Bélgica – O Charme de Bruges e uma cerveja em Bruxelas

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Por Amanda Sena

Dando sequência aos nossos posts sobre a minha Eurotrip, vou falar um pouco sobre a nossa breve, porém não menos maravilhosa passada pela Bélgica. Escolhemos (em função da limitação de tempo) um roteiro que nos permitisse fazer deslocamentos curtos, e que fosse num trajeto direto para otimizar nossa passagem pelas cidades. Como mencionei no primeiro dia de Paris, escolhemos passar por Bruges, uma cidade medieval da Bélgica pertinho de Bruxelas.

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Saímos de Paris cedinho no nosso sexto dia de viagem e fomos de trem até Bruxelas. O trajeto é super fácil – fomos até a Paris Nord de metrô – e bem sinalizado. Compramos nossas passagens com antecedência no site da Rail Europe ( €50 cada, variando de acordo com o dia e a disponibilidade) para garantir que não teríamos problemas. Por indicação dos nossos amigos,  e por não saber antecipadamente se iríamos preferir parar em Bruxelas na ida ou na volta, compramos apenas o trecho até Bruxelas e o trecho até Bruges – que tem trens frequentes da estação – compramos na hora.

A distância entre Paris e Bruxelas é de apenas 1h30 de trem, mas quando chegamos acabamos optando por só parar em Bruxelas na volta e fomos direto para Bruges. Estávamos ansiosos para conhecer a cidade que tanto ouvimos falar. E Bruges não nos decepcionou.

Conhecida como “A Veneza do Norte” Bruges é cercada por canais, castelos, moinhos e construções medievais que fazem a gente entrar em uma verdadeira viagem no tempo.

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Nosso hotel ficava bem do ladinho do Grote Markt, a praça central que é cercada de museus, bares e restaurante. Recomendo como o melhor lugar para ficar. Apesar de Bruges ser uma cidade bem pequena e segura, à noite – como a maior parte dos turistas vêm apenas passar o dia – o movimento diminui bastante e a vida noturna acaba ficando um pouco restrita a essa região que também tem ótimos restaurantes e tavernas (falarei de uma logo adiante).

Grote Market

Depois que nos acomodamos, fomos direto bater perna pela cidade. Não entramos em muitos museus porque nosso objetivo era curtir ao máximo as paisagens da cidade e o lindo dia de sol (gelado) que pegamos. Com um mapa na mão, fomos passear pela cidade que é considerada uma das cidades europeias mais fotogênicas, charmosas e românticas.

Conseguimos visitar – tudo andando – alguns dos pontos mais importantes da cidade: a Basílica do Sangue Sagrado; a Belfry, torre de 83 metros de altura e o ponto mais alto da cidade; a Minnewate, ou lago do amor, um dos pontos mais fotografados da cidade; as inúmeras e tentadoras lojas de chocolate (gente, sério, chocolate belga é imoral!) e as muitas lojihas (coffeshops) com cervejas baratas e maravilhosas.

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Dica: passamos o dia andando, petiscando e bebendo. Não deixe de comer as deliciosas batatas fritas da Bélgica. Diz a lenda que apesar de serem mundialmente famosas como french fries, a receita de sucesso real é a belga. Em Bruges há vários food trucks com cones de batata e inúmeros molhos. Não deixe de provar! São impagáveis!

Muitos turistas apenas passam o dia em Bruges e voltam a noite para Bruxelas. Nós escolhemos ficar e pernoitar na cidade e foi um excelente escolha. A atmosfera do lugar a noite é fenomenal. Um clima lúgubre envolve as ruelas e dá um ar todo especial.

Jantamos no La Taverne Brugeiose  um restaurante delícia no Grote Markt e depois fomos tomar “uns bons drinks” no Le Trappiste, uma taverna subterrânea tradicional e super charmosa com a melhor carta de cervejas que eu já vi na vida. Recomendo não deixar de ir!

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No dia seguinte, antes de pegarmos o trem de volta para Bruxelas ainda tivemos tempo para conhecer o St Janshuis e Koelewei Mills quatro moinhos de vento que ficam às margens do perímetro do centro histórico da cidade. Um deles foi contruído no início do século XVII. Lindos!

