilha de 10 km pela Serra de São José, azul de fome que estávamos, pedimos uma porção de linguiça mineira, uma massa de 4 queijos para Rodrigo, e meia porção de lombo à mineira para mim. Gente, só a porção de linguiça (que vem flambada em cachaça mineira) já era uma refeição completa.

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A meia porção de lombo à mineira então, servia tranquilamente 3 pessoas. Foi uma fartura. O lombo estava desfiando, acompanhado de tutu à mineira mega delícia e uma farofa de banana que até hoje sonho com ela. Não dei conta do recado, não coube… fui embora com muita tristeza no coração por deixar o melhor lombo da minha vida.

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Pausa cultural – O Ora pro Nobis é o prato típico da cidade, e obviamente tem destaque no restaurante. Consiste em frango cozido com a erva “ora pro nobis”. Reza a lenda, era uma planta que nascia pelos muros da cidade colonial e que os escravos pegavam para preparar ensopados, pois sua folha é carnuda e lhes forneciam bastante energia. Leva esse nome porque apenas na hora do “ora pro nobis” da missa os padres ficavam distraídos por tempo  suficiente e assim os escravos conseguiam pegar suas folhas escondidos. Não encarei, mas pra quem tem curiosidade dá pra experimentar em algum self service da cidade.

As maiores extravagâncias deixamos para o jantar. A começar pela pizzaria do Seu Barthô, também na rua do Chafariz, que foi simplesmente a melhor pizza da nossa vida! Sem exagero! Massa incrível, fininha e crocante, recheio farto, ingredientes selecionados, perfeito! E como a gente gosta de passar bem, a entrada ainda teve crostinis super fininhos e crocantes temperados com lemmon peper e de sobremesa pizza de doce de leite e requeijão cremoso <3

Tragaluz é provavelmente o restaurante mais comentado de Tiradentes. Com um cardápio lindo em formato de Revista e ilustrações infantis ele conta a história da criação do restaurante e você já começa a se apaixonar. Com ambientes charmosíssimos no salão interno ou no jardim à meia luz,é a opção para aquele “jantar romântico”. Com foco para carnes e aves, a galinha pintada (não a azul que canta) é o destaque da casa, mas fomos de bife de ancho e contra filé mesmo. Pontos perfeitos e acompanhamentos idem. De sobremesa fomos com a vedete da casa, já citada até no NY Times, goiabada grelhada com crosta de castanha de caju sobre uma calda de requeijão cremoso acompanhada de sorvete de goiaba – não tem como isso dá errado, né?! <3 <3 <3. Por favor, mesmo que não queria jantar no Tragaluz, vá apenas para a sobremesa, você não se arrependerá.

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Prato de filé do Tragaluz

Para os maiores tesouros dos doces de Tiradentes há 2 lugares que não podem deixar de serem visitados!

Chico Doceiro é um simpático senhor que vende doce de leite feito no seu mega tacho de cobre na frente dos clientes. Sua venda, com cara de garagem da própria casa,  é localizada numa região bem residencial (mas que todo mundo sabe onde fica). Além do doce de leite delicioso no canudinho, com massa própria e mega crocante, há outros docinhos como cajuzinhos e doce de abóbora, mas nada se compara a perfeição do canudinho de doce de leite. Seu chico é uma figura e adora bater um papo, não aguentei e tirei até foto com ele.

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E para fechar – doceria For de Lótus, com 2 lojas na cidade, duvido que você consiga parar lá apenas uma vez. A loja possui prateleiras abarrotadas de compotas e geleias caseiras, pimentas de todos tipos e ardências, frutas cristalizadas, casquinhas de limão e laranja açucaradas, doce de leite de diversos sabores embalado na palha, queijos artesanais mineiros, resumindo, O PARAÍSO. Claro que trouxemos um pequeno carregamento de tudo isso para casa. E outro pequeno carregamento que consumimos lá mesmo. Mas algo merece o meu amor eterno, a bala de coco recheada, ou um pedacinho do paraíso se derretendo na sua boca. Gente! É uma balinha mole de coco com recheio de brigadeiro, maracujá ou abacaxi! Muito amor para sempre!!! Se tivesse trazido um container dela tão teria sido suficiente.

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Se tiver indo para Tiradentes, pode se esbaldar em todas as delícias, são muitas, e deixa pra se preocupar com calorias só na volta. Aproveita essa terra da comida faaarta e da boa hospitalidade. E por favor, traga balinhas de coco para mim!

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