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Na volta, almoçamos em Bruxelas. Na verdade, almoçar é modo de dizer, porque nossa parada foi no famoso Delirum Café, cervejaria famosa por ter uma das maiores ofertas de rótulos de cerveja. Ahhh essa Bélgica!

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Paris – Dia 5 – Jardin Des Plantes, Montmartre e Sacré-Coeur

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Por Amanda Sena

No nosso último dia em Paris fomos brindados com um lindo dia de sol. Aquele friozinho de 16 graus e céu limpinho com a luz perfeita. O azul combinou perfeitamente com o cenário do Jardin Des Plantes.

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Como sempre fomos até nosso primeiro destino do dia caminhando e admirando as construções da cidade. Paris é o lugar perfeito pra isso.

Confesso que não tinha lido muito, nem visto nada sobre o Jardin Des Plantes. Incluímos mais por causa da proximidade do local que estávamos hospedados. Isso nos faria ganhar tempo, já que o objetivo do dia era curtir o Montmartre.

E como é bom ser surpreendido, não é mesmo?! Toda a região onde o jardim está localizado é incrível. A vizinhança é super tranquila com vários prédios históricos e uma cara um tanto quanto medieval.

O jardim, propriamente dito, é do início do século XVII e foi o primeiro jardim real de ervas medicinais da cidade. É um dos maiores parques de Paris cheio de tralhas, flores, tipos de plantas e corvos, muitos corvos. Mesmo no outono haviam muitas flores coloridas. Cenário perfeito para lindas fotos.

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O parque também abriga o Museu de História Natural. Não tivemos tempo de visitar, mas já está nos nossos destinos obrigatórios em possível volta.

Em frente ao parque pegamos o metrô em direção ao Montmartre. Descemos na estação Abbesses para ir subindo até a catedral passeando pelo bairro. Mas atenção, essa estação tem muuuuitas escadas. Se descer nela, espere a fila do elevador. Só entendemos a fila da espera quando quase desistimos no meio da subida.

No caminho passamos por alguns dos cenários mais incríveis de Paris. Igreja St-Jean I’Evangéliste de Montmartre, Place des Abbsses, Place du Tertre – famosa por seus artistas de rua (cuidado com o assédio excessivo nesse local, todos querem faturar. Todos.) e as lojinhas super charmosas do bairro.

Ruas do Montmartre

Almoçamos num restaurante em frente a Place du Tertre. Não foi um dos lugares mais baratos, porém também não foi caro. EUR 24.00 por pessoa.

Place Du Tertre

Seguimos até a suntuosa, e realmente linda, Catedral Sacré-Cour. O prédio é de fato um deleite para os olhos. Sua cúpula é o segundo ponto mais alto de Paris, atrás apenas da Torre. Também é possível ir de teleférico, direto da estação Abbesses até a escadaria da Catedral. Eu, particularmente não recomendo, porque é nesse ponto que existe o maior assédio de vendedores ambulantes aos turistas. Além disso, recomendo muito o passeio pelas ruelas do bairro sem pressa.

IMG_0931 Sacré-Cour

Na descida, fomos também a pé até o famoso Moulin Rouge. O caminho pode ser um pouco intricado em função das ruas do bairro serem em vários desníveis (e cheias de escadarias que ligam umas às outras), mas com a ajuda de um mapinha de mão e o pedido de socorro a alguns franceses muito solícitos (não, isso não é ironia. Pedimos informações duas vezes e fomos muito simpática e prontamente ajudados) conseguimos chegar no nosso destino.

Moulin Rouge


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Paris – Dia 4 – Notre-Dame, Marais e Locações de Cinema

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Por Amanda Sena

Uma das minhas maiores vontades de conhecer Paris era poder passar por alguns dos lugares dos quais passei a minha vinda inteira ouvindo falar sobre, ou mesmo vendo pela tela, em alguns dos meus filmes preferidos como: Meia Noite em Paris, Antes do Pôr Do Sol, Último Tango em Paris e por aí vai…

Nosso quarto dia em Paris cumpriu perfeitamente esse objetivo. Tivemos a luxuosa companhia de dois guias de luxo, Bruno e Carol – nossos amigos e anfitriões do Expresso Paris – com dois moradores (e profundos conhecedores) da cidade a tira colo, tivemos a chance de conhecer a vida parisiense mais de perto.

Como sempre, começamos o roteiro do dia com uma caminhada até a Catedral de Notre-Dame. Entrar nesse lugar foi mais um sonho realizado. Além de ser gigantesca, os quadros, vitrais e esculturas dessa que é uma das principais igrejas em estilo gótico da Europa, são simplesmente de tirar o fôlego.

IMG_0675 IMG_0656 interior da Catedral

Sem falar na energia do lugar (a construção é de 1163), entramos na hora de um dos cânticos da missa. Um impacto daquelas vozes e do som do órgão estão na minha cabeça até hoje.  É de fato, uma visita obrigatória.

No caminho, entre o bairro de Monteparnesse e a Catedral passamos pela esquina em que o personagem de Owen Wilson espera a carruagem que o faz voltar no tempo de uma Paris da década de 1920, no filme Meia Noite em Paris, de Woody Allen.

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Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Escadinha onde Gil (Owen Wilson) esperava para fazer sua viagem no tempo

Já quase em frente a Catedral, outra locação de filmes amados: Shakespeare & Company. A livraria fofa onde o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy, começa. A loja é uma típica livraria antiga parisiense com livros do piso ao teto e gatos ronronando por cima das pilhas. Mais uma parada pra foto!

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Seguimos a pé num passeio pelas ruas do Marais, bairro jovem, com muitos artistas de rua, e uma mistura de comunidades de judeus, argelinos e asiáticos. Passamos por vários cinemas de rua, pela Prefeitura de Paris, e fomos até a famosa Place des Vosges, a mais antiga praça planejada da cidade, também conhecida como Praça Quadrada por sua impressionante simetria. O almoço foi em dos inúmeros mini restaurantes que vendem comida árabe. Um kebab baratinho e estávamos prontos para seguir o roteiro.

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À tarde finalmente pegamos um metrô para ir até uma parte mais afastada do centro turístico. A causa nobre era conhecer o Espaço Django Reinhardt. Um bar antigo, onde o próprio Django – exímio guitarrista e ícone maior do Jazz Manouche (ou Gypsy Jazz) e adorado por músicos ao redor do mundo, inclusive por meu marido, que me apresentou e fez me apaixonar pelo gênero – costumava se apresentar. Vale muito a pena a visita para quem curte boa música. De quebra, logo ao lado tem um famoso mercado de pulgas de Paris, o O Marché aux Puces, especializado em antiguidades. Para chegar lá, pegue a linha 4 do metrô na direção Porte de Clignancourt e desça na estação de mesmo nome (é a última).

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Na volta, ainda tivemos tempo para tomar uma cerveja na praça ao lado da casa onde viveu Ernest Hemingway, célebre escritor americano, que nasceu em 1899 e suicidou-se em 1961, justamente quando revisava a edição de “Paris é uma festa”. Dia longo, produtivo e inesquecível.

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Paris – Dia 3 – Louvre, Pompidou e redondezas

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Por Amanda Sena

Paris é definitivamente a cidade dos museus. Ainda quero (e vou) voltar para conhecer muitos mais. Mas infelizmente, como o nosso tempo era muito breve em cada cidade, escolhemos os imperdíveis de cada uma, para que pudéssemos equilibrar também com outras programações e andar pelas cidades.IMG_0492

Nosso primeiro destino foi o Louvre. Seguindo as dicas certeiras dos nossos anfitriões que sabem tudo de Paris, seguimos direto pro museu de metrô ainda cedinho para chegar na hora de abertura: 9h. Como o Louvre também era um sonho antigo, havia planejado ficar pelo menos uma manhã por lá. Ficamos lá dentro por cerca de cinco horas e não conseguimos ver nem 1/3 do museu.

Descemos na estação Palais Royal e ainda no subsolo, na saída do metrô, localizamos um coffeshop que vendia os ingressos (Você também pode comprar os ingressos online e evitar filas), como não tínhamos um dia fixo para ir no museu, optamos por comprar lá e demos muita sorte. Pagamos €16 por cada ingresso, que nos dava acesso a uma entrada especial, sem filas. Confesso que até hoje não sei o que exatamente aconteceu lá, porque ao que consta o ingresso especial, sem filas, é bem mais caro. Só entramos em menos de 10 minutos no museu. Sensacional.

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Entre as obras mais famosas em exposição no museu estão a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, La Liberté Guidant le Peuple por Eugène Delacroix, A Vênus de Milo, e o Código de d’Hammurabi. Claro que vimos todas as famosas, mas super indico as sessões da Grécia Antiga, Egito e Mesopotâmia. São de tirar o fôlego. Outra parada obrigatória são os Fossos Medievais.

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Saindo do Louvre dê uma boa caminhada pelo Jardin des Tuileries e também pela belíssima Rua de Rivoli.

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De lá, esticamos até o Paris Opera Garnier e o Centre Pompidou. Tudo andando. O Pompidou é mais um dos lugares incríveis de Paris. Um grande edifícil virado do avesso, como todas as suas “vísceras” expostas. Como chegamos já no final do dia, não aguentamos entrar para visitar as exposições. Também já chegamos num horário complicado que seria muito corrido. Então, sugiro que se visitar as exposições for sua prioridade, separe um dia só para isso. Para a gente só de poder sentir o clima do prédio já foi bem legal.

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Jantamos, bebemos e ouvimos boa música na região do Les Halles. O bairro é famoso por ser frequentado por muitos jovens e é cheio de ruelas repletas de restaurantes com mesinhas na rua no entorno do museu.  Fizemos o caminho de volta – a pé – até o Louvre novamente para ver a pirâmide acessa. Ahhh… Paris e suas luzes.

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Paris – Dia 2 – O Jardim, a Torre e o Arco

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Por Amanda Sena

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O dia começou com caminhada. Já tínhamos decidido que o nosso destino principal seria a Torre Eiffel, e a nossa decisão foi por ir à pé e ver todas as maravilhas que o caminho nos reservava. Aí está a vantagem de caminhar: caso pegássemos o metrô ou um táxi, perderíamos todas essas nuances da cidade. Fomos a pé!

Traçamos o trajeto, botamos o guia na bolsa e ‘sebo nas canelas’.  Cada ruazinha que se passa em Paris é um deslumbre, a cidade tem uma arquitetura muito peculiar. Nada de prédios altos, tudo é muito harmônico, com tons pasteis. Parece, de fato, um quadro. O outono (viajamos em outubro) deixou tudo ainda mais plástico, um verdadeiro cenário de filme “art noveau”.

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Nossa primeira parada foi o Jardim de Luxembrugo, que fica em frente ao Palácio de Luxemburgo, construído no século XVIII. Lugar maravilhoso que merece uma parada e muitas fotos. Não deixe de visitar a Fontaine Médicis, que fica dentro do jardim. Praticamente uma pintura de Monet.

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Continuamos nosso trajeto de caminhada passamos pelo Museu Nacional de Moyen e também pela bela igreja de St Michael. Seguimos  margeando o Rio Sena, até chegar a vedete do dia.

Claro que no trajeto paramos pelo menos uma 50 vezes. Cada ponte e cada prédio histórico valia um clique. A parada mais longa – e nessa nos rendemos à tentação de turistar – foi na Pont des arts, a famosa ponte dos cadeados (a mais tradicional), na qual colocamos um cadeadinho e jogamos as chaves no rio, como manda a tradição. Recentemente, todos os cadeados foram removidos da ponte, porque o peso estava danificando a estrutura. O que é completamente compreensível. Na verdade, a gente só caiu na tentação, porque somos românticos incorrigíveis.

Mais adiante, admito que bateu aquela emoção quando avistei de longe a primeira pontinha da Torre Eiffel. É realmente uma construção intrigante e imponente. Embaixo dela, todo aquele burburinho dos grandes pontos turísticos.  Mas, de fato, a visita é obrigatória.

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Optamos por não subir na torre, porque tentamos comprar os ingressos com antecedência (de mais de um mês) pela internet, mas estavam esgotados. Na hora, as filas estavam simplesmente impraticáveis e perderíamos muito tempo. A decisão foi subir no Arco do Triunfo, ao invés de subir na Torre. Decisão essa, que depois, conclui que foi a melhor que tomamos, uma vez que achei a vista o Arco muito mais interessante. Explicarei adiante. Antes de partir, no entanto, fizemos um lanche perto da torre. Um cachorro quente de rua, no melhor estilo “tou economizando ao extremo”. Se quiser algo mais sofisticado, ao redor da Torre tem vários cafés e restaurantes, com mesinhas nas ruas. Um charme tipicamente parisiense.

Atravessamos a ponte para o lado oposto do Rio onde estão os Jardins do Trocadéro, que na verdade é de onde tiramos as fotos mais legais da Torre, mais até do que do lado do Parque Champ de Mars, que achei a grama bem judiada, até por isso acho que algumas partes estavam isoladas.

Do Trocadéro seguimos caminhando até o Arco do Triunfo. Aqui uma dica é valiosa: nunca, jamais, em hipótese alguma, tente chegar até o arco atravessando a avenida. Conheço pessoas que tentaram e pode ser bastante perigoso. Atravesse pela passagem subterrânea. Existem várias indicações no local.

A escolha de subir no Arco e não na Torre também foi bastante assertiva. Afinal de contas, do alto do Arco temos uma das mais belas vistas de Paris com aquele que é o maior símbolo da cidade: a Torre. Além disso, também dá pra ver a Sacré Coeur, linda, no alto da colina do Montmartre. Achei Perfeito!

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Atenção apenas a um detalhe, a subida ao mirante pode ser bastante cansativa, são 284 degraus em uma escada espiral, e estreita, totalizando 50 metros de altura. Lembre que além de subir, você precisa descer pela mesma escada. É meio tenso (pelo menos pra mim que tenho medo de escada), mas achei que vale muito a pena, é mais barato (EUR 9) e tem menos fila. Indico. Ainda no arco, não deixe de visitar o túmulo do soldado sem nome e observar os personagens esculpidos na fachada.

Depois de toda essa maratona, ainda tivemos fôlego para fazer o mesmo caminho de volta até a Torre e vê-la iluminada a noite. Vale muito a pena. Dica: tente chegar (ou ficar) para as horas redondas (19h, 20h, 21h), que é quando as luzes piscam durante cinco minutos. Coisa linda de se ver.

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Paris – Roteiro de 5 dias – Dia 1

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Por Amanda Sena

Hoje vamos começar uma série de posts com um roteiro de 16 dias pela Europa. Nessa viagem, nós passamos por Paris, Bruges, Bruxelas, Amsterdam, Berlim e Frankfurt.

Vale esclarecer o seguinte: nossa viagem foi no esquema “low budget”, o que não tirou, em absolutamente nada, o brilho, a diversão e o encantamento que a Europa é capaz de proporcionar. Viu? Dá para ir à Europa gastando pouco, sim! =D

Outra coisa a ressaltar: nesses roteiros, é essencial estar disposto a andar muito. Muito, mesmo. Foi assim que nós fizemos e o roteiro sugerido está baseado nessa premissa. Claro, dá para usar outros meios de transporte. É só adaptar e ser feliz!

Serão um post para cada dia do roteiro e um post geral para a Bélgica.

EUROTRIP –  PARIS 

A Europa sempre foi um sonho antigo, e não somente pela fama e glamour que um lugar como Paris possa ter, mas principalmente por tudo que o velho continente representava para mim: cultura. Só de pensar na efervescência da música, museus, artistas de rua, arquitetura,história… os cenários de tantos filmes queridos… Tudo era muito emocionante e a primeira parada dessa jornada não poderia ser outro lugar que não Paris – a boa e velha (e ainda muito charmosa) cidade luz.

Fizemos um roteiro de quatro dias e meio, que apesar de meio corrido nos permitiu conhecer bastante a cidade. Claro que ainda pretendemos voltar, mas hoje já posso dizer que conheço um pouco do melhor de Paris.

Dia 1 de 5 – A chegada

Nosso vôo atrasou 2h para sair de São Paulo o que acabou atrasando todo nosso planejamento, uma vez que chegaríamos em Paris no começo da tarde e pretendíamos já ir bater perna de imediato. Só que com o atraso da saída, somado a demora para pegar nossas bagagens na esteira, acabamos chegando ao nosso local de hospedagem somente no final da tarde.

A imigração no aeroporto Charles de Gaulle foi muuuuuito tranqüila. Já haviam me falado que a França é um país tranqüilo para entrar na Europa, mas não nos perguntaram absolutamente nada. Carimbinhos no passaporte praticamente imediato. Uma beleza.

A saída do aeroporto também foi sossegada. Mesmo se você chegar em Paris pelo aeroporto CDG, que fica a 30 Km de Paris, não existe necessidade de gastar dinheiro com táxi (viagem low-budget, lembra?!), o sistema de metrô e trens metropolitanos de Paris é um dos melhores da Europa.Com uma malha super extensa, você pode pegar o RER Linha B para Paris, que corta praticamente toda cidade, e a partir dela fazer as trocas para a linha de metrô que fique mais próxima ao bairro onde estiver hospedado. Não lembro o valor exato do trem, mas as duas passagens deram menos de 20 euros. No nosso caso, o trem nos deixou em menos de 40 minutos na estação Denfert Rochereau, ao lado de onde ficamos hospedados na casa dos amigos Bruno e Carol, do Expresso Paris.

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Como já chegamos tarde e muito cansados, só saímos para jantar na Rue Daguerre, que é uma rua super fofa, repleta de restaurantes, padarias, frutarias e afins. Mesmo nessa saidinha básica, ali pra esquina de casa que estávamos hospedados, já deu para notar que Paris nos arrebataria fácil, fácil.

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Esse post é mais uma apresentação da série da Eurotrip e para compartilhar Paris, por que qualquer coisa dessa cidade merece ser compartilhado (#muitapaixao). Nossos posts vão ao ar toda segunda. Siga a gente nas redes sociais e não perca nenhum momento dessa viagem!


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Aconchego Carioca – Feijoada em terras paulistanas

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Vamos começar aqui no Serviço de Bordo uma nova série de post e vídeos que batizamos de “Turistando em São Paulo”.

Como vocês já devem saber, eu sou de Recife, mas moro em São Paulo há quatro anos. E uma das coisas que eu mais gosto nessa cidade, é a capacidade inesgotável que São Paulo tem de te apresentar novos lugares. Costumo dizer que você pode passar uma vida inteira por aqui, e ainda ter aquele gostinho de ser “desbravador” que só turista sente quando chega em um lugar completamente desconhecido.

Dito isso, vamos para a nossa primeira dica da série:

Aconchego Carioca

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Descobri esse lugar, por acaso, enquanto a gente batia perna pela região da Av. Paulista e ao mesmo tempo queria comer uma feijoada delícia (em Sampa, sábado é dia de feijoada em quase todos os lugares). Fuçando os app amigos, me apareceu esse lugar, com ótimas indicações e fotos lindas. Fomos lá conferir.

Além de ser um espaço mega agradável, a comida é realmente top e o preço é justo, principalmente para os padrões de SP. Provamos o sensacional bolinho de feijoada e a própria fejuca, que apesar de dizerem que é um prato individual (R$35,00), dividimos para duas pessoas e foi mais que suficiente. Simplesmente a MELHOR feijoada que já provei em SP. Bem temperada, com as carnes no ponto, couve sequinha e crocante com bastante alho e farofa delícia. De comer rezando!

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Mas duas coisas chamaram muito a nossa atenção e merecem um destaque: não deixem de provar o vinagrete de banana que acompanha a feijoada. É simplesmente uma das coisas mais incríveis que provei recentemente e harmoniza perfeitamente com o prato. Pelo que consegui detectar com meu paladar apurado de comilona chef, trata-se de uma mistura de azeite, pimenta dedo de moça, cebola roxa e banana. Vou tentar reproduzir em casa.

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A outra coisa, foi a deliciosa caipirinha de jabuticaba (R$15,00). Com fruta de verdade. Coisa rara de se ver. Vale a pena cada golinho.

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É isso! A feijoada do Aconchego Carioca é uma delícia de comer rezando e vale muito a pena! Ótima para comer compartilhando, entre uma caipirinha e outra! Até a próxima dica de destinos paulistanos.


 

Aconchego Carioca 

 Alameda Jaú, 1372 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01420-001

Telefone: (11) 3062-8262


 

E você? Já comeu no Aconchego Carioca? Provou a feijoada? Tem dicas para a gente de outros pratos? Deixe sua opinião aí nos comentários que adoramos conversar com vocês!


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São Luiz do Paraitinga – História e diversão no interior de São Paulo

 

São Luiz do Paraitinga

Olá, leitores! É uma honra começar a dividir minhas experiências de viagens com vocês. Tenho certeza que trocaremos muitas dicas e que também vou descobrir muita coisa bacana com vocês. Meu primeiro post será sobre minha viagem mais recente: São Luiz do Paraitinga, munício do interior de São Paulo.

São Luiz do Paraitinga é uma daquelas cidadezinhas que te proporcionam uma verdadeira viagem no tempo com apenas poucas horinhas de estrada. Localizada a apenas 171Km de São Paulo, é possível chegar de carro no município muito rápido, e em segurança, através da Dutra.

São Luiz do Paraitinga

São Luiz do Paraitinga
Ruelas cheias de casinhas históricas em São Luiz do Paraitinga
 Já tinha muita vontade de conhecer São Luiz desde os tempos em que trabalhava na Secretária de Estado da Cultura, que promoveu a reconstrução de vários prédios históricos, que foram abaixo numa grande cheia que a cidade enfrentou em 2009.
Meu marido também vivia falando do lugar por causa da Cachaçaria Mato Dentro, que produz, segundo ele e um ranking da Playboy, uma das melhores cachaças do país.
 Pois bem, tirei uma folga e fomos pra uma aventura de 24h na cidade eu, ele e minha mãe que veio passar o meu aniversário comigo. E São Luiz não decepcionou.  Tombada como Patrimônio Cultural Nacional, a cidade oferece história, cultura, arquitetura, culinária caseira e muitas atividades ao ar livre.  Dá só uma conferida nas nossas dicas para aproveitar o máximo dessa cidadezinha charmosa e convidativa!

Cachoeira Grande

Foi nosso primeiro destino, antes mesmo de irmos ao centro histórico da cidade. Eu estava completamente obcecada por um banho de cachoeira. A cachoeira grande não fica exatamente em São Luiz, fica em Lagoinha, município vizinho, localizado a 20km do centro. Super rapidinho pra chegar de carro.
São Luiz do Paraitinga
Cachoeira Grande em São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
A blogueira num momento Selfie =D
O local fica numa propriedade privada e é bem turístico, nada daquelas cachoeiras muito desertas e intocadas (o que é maravilhoso), mas o lugar é super bem cuidado, pelo menos no dia que fomos não estava muito cheio e ainda te oferece uma infra de restaurante, banheiros, tirolesa e rapel. Programa pra curtir com toda a família.

Igreja Matriz São Luis de Tolosa

A típica igreja de interior onde tudo acontece em torno dela. É uma catedral bem simples, mas que tem um charme todo particular. Principalmente com um olhar mais amplo, incorporando ela a paisagem da praça e, por sua vez ao coreto central. Tem imagem mais pitoresca?
 São Luiz do Paraitinga
A igreja foi derrubada na enchente, mas felizmente foi reconstruída e continua reinando absoluta. A noite, é comum ver os moradores nos botecos do entorno tocando moda de viola e comendo os lanches dos carrinhos que ficam na praça. Vale a pena um bate papo com um dos moradores da cidade, pois eles são super solícitos e receptivos.
 

Conjunto histórico do Largo do Teatro

Uma das partes mais fofas da cidade, me lembrou muito Olinda. É impressionante como preservar a arquitetura do lugar faz tudo ficar diferente. No local, funcionam algumas lojinhas de artesanato. Mas a visita vale mais pela beleza do local do que exatamente pelo souvenirs.
São Luiz do Paraitinga
Largo do Teatro em São Luiz do Paraitinga

Casa Oswaldo Cruz

É a casa onde nasceu o médico sanitarista Oswaldo Cruz, e onde ele passou a infância. O casarão de 1834, mantém as características da época, e abriga um centro cultural. Como fomos numa segunda-feira, o local estava fechado.
São Luiz do Paraitinga
 

Destilaria Mato Dentro

Localizada a mais ou menos 6 Km do centro de São Luiz (pegando a estrada sentido Taubaté), a famosa cachaçaria se tornou um dos pontos obrigatórios de visitação – e não somente pra quem curte degustar a branquinha. A cachaça de lá foi premiada diversas vezes em concursos especializados e é considerada uma das 10 melhores do país. Além de poder adquirir os produtos lá mesmo (cachaça branca ou dourada, aguardente, licores…) com preços modestos a partir R$ 8,50, os visitantes são convidados a conhecerem todo o processo de fabricação e também a degustar a bebida.

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São Luiz do Paraitinga

São Luiz do Paraitinga

dicas e descobertas Dicas e Descobertas

 Onde Comer

 

Cantinho dos Amigos

Jantamos no restaurante  por recomendação de um dos funcionários da pousada e realmente foi uma boa pedida. Pizza de forno a lenha com manjericão fresco é muito amor. Ainda provamos drinks bem interessantes. Preço super honesto. Média de R$70 para três pessoas.

Tempero da Terra

Almoçamos uma comida regional de tirar o fôlego. Leitão à Pururuca, linguiçinha de porco caseira, tutu de feijão, torresmo, couve com farofa de bacon.. aquela comida “levinha” e deliciosa que só o interior pode fazer por você. Preço sucesso R$80 para três pessoa com direito a trazer marmita pra casa.

Doce Recanto

Chocolate quente com Nutella e tortinha caseira de frango é a pedida. O lugar tem vários quitutes gostosinhos. Cafeteria pequeninha e aconchegante. Vale uma parada no final da tarde.

Hospedagem

Chegamos sem reserva prévia e, como a diária seria de um domingo para segunda, achamos que não teríamos problema para conseguir vaga. Porém, é comum em alguns domingos do ano, as pousadas – principalmente do centro – fecharem para manutenção. Portanto, programe-se antes de partir para lá! Nossa intenção era ficar dentro do centro histórico para facilitar a nossa locomoção, mas a cidade é tão pequenininha que ficar um pouco mais afastado não deve ser exatamente um problema. Aliás, não foi. Caminhar pelas ruas históricas é uma delícia!

Visitamos a Pousada Paraitinga, que é um mimo e fica bem no centro, mas infelizmente estava fechada para manutenção.

Acabamos ficando na Pousada Ápice, localizada um pouquinho fora – mas bem do ladinho – do centro e numa parte mais elevada do lado do Rio.

São Luiz do Paraitinga
Quarto da pousada Ápice – Simples, mas honesta

Achamos o custo-benefício muito bom. A diária saiu pela bagatela de R$ 60 por pessoa (pegamos dois quartos). Dá pra notar que a pousada é meio antiguinha, precisa de manutenção em alguns espaços, mas nos serviu perfeitamente. Cama legal e chuveiro quente, piscina… Ainda tivemos café da manhã incluso. Sucesso.

Mais hospedagens em São Luiz do Paraitinga

Pousada Araucária

A Pousada Araucária está situada em um belo parque, a 600 metros do centro da cidade de São Luís do Paraitinga, e oferece piscina, bar e café-da-manhã. Os quartos contam com Wi-Fi gratuito e varanda térrea, que oferece vista das montanhas.

Pousada Asa do Vento

A pousada conta com amenidades como WiFi disponível e quartos com varanda e redes. Lindíssima a pousada!

Pousada Fazenda São Luiz

Localizada em meio às montanhas verdes do Vale do Paraíba, a propriedade faz parte de uma fazenda histórica que remonta a 200 anos atrás. Há WiFi disponível gratuitamente e os quartos oferecem vista para a montanha ou para o jardim.

 

